Movimento Marina Silva

PT e PSDB erraram ao não se unir, diz Marina


José Luis da Conceição - 09.02.2010

Marina: 'Não podemos engessar o País em um plebiscito para ver quem fez mais no passado'

SÃO PAULO - A senadora e pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), disse nesta terça-feira, 9, durante entrevista à TV Estadão, que PT e PSDB erraram nos últimos 16 anos ao não entrarem em um acordo para garantir a governabilidade do País. "Um erro que cometemos, e digo nós porque fiz parte do PT durante 30 anos, foi o de não estabelecer um ponto de contato com o PSDB no período em que ele foi governo. E a mesma coisa aconteceu no período em que o presidente Lula é governo."

Marina defendeu o entendimento entre os grandes partidos e diz que o PV tem "vontade de conversar". "Ninguém governa sozinho", disse, mas reconheceu que esse acordo suprapartidário, no Brasil, ainda está no campo da utopia. "A grande utopia deste País é que se possa conseguir uma governabilidade baseada em princípios e não apenas no cálculo pragmático de maioria, que muitas vezes é fisiológica."

A pré-candidata criticou o que chamou de disputa entre dois passados, referindo-se às comparações entre os governos Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Por mais relevantes que esses governos sejam, não podemos engessar o País em um plebiscito para ver quem fez mais no passado."

Marina não quis comentar a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a suposta falta de liderança da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. "Liderança não pode ser outorgada por ninguém, é algo que se conquista. Lula e FHC são líderes. Outros terão de construir sua própria liderança. Apoios ajudam, mas não são suficientes."

Falando sobre outro tema polêmico, a senadora considerou eleitoreira a edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) ao final do governo Lula. "O plano agregou temas de A a Z, que não foram resolvidos nos últimos oito anos, de forma atabalhoada", avaliou.

Marina também comentou sobre o pré-sal e defendeu que uma parte dos recursos gerados seja revertida para a pesquisa de energias alternativas capazes de substituir a energia fóssil no futuro. A senadora elogiou o modelo norueguês de mitigação de impactos negativos da exploração e busca de novas fontes de energia.

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Comentário de Felipe Rosenberg em 14 fevereiro 2010 às 10:51
Estou sem palavras!!
Comentário de Eloá dos Santos Cruz em 10 fevereiro 2010 às 2:12
Acho que a Senadora está sendo muito rigorosa consigo mesma, ao se incluir na crítica de erro pela falta de união entre PT e PSDB. Na verdade, persiste uma espécie de "acordo de acomodação", entre LULA e FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: você finge que me odeia, eu finjo que vou te atacar, mas, no frigir dos ovos fica tudo dantes. Por exemplo, onde está CPI presidida pelo Senador Eduardo Suplicy para apurar as irregularidades da venda-doação? Pelo menos nesse caso da CVRD houve e periste manifesto "jogo de compadres"... A responsabilidade da venda-doação da mineradora, é do FHC (porque aprovoua proposta do então ministro do Planejamento JOSÉ SERRA e do ministro de Minas e Energia RAIMUNDO MENDES DE BRITO, em 30/05/1995) e estimulou o leilão das ações pertencentes à UNIÃO a toque de caixa, no dia 06/05/1997. Atacados os procedimentos por ações populares propostas por diversos cidadãos legitimados (cf. Constituição Federal, 5o., inciso LXXIII), o presidente LULA poderia determinar a UF entrar nos processos ao lado dos autores, mas preferiu ficar omisso esses anots todos, o que favoree o pessoal dos dois períodos do governo anterior, sem gerar qualquer benefício para as duas gestões do LULA, que responde, sim, por omissão, de acordo com a Lei da Ação Popular (art. 6o., nacabeça e par. 3o.).
Duvido que, se estivesse como autora de uma dessas ações, a Senadora MARINA SILVA cooptasse em detrimento do Interesse Público. Muita gente grauda do PT fez visagem, entrou com ação popular e, na hora de ser mais firme na proposta judicial desistir, Deus saberá a que preço...

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