Movimento Marina Silva

Por um novo PROCESSO: compartilhando informações e impressões

Sobre uma conversa realizada na terça-feira em uma Casa de Marina. Compartilho minhas anotações com os interessados. A conversa foi chamada por Ricardo Young, para falarmos da crise do PV.

Presentes: Marina Silva (que chegou de surpresa),  Pedro Ivo Batista, Ricardo Young, Mauricio Brusadin, Rangel Mohedano, Gabi Juns, Rafael Santos, Laura Fuser, JP Vergueiro, Camila Tarifa, Victor Fisch, Marcelo Marquesine, Cassio Martinho, Thulio Pompeu e eu.
Por Skype: Marcel Taminato, Enrico Rocha, Nalu Machado, Thiago Moraes
Foi feito um relato, por Ricardo, Mauricio, Marina e Pedro das razões que estão levando à decisão de desfiliação do partido - o não cumprimento dos acordos relativos à democratização partidária e a penalização de lideranças que se envolveram no Movimento Transição Democrática.
Ricardo ressaltou que essa não é uma desilusão com a política partidária, é uma desilusão com esta que está aí. Mauricio pontuou sobre o distanciamento entre partidos e sociedade e os diversos movimentos que trazem esse descontentamento no mundo - a exemplo do que acontece na Espanha.
Falamos sobre o movimento que estamos vivendo. É um movimento que está na sociedade. Ainda não temos nome para ele, mas ele já existe.
Marina trouxe a necessidade de pensarmos teoricamente este momento. Nos convidou a pensarmos os alicerces teóricos para o processo.
Precisamos pensar nos princípios/ideias força e formas de organização mínimas para começarmos a agir.
Neste sentido Ricardo trouxe a seguinte consideração: a nossa forma de organização deverá responder as tarefas colocadas. Quais as tarefas colocadas?
Sobre a crise no PV e o processo que estamos vivendo foi enfatizado que a comunicação deve ser mais pró-ativa e não apenas reativa - precisamos pautar informações e para isso podemos usar nossos canais - site minha marina, transição democratica, movimento marina silva, facebook, twitter, blogs.
Temos que preparar o chamado - a convocação da sociedade para o novo PROCESSO
Por fim, ressalto uma impressão pessoal. Acho que estamos inaugurando um novo momento. Vamos ter que ter muita hora nessa calma. Pra quem sai do PV não é um momento fácil, mas é um momento de celebração do novo!
Aguardo vossos comentários.
E vamo que vamo!
Abraços
Marcela
Obs. Recomendo a todos o vídeo do Galeano: http://www.movmarina.com.br/video/preste-atencao-no-galeano

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Comentário de nadyr bonifácio júnior em 10 julho 2011 às 20:57

cara Marcela

gostaria de poder colaborar nesse momento em que necessitamos de unir todas as forças possiveis para mantermos os ideais verdes defendidos na eleição doano pasado (por um Brasil justo e sustentável)

abraços

do seu companheiro de futuras lutas

Dr Nadyr Bonifácio Junior

OAB 232.362

comissão do meio ambiente - seccional Lapa

 

Comentário de Wilson Cabral em 7 julho 2011 às 1:25

Marcela e demais colaboradores,

acabo de entrar no portal e estou pouco a pouco tomando conhecimento de tudo. Confesso que tudo isso ainda é muito nebuloso pra mim (este novo movimento, novo "jeito" de fazer e sentir política, o próprio uso das redes sociais, enfim). Acho que vivenciei demais os ciclos da nossa democracia representativa, e pouco substantiva. Para mim o éden possível viria com uma reforma política, tão simples quanto distante... Embora me percebo como parte deste movimento, desde a criação de uma Casa de Marina aqui em casa, ainda tenho dificuldades para compreendê-lo em seus aspectos mais operacionais: como fazer com que um movimento tão plural - quase anárquico? - adquira os contornos rígidos de uma representação política, quando, por exemplo, de uma eleição? Ou até mesmo de uma conquista eleitoral?

 

Bom, vamos refletindo. Creio que estas dúvidas não sejam só minhas...

 

Saudações

 

Wilson Cabral

Comentário de Jose Modesto Netto em 5 julho 2011 às 19:07
É de pequenino que se torce o pepino. Ao iniciarmos um novo jeito de fazer politica, cuja caracteristica seja a defesa do representado e não a locupletação do representante, devemos tirar uma lição do que aconteceu ao PT que, de intransigente defensor da moral e da ética, ao chegar ao poder se converteu em mais um igual, ou pior, do que os que hoje sustentaram e sustentam FHC, LULA e DILMA, com suas velhas raposas oportunistas. Os Sarneis, Reans, Severinos, Jarbas etc. acorrerão ávidos a nós, quando nos virem prestes a derrotar a velha e carcomida oligarquia politica que tanto roubou de nosso povo, com a benevolencia, e até defesa, desses tres governantes, em nome da governabilidade. Sejamos intransigentes com essa raça tão danosa.  
Comentário de Waldo Luís Viana em 5 julho 2011 às 14:03
Perguntinha íntima: político sem mandato, que não trabalha, vive de que? Consultoria?
Comentário de Paulo Feitosa de Lima em 4 julho 2011 às 15:50

Pessoal,

 

No meu primeiro post falei sober a necessidade de melhorar nossa comunicação

 

.Esta necessidade que pontuei não foi capricho pessoal e sim por necessidade que percebo em mim e em muita gente que conheço.

 

Penso que a maioria da população, a principio,  não está interessada em participar da  politica por desacreditar da conduta, moral e integridade dos politico, todavia acreditamos que apesar de realmente existir muitas  pessoas de mal carater, também existem pessoas idoneas, honestas e integras que lutam pelo bem da sociedade.

 

Para isto,  parece que precisamos comunicar em linguagem simples para que o politiques não seja um  fator que dificulte a  convocação  de forma eficiente.

Penso que nossa abordagem não deve atingir somente algumas pessoas que já tenham a vocação para o assunto, mas possamos também atingir o envolvimento do cidadão comum, pois queira ele ou não, o tema faz parte da vida de todos e sua conscientização e participação é o que vai de fato, mudar a realidade de nosso pais.

 

Se eu estiver certo, talvez melhorar a comunicação seria uma das formas de organização mínimas para começarmos a agir, pois no meu entender não basta utilizarmos todos os meios possiveis como sites e redes sociais, precisamos aprender e falar na lingua que todos entendam.

 

Estou junto com vocês para aprender cada vez mais e de alguma forma contribuir neste processo.

 

Um grande abraço.

Paulo

Comentário de RAQUEL MARQUES em 4 julho 2011 às 13:28
Tem que ficar sim, que aburdo é esse, tem que mudar, tem que estar aqui pra isso.
Comentário de RAQUEL MARQUES em 4 julho 2011 às 13:23
Temos que preparar o chamado - a convocação da sociedade para o novo PROCESSO
Quero pontuar que a sociedade não é um peão onde convoca-se para o voto, depois convoca-se para um novo processo, sdeois vem o que ? que instabiliadade é essa hein, como podemos acreditar  na politica dessa forma?
Comentário de Rosimeire de Castro Correia em 2 julho 2011 às 23:35
Pra mim a maior lição do movimento e dos  votos da Marina em 2010:  os partidos estão cada vez mais obsoletos como espaços de oportunidade de participação democrática e representação legítima de interesses coletivos  em detrimento de interesses particulares (ou grupais) - eleitoreiros, da supremacia de defesa do interesse público, e da possibilidade orgânica (discurso e prática umbilicalmente ligados) de  contribuir assim com um Estado Democrático de Direito.

A saída da Marina e outros enconherão o PV, decisão atemporânea antecipada por Penna e cia. E estes vícios de autoritarismo, caciquismo, tão criticados em outros partidos estão arraigados por muitos cantos. Às vezes nem tão longe. É um misto de causas contemporâneas, condizentes com os desafios do século XXI, como foi a campanha presidencial com Marina, com procedimentos partidários "feudais" e anti-éticos - democráticos. Como pode isto se conciliar?
Comentário de HELYZABETH KELEN TAVARES CAMPOS em 2 julho 2011 às 21:36
Legal Marcela, obrigada por compartilhar e socializar estas informações e impressões de primeira mão
Comentário de Carlos Novaes em 2 julho 2011 às 2:25

Marcela, o seu relato foi muito oportuno. Sim, há algo novo acontecendo, embora menos claro aqui do que lá fora, e a razão é simples: enquanto lá eles experimentam uma crise tão aguda que beira a falta de perspectivas e, então, vão à luta; aqui nós vivemos o entorpecimento de um pseudorenascimento que ganha ares de trasnformação por causa do período longo de estagnação que viveu a sociedade brasileira -- para nós, qualquer lufada é vento. Mas os limites desse alvorecer tardio estão ficando penosamente claros e haverá tempestade antes da aurora. Nesses limites, jogam peso importante a corrupção (evidência do divórcio entre mundo dos políticos e mundo da vida), a questão ambiental (com destaque para a questão das florestas e a insalubridade nas grandes cidades) e o impasse do modelo agropecumineral exportador.

Há muito por fazer para tornar tudo isso mais claro e, em seguida, operacional do ponto de vista da ação política cotidiana e eleitoral.

um abraço,

Novaes

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