José Luis da Conceição - 09.02.2010
Marina: 'Não podemos engessar o País em um plebiscito para ver quem fez mais no passado'
Marina defendeu o entendimento entre os grandes partidos e diz que o PV tem "vontade de conversar". "Ninguém governa sozinho", disse, mas reconheceu que esse acordo suprapartidário, no Brasil, ainda está no campo da utopia. "A grande utopia deste País é que se possa conseguir uma governabilidade baseada em princípios e não apenas no cálculo pragmático de maioria, que muitas vezes é fisiológica."
A pré-candidata criticou o que chamou de disputa entre dois passados, referindo-se às comparações entre os governos Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Por mais relevantes que esses governos sejam, não podemos engessar o País em um plebiscito para ver quem fez mais no passado."
Marina não quis comentar a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a suposta falta de liderança da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. "Liderança não pode ser outorgada por ninguém, é algo que se conquista. Lula e FHC são líderes. Outros terão de construir sua própria liderança. Apoios ajudam, mas não são suficientes."
Falando sobre outro tema polêmico, a senadora considerou eleitoreira a edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) ao final do governo Lula. "O plano agregou temas de A a Z, que não foram resolvidos nos últimos oito anos, de forma atabalhoada", avaliou.
Marina também comentou sobre o pré-sal e defendeu que uma parte dos recursos gerados seja revertida para a pesquisa de energias alternativas capazes de substituir a energia fóssil no futuro. A senadora elogiou o modelo norueguês de mitigação de impactos negativos da exploração e busca de novas fontes de energia.
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Comentário de Felipe Rosenberg em 14 fevereiro 2010 às 10:51 Bem-vindo a
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