Alguns estados estão se mobilizando há tempo para banir os termômetros da rede
hospitalar. É o caso de São Paulo e de Santa Catarina que também
proíbe o uso hospitalar e em farmácias.
Vejam as duas matérias abaixo
27 de Agosto de 2010 - 10:45
Termômetro de mercúrio proibido
Em 95% das vendas, ainda é dada preferência para o termômetro de mercúrio por causa da variação de medição de temperatura
Vagner Molin
http://www.adjorisc.com.br/img/adjorisc/diminuirTexto.png" border="0" height="25" width="30">
http://www.adjorisc.com.br/img/adjorisc/aumentarTexto.png" border="0" height="25" width="30">
Venda dos modelos prismáticos está proibida em farmácias de SC / Foto: N/A
O uso de termômetros com mercúrio nas redes hospitalar e farmacêutica
de Santa Catarina está proibido. A lei foi sancionada, quinta-feira
(19), pelo governador Leonel Pavan. As redes terão o prazo de 12 meses
para proceder a substituição dos termômetros.
Após o período de adequação, o descumprimento acarretará em multa, no
valor de R$ 2 mil, dobrado a cada reincidência. O produto da
arrecadação das multas será destinado ao orçamento do Fundo Estadual de
Saúde.
Para o balconista da Farmácia Nossa Senhora Aparecida Ivo
Roberto Rossa Becker, a lei veio garantir a segurança das famílias, pois
as crianças podem intoxicar-se com o mercúrio. No entanto, ele avalia
que a precisão do produto é muito maior que a do termômetro digital.
Segundo Ivo, a variação de medição de temperatura do termômetro
prismático para o digital é de 10%. “Uma diferença que terá um efeito
grande na medição da temperatura”, avaliou o balconista, destacando que,
em 95% das vendas, ainda é dada preferência para o termômetro de
mercúrio.
No Hospital Hélio Anjos Ortiz, de acordo com o diretor Marcelo
Pasolini, a maioria dos termômetros de mercúrio já foi substituída pelos
digitais há cinco meses. “Ainda temos um ou outro, mas, devido à
economia e à segurança, optamos pelo digital”, comentou.
Marcelo destacou, ainda, que muitos termômetros eram quebrados,
espalhando o material tóxico, além dos gastos em comprar novos. “Os
digitais são mais resistentes. Não são tão precisos quanto os de
mercúrio, mas é uma diferença que não terá nenhum problema para o
paciente”, argumentou.
SÃO PAULO:
Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/content/clislushes.mmp
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo decidiu proibir a compra de
qualquer equipamento contendo mercúrio pelos hospitais, ambulatórios e
demais serviços de saúde ligados à pasta em todo o Estado. Uma resolução
sobre o assunto deverá ser publicada ainda neste mês no Diário Oficial
do Estado.
Com a medida, os estabelecimentos estarão impedidos de comprar ou
adquirir, por quaisquer outros meios, dispositivos de medição de
temperatura ou pressão, tais como termômetros, esfigmomanômetros e
similares que contenham mercúrio.
Para uso odontológico, só será permitida a aquisição de mercúrio
pré-dosado e pré-acondicionado em cápsulas seladas. Nesses casos, o
metal só poderá ser preparado em aparelhos amalgamadores apropriados
para tal fim, que não impliquem a abertura prévia das cápsulas seladas.
Os estabelecimentos terão de fazer a troca dos equipamentos já
existentes. A partir de 2012, todos os hospitais da rede pública
estadual de saúde não poderão utilizar ou armazenar dispositivos de
medição de pressão ou temperatura contendo mercúrio, bem como o metal
para uso odontológico que não seja em cápsulas seladas.
“O uso de dispositivos contendo mercúrio implica risco à saúde dos
trabalhadores e dos pacientes em caso de acidentes, bem como potenciais
impactos no meio ambiente. Por isso estamos dando um primeiro passo para
banir este componente dos hospitais paulistas, começando pelas unidades
de saúde estaduais,” explica Nilson Ferraz Paschoa, secretário de
Estado da Saúde.
SERGIOMONROE1.COM
Bem-vindo a
Movimento Marina Silva
© 2012 Criado por Movimento.
Você precisa ser um membro de Movimento Marina Silva para adicionar comentários!
Entrar em Movimento Marina Silva