Escrevo este relato para colaborar com o registro da experiência do Movimento Marina Silva no percurso de seus 3 anos e 4 meses de existência, trazendo uma descrição de acontecimentos relevantes para seu processo de desenvolvimento.
Não se trata de um relato da minha experiência pessoal (o qual pretendo ainda realizar), mas de uma leitura sobre acontecimentos que caracterizam a experiência coletiva vivenciada. Claro que este olhar, por ser também reflexo da minha experiência pessoal, realça acontecimentos vividos por mim e corre o risco de ignorar aspectos importantes que seriam realçados por outros. Portanto peço àqueles que identificarem faltas ou correções que não hesitem em apontá-las no espaço de comentários.
Mesmo com esta vulnerabilidade, acredito que o texto pode ser valioso como um mapa para relatos pessoais, e subsídio para uma eventual publicação mais completa sobre esta experiência.
Por ser um texto longo, está dividido de acordo com 6 fases, que configuram momentos diferentes do Movimento. Os títulos são também links para o respectivo texto.
Fase 1: Semear e aguardar (setembro de 2007 a abril de 2009).
Características: informalidade; baixa organização e anonimato.
Fase 2: Reinício (abril de 2009 a agosto de 2010).
Características: chamado das crianças; novo grupo de jovens ambientalistas; mobilização virtual; objetivo de mobilizar pessoas defender a candidatura de Marina
Fase 3: PV e Marina aderem à causa (Agosto 2009 a Janeiro 2010).
Características: Redefinição participativa de objetivos e estratégias; rápida expansão; foco no “novo jeito de fazer política”; tentativa de fomentar a autogestão de voluntários
Fase 4: Pré-campanha (fevereiro a junho de 2010).
Características: aproximações com Marina, equipe da campanha e juventude do PV; composição de um grupo de co-gestão do site; elaboração participative das ideias-força; encontros criativos; novos elementos simbólicos e slogans para a campanha
Fase 5: Campanha (julho a outubro de 2010).
Características: encontro nacional do Movimento; ações nacionais orientadas; estímulo ao protagonismo individual dos membros; forte difusão das casas de Marina; equipe de membros profissionalizada pela campanha; cooperação e tensão com a equipe de campanha; incentivo à formação de grupos locais; profusão de ações autônomas
Fase 6: Pós–Campanha
Características: sensação de vitória; participação na decisão de Marina pela posição independente; abertura para avaliação e reflexão de rumos; continuidade das Casas de Marina; sistematização da experiência; quietude.
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Dú, cadê tu? Saudades irmão. Você estará no evento Re-Criativo? Esta no Brasil ou ainda viajando? Da noticia pelo meu email brturbo. Abração
Comentário de Jose Paulo Teixeira em 8 fevereiro 2011 às 11:20 Eduardo
Li seu relato e considero importante todo esse processo de construção do Movimento. Acho que poderia contribuir um pouco nesta fase 6, do pós-campanha, alias, todos nós que participamos da CN poderíamos pensar juntos os rumos do Movimento. Meu livro "Escritos da Espera", tem algumas questões que talvez possam lhes interessar. De todo modo, parabéns pela iniciativa e continuidade. Abraços, José Paulo
Olá eduardo.
Vc cita na item "Pós-campanha" a continuidade das Casas de Marina.
Que consistencia tem hoje tais casas em que estão agindo?
Seriam estas casas o real organismo de ação coletiva?
Comentário de Marise Teresinha Jalowitzki em 16 janeiro 2011 às 13:48 Olá, Eduardo!
Visitei teu blog e vou transcrever a última parte em meu COMPROMISSO CONSCIENTE, ok?
Lá, na "última fase", escreves:
Talvez este seja o momento mais propício para experienciarmos verdadeiramente “o novo jeito de fazer política”
e eu adendo: que não deve demorar muito!
O vazio sentido por mim talvez também seja sentido por outros. O tempo continua sendo uma mola de transformações (para melhor ou pior) e, com o atual modelo, não podemos esperar as vésperas de 2014 para começar uma nova manifestação-relâmpago.
Escrevi justamente sobre isso em MMS - Para onde queremos ir? Propostas e Projetos de Mudança Positiva - http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/mms-para-onde-que...
Gostei por demais do histórico que compuseste, Eduardo.
Particularmente, sou da linha que, ao mesmo tempo em que professamos nossos valores, temos de denunciar as sujeiras. Isto envolve o cansativo (e nojento) trabalho de "mostrar os podres", mas, tal qual a compostagem dos detritos orgânicos em adubo, se não realizarmos a metamorfose do atual modelo, como iremos vivenciar a mudança positiva?
Abraços Verdes, da Cor da Natureza!
Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
www.compromissoconsciente.blogspot.com
Porto Alegre - RS - Brasil
Comentário de José Aglais de Oliveira Filho em 14 janeiro 2011 às 23:43 Caro Eduardo!
O seu relato é uma verdadeira e cristalina releitura dos fatos e experiências vividas e agora revividas por mim, e ACREdito também, por muitos Marineiros. Trouxe agradáveis lembranças e muitas saudades, que deixaram marcas indeléveis em nossos corações. É um verdadeiro videotape, parabéns! Extremamente valioso SIM!!!
Forte abraço amigo!
Aglais,
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