Olá Carlos, sei que a carta é para pessoas específicas, mas se ela é aberta, gostaria de respondê-la. Não sou um "voluntário remunerado" como você chama, nem me considero um voluntário no Mov Marina (porque existe uma lei do voluntariado que define o termo com uma série de especificidades). Mas faço parte do Movimento Marina Silva desde o comecinho e, ao longo de 2009 e 2010, coloquei nele o que eu tenho de melhor para oferecer em termos de idéias, intenções e “mão na massa”. E agradeço profundamente que pessoas competentes e bem intensionadas, que largaram seus empregos e ficaram meses de dedicação integral sem receber nada para levar adiante este sonho, tenham sido remunerados em um dado momento para contribuir com o sonho de tanta gente.
Nesse mutirão de construção de uma nova civilização, já fiz e faço parte de muitas redes e movimentos não institucionalizados, também já fui gestor de OSCIP e coordenei ações ligadas à Políticas Públicas. Transitei por vários níveis de institucionalidade, e acredito que movimentos como o MovMarina são um verdadeiro exercício de novos valores, novas atitudes e novas políticas. Não gosto de dizer o óbvio, mas é natural que estruturas descentralizadas e não institucionalizadas encontrem percalços de gestão quando se relacionam com uma sociedade altamente burocratizada e conduzida por instituições.
Acredito que a transformação social, vinda de um sonho comum, encontra um meio para se realizar. E sem dúvida reconheço isso como um Novo Jeito de Fazer Política. A velha política, no entanto, é cheia de pessoas que sabem criticar, mas não souberam "fazer a diferença", que usam termos ligados a valores sociais preciosos como a coletividade e os interesses comuns como escudo para objetivos e opiniões pessoais, e não como bússolas para suas atitudes. Para mim é importante trazer estas referências de novos e velhos jeitos de fazer política, porque pela minha experiência de redes nesse mundo de virtualidades, o que se diz, o porque se diz e as formas como se diz podem conter informações bastante distintas.
Sem dúvida o processo tal qual se deu tem uma série de lacunas típicas de um processo inovador, mas o principal, que são os valores humanos, não titubearam em momento algum.
Toda a transparência, todos os ouvidos, todas as auto-críticas e reconhecimento dos limites estiveram diponíveis constantemente em todo este processo, e ainda estão. Seja por parte da equipe que gerenciou os fluxos de informação, eventos e materiais desse processo, seja por quem participou com suas idéias, seja por quem uniu as mãos em um 43 gigante em sua cidade...
Como participante ativo deste movimento me senti muito bem informado de todos os processos, o que me inspirou cada vez mais para ir às ruas, alugar um megafone, comprar centenas de camisetas, produzir vídeos, músicas, envolver pessoas...
Pelo tom da sua carta aberta, se eu não tivesse acompanhado todo esse movimento, eu acharia que se trata de um grupo de extorquistas que se valeram do sonho de milhões de pessoas para enriquecer. E não vejo nenhum sentido nisso.
Inclusive acredito que algumas dessas pessoas, que receberam para fazer o que estavam pagando para fazer, provavelmente investiram muito mais do que receberam. Como eu que coloquei recurso do meu bolso, provavelmente muitos deles fizeram o mesmo e ainda estão vendo como pagarão as contas do mês que vem.
Pelo currículo dessas 10 pessoas, se quisessem ganhar dinheiro estariam em grande escritórios de advocacia, multinacionais, grandes organizações ou qualquer coisa assim, e não passando noites em claro para responder mensagens deste site e apoiar os grupos e indivíduos espalhados por todo o Brasil trabalhando por uma sociedade mais justa e sustentável.
claro que todos e todas os 45 mil e muito mais, deram o suor e o sangue nessa campanha, mas o suporte à todas estas pessoas também é um trabalho intenso, e com um recurso mínimo foram desenvolvidas ferramentas que nem a campanha do Obama conseguiu desenvolver, como o Mapa do MovMarina, por exemplo.
Como você diz que seu tempo é escasso, eu acredito que seria mais eficiente investi-lo, junto com e seu reconhecido conhecimento, na solução de problemas sociais dessa natureza e não cultivando-os.
Esperançosamente,
Rangel Arthur
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Comentário de Humberto Ramos de Oliveira Junio em 16 março 2011 às 16:55
Comentário de Marise Teresinha Jalowitzki em 13 fevereiro 2011 às 18:22
Comentário de Marise Teresinha Jalowitzki em 13 fevereiro 2011 às 18:22 Carlos, estou contigo, também aguardando uma posição dos nomes que foram alvo de teus questionamentos - que também são meus.
Abraços!
Comentário de Marise Teresinha Jalowitzki em 13 fevereiro 2011 às 18:21 Para Rangel Artur - Creio que o que percebo em ti é o mesmo que em muitos marineros: "Não quero acordar, não quero acordar! Foi bom demais!" Amigo, parece que MUITAS das coisas que o Carlos traz, também não sabes, como eu também não sabia. Tudo começou quando a Ana Rosa enviou um e-mail para algumas pessoas e perguntou: Recebeste? Era um convite para ela ser uma das "remuneradas". Ela estranhou e quis saber de mais pessoas. Eu tive uma participação bastante ativa com textos, no finalzinho da campanha (que foi quando soube do movmarina) e continuo até agora publicando e divulgando meus textos, pois considero "fazer política" munir o maior número de pessoas do maior número de informações para que possam decidir por sua própria cabeça o que acharem melhor para si.
A verdade é: Logo após o resultado do 1º turno, este site virou "uma zorra"!! Pessoas se atacando, brigando, se ofendendo. Os moderadores NÃO intercederam. Apenas uma lacônica nota da página principal, repetindo o slogan "do novo jeito de fazer política". Mas não entraram nos grupos, não foram assíduos. Depois, começaram problemas: textos não publicados, mensagens não recebidas, dados e datas entrando em espaços diversos, confundindo muito.
Muitos saíram. Eu permaneço pois quero acompanhar no que vai dar o que o Carlos Novaes reivindica, QUE É JUSTO E CRISTALINO.
O problema não é/foi receber dinheiro e, sim, o fato de isto NÃO TER ACONTECIDO ÀS CLARAS! O Esteviz denominou de enfadonhos (ou algo assim) alguns dos questionamentos do Carlos. Isso não é transparência!
E, sinceramente, creio que deves ter sido "eleito" um dos que recebiam resposta, pois, inúmeras vezes encaminhei propostas, perguntas e sugestões, sem ter receb ido respostas.
E, se a coisa é cristalina e transparente, MESMO, porque a demora em divulgar QUEM ERAM OS QUE PATROCINAVAM/ PATROCINAM o site? QUANTO receberam os "voluntários remunerados"? QUEM OS PAGOU/PAGA?
QUAL O
Comentário de Carlos Novaes em 8 fevereiro 2011 às 20:51 ... (como eu ia dizendo...) ...os problemas que crio são outros.
Carlos Novaes
Comentário de Carlos Novaes em 8 fevereiro 2011 às 20:49 Rangel Arthur,
antes de mais nada, a carta é aberta precisamente para trazer outras luzes. Que bom que você escreveu.
Li com atenção seu texto e digo claramente: você não enfrentou NENHUM dos pontos que são objeto da minha crítica. Só para dar um exemplo: para mim é irrelevante se esses 10 fizeram sacrifícios ou não. Parto de que sacrifícios que tenham sido feitos o foram por decisão de cada um. Por isso mesmo, não cabe falar em "sacrifício", afinal, "sacrifício" é, sempre, aquilo que outro nos impõe.
Meu ponto, no caso da grana, é: eles omitiram a informação fundamental. E, veja bem, sequer falaram em profissionalização. Não houve essa menção indireta. Leia o comunicado com atenção. Faça, como eu fiz, a exegese dele (foi a única maneira que encontrei para me certificar de que não estaria sendo injusto ao dizer bem alto: "ninguém jamais me avisou/consultou sobre isso!"). Observe que apenas mais de 60 dias depois do fim da campanha essa história apareceu, aí sim, cheia de "sofrimentos" e eufemismos como "profissionalização". É só ler.
Lamento ser eu a informá-lo de que o georeferenciamento (mapas) do nosso site-Movimento é uma trivialidade há, pelo menos, 20 anos (eu já georeferenciava eleitores em 1991, e não estava fazendo coisa nova). Você fala, como outros, de recursos mínimos. Pois é, eu não sei que mínimos são estes. Você sabe? Quem pagou/paga desde o início os custos desse site-Movimento que se apresenta como independente? Essa pergunta é crucial depois dessa história de "voluntários remunerados". Definitivamente, eles não contam com minha confiança cega, como antes. Quero saber de onde veio/vem a grana e a que/quem foi destinada. Vou até o fim para saber isso. É uma uma questão de princípio, que suposições, credulidade, "deixa disso" ou achismos não respondem.
Só me resta lamentar que você tenha se dado a escrever tanto se acha que minha insistência pelo esclarecimento gera e/ou cultiva "problemas sociais". Os problemas q
Comentário de Danilo Gregório dos Santos em 8 fevereiro 2011 às 8:14 Olá Rangel...
Após ler a "Carta Aberta" enviado pelo companheiro Carlos e agora a sua resposta, fiquei refletindo...
O que o Carlos disse nada mais foi do que o sentimento de muitos marineiros/as que durante toda campanha - e até antes mesmo - não mediram esforços para potencializar a candidatura de Marina e também o MovMarina. Entendo perfeitamente sua carta também, porém, fazendo a leitura da mesma fico com o sentimento de que apenas os "10" tem o direito de receber pelo seu trabalho "voluntario". Escrever todo um texto e dedicar três linhas a sua "intenção" de agradar a todos, não é o mais justo a se fazer, quando se tem um propósito ou um princípio não se faz necessário tentar colocar panos quentes nos acontecimentos.
Assim como o Carlos também fiquei chateado com a descoberta dessas "10" pessoas que recebiam pelo trabalho prestado ao MovMarina. Assim como você também coloquei dinheiro para ajudar nossa candidata e em nenhum momento pensei em receber algo em troca que não fosse o reconhecimento da sociedade em perceber em Marina uma candidata séria, com ética, lucidez dos problemas que temos e principalmente uma pessoa capaz de fazer diferente e melhor para toda população brasileira.
Tenho certeza que se ouvesse o convite não faltaria pessoas que se disponibilizariam para fazer o mesmo trabalho dessas "10" pessoas sem querer receber se quer um centavo pelo trabalho, pois todos que estavam neste trabalho conjunto tinha o mesmo sonho "Juntos pelo Brasil que queremos", e este Brasil não é o do oportunismo, que se esconde atrás de um Movimento inovador e desafiador para receber dinheiro e falar a todos como se fosse apenas um voluntario - pois foi isso que percebi.
Conheço inúmeras pessoas que durante toda campanha fizeram "das tripas coração" para levar o nome Marina Silva a frente, sem medo e o melhor, sem dinheiro, pessoas que saiam nas ruas pedindo voto, fazendo o cara a cara, entregando panfletos nas ruas, saindo a noite e
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