O Movimento Marina Silva, tal como tornou-se conhecido em um período de três anos e quatro meses, caminha para encerrar um ciclo. Venho compartilhar por que penso que este ciclo significará sua completa transformação, e apontar um rumo para lidarmos com a sua principal ferramenta, a plataforma virtual.
Até agora, todos os propósitos que buscamos no movimento foram alcançados: difundimos a idéia da candidatura de Marina, mobilizamos pessoas para convencê-la desta possibilidade, uma ampla rede de cidadãos apoiadores de sua candidatura foi formada, a idéia de um novo jeito de fazer política foi praticada e amplamente difundida, e o movimento colaborou significativamente para que Marina conseguisse o voto de 1 a cada 5 eleitores brasileiros.
Passado o ciclo da campanha, depois de um tempo para voltarmos a cuidar de outros aspectos de nossas vidas, e começar a refletir sobre a experiência que passamos, nos deparamos com um situação completamente diferente. Os objetivos já foram conquistados e as aspirações futuras já não são mais as mesmas. Os próximos desafios são outros, são maiores, mais complexos e diversos. Nossos sonhos, nossos novos caminhos, estão em processo de formação, enquanto a forma que o movimento adquiriu fenece, perde seu sentido.
Trata-se de um período de transição, onde não sabemos bem por onde prosseguir, e isso pode nos deixar confusos se não observarmos cuidadosamente a natureza do processo que vivemos. Passamos por situações semelhantes quando Marina pediu para suspendermos o movimento em 2008, e também em 2009, quando aceitou o convite do PV e passamos quase 2 meses imobilizados rediscutindo rumos e identidade, e o Movimento quase deixou de se chamar “Marina Silva”. Em todas estas ocasiões que encaramos um processo de “morte” de uma forma, uma outra foi construída a partir da participação ativa de novas pessoas, com novas idéias, e novas ações.
O que quer que venha a emergir de nossas ações após o final deste ciclo certamente não será uma continuidade da forma que o movimento adquiriu durante a campanha. O contexto já não nos demanda concentrar energias exclusivamente em fortalecer o nome de Marina Silva. Não precisamos mais de slogans, de ações nacionais estimuladas por um núcleo mobilizador. Não temos mais um objetivo único e tangível em curto prazo, que mobilize todos os apoiadores de Marina em uma direção comum.
Pelo contrário, agora é um momento em que a dispersão se evidencia. E isto não é ruim, pelo contrário: nos dá a oportunidade para que cada parte (cada grupo, cada indivíduo, cada sonhar) possa reencontrar-se com sua realidade e fazer suas escolhas fundamentais rumo ao encontro deste “todo” que emerge entre nós. Nos convida a sermos mais diversificados e conectados com os múltiplos núcleos vivos da sociedade e as múltiplas causas que a permeiam e nos mobilizam.
No embalo desta transição, me parece necessário desfazer as estruturas de poder que serviram ao contexto da campanha, para dar a oportunidade de novas configurações de forças emergirem a partir de um contingente muito maior e diverso do que o grupo que responsabilizou-se por animar o movimento neste processo.
Por estas e outras razões, tenho defendido uma mudança radical na nossa atual plataforma virtual e na relação que se estabeleceu entre nós que fomos seus responsáveis e o conjunto dos participantes deste processo.
O site MovMarina foi o meio que um pequeno grupo de pessoas encontrou para tornar viável um grande sonho, tornando-se a principal ferramenta de suporte para o Movimento desde 2009, tendo sido o espaço para construção aberta, dialógica e participativa das principais ações empreendidas por seus membros. Ao longo dos anos de 2009 e 2010, foi mantido e gerido por uma equipe de pessoas que assumiam responsabilidades conforme suas próprias ações no movimento.
Inicialmente constituído por 4 pessoas, o grupo foi se expandindo, envolvendo novas pessoas conforme estas colocavam “a mão na massa”, até chegar a aproximadamente 20 pessoas revezando-se em diversas funções da plataforma - sempre voluntariamente, à exceção do período de campanha quando 4 integrantes incorporaram-se à equipe oficial da campanha para reforçar a enorme e exaustiva demanda de atividades.
Esta ferramenta foi fundamental para darmos um importante passo na prática de um novo jeito de fazer política, num contexto em que tínhamos um propósito muito claro e definido no horizonte – a eleição de Marina. Porém a adoção de uma plataforma única (que por sua vez exige uma certa hierarquização para ser eficiente) somado ao contexto imperativamente pragmático, implicaram um determinado tipo de relação de poder que não espelham o nosso ideal de uma nova forma de fazer política.
Esta utopia que nos mobiliza está em um processo co-criativo de construção, e nos pede formas de ação coletivas mais multicêntricas, horizontais, participativas, vivas e diversas. O que só pode ocorrer a partir de uma renovação completa dos meios de interação e de comunicação entre nós que a sustentamos.
Na prática, penso que isto significa progressivamente desativar o site atual, de modo que passe imediatamente a dar visibilidade a novas iniciativas, novos grupos e outras plataformas que os membros do movimento queiram empreender. O fundamental é encontrar um caminho que possibilite a cada um que participou deste ciclo ter a oportunidade de encontrar parceiros para materialização de suas idéias e a chance de divulgá-las em igual condição de visibilidade perante a todos os 46 mil membros da rede.
Acredito que esta escolha fortalece o movimento, pois permitirá que a nova forma expresse o que ele realmente é (ou caminha para se tornar), e deixa ficar para trás características que não refletem sua verdadeira essência. É uma opção por reconhecer que nossa verdadeira capacidade de transformação da realidade brota de cada um de nós, e por confiar que a sabedoria de todos é maior do que de alguns.
OBSERVAÇÃO: Talvez possa contribuir para nossa reflexão o post que publiquei no dia 10 de janeiro "O processo do Movimento Marina Silva" no qual compartilho, de forma bastante sintética, os principais acontecimentos deste processo, como eu o enxergo.
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Comentário de Acauã Rodrigues dos Santos em 23 março 2011 às 22:52 .
Pois é !
Então realmente é fim de um ciclo, e início de outro !!
E O Movimento Marina Silva deve continuar, engendrando e objetivando um novo realinhamento de forças e pessoas !
Aliás, como já disse aqui mesmo, mais no comecinho da discussão, Marina deve, SIM, liderar este movimento !
Isto se chama Responsabilidade Histórica".
Caro Eduardo, por favor faça chegar mais esta pequena opinião à Marina.
Obrigado
Acauã
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Comentário de Edison Masakatu Goto em 23 março 2011 às 8:36 23/03/2011 - 18h52
PV, a meio passo do PPN
“O Partido Verde precisa se reformular para não ser mais um PPN (Partido de Porra Nenhuma). Se a tão prometida revisão programática (profunda) do PV não sair do papel neste momento político, é provável que essa falta de rumo e coerência partidária acabe afundando a legenda”
A expressão “jogou merda no ventilador” cabe bem para o momento. Os artigos publicados pelo deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), em seu blog nos últimos dias, abrindo o jogo da confusão envolvendo grandes figurões do Partido Verde brasileiro, mostrou que o buraco da legenda, que se diz alinhada ao pensamento sustentável, é mais embaixo. Por outro lado, fez reacender um sentimento adormecido desde o último outubro: um sentimento de esperança em ver na política uma limpeza de toda essa porcaria.
Em linhas bem gerais, pode-se dizer que Sirkis, em dois textos, faz literalmente o que a expressão acima diz: ele jogou os podres do partido aos ventos e espalhou a lamaceira. A sujeira foi lançada após o grupo ligado ao presidente do PV, José Luiz Penna, no cargo desde 1999, ter reconduzido o mesmo ao posto máximo do partido, a contragosto dos “marineiros”. O fato causou a ira do seleto grupo, que pretendia postular ao cargo um indicado da ex-senadora do PV.
......................>>> segue
http://congressoemfoco.uol.com.br/coluna.asp?cod_publicacao=36464&a...
Comentário de Edison Masakatu Goto em 23 março 2011 às 8:05
A ex-senadora Marina Silva ainda tem esperança de que possa romper o isolamento a que foi submetida na semana passada pelo comando do PV, quando o presidente da partido, José Luiz Penna, no cargo há 12 anos, liderou manobra na Executiva Nacional para prorrogar o mandato por mais um ano.
Marina, que emergiu com quase 20 milhões de votos da disputa pela presidência da República no ano passado, não esconde as divergências com o presidente da sigla, mas nega que esteja disposta a se desfiliar do PV para criar outro partido.
- Não estou cogitando essa história de um novo partido - afirma.
Nesta quinta-feira (24), em São Paulo, a ex-seringueira do Acre participa de uma reunião com a presença, entre outros, de Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis, Sérgio Xavier, Maurício Brusadin, Ricardo Young, Aspásia Camargo e dirigentes regionais que reivindicam reestruturação e democracia no PV.
- Nós não podemos dizer uma coisa e praticar outra. Eu não vou falar para a sociedade em novas formas de fazer política com as velhas formas dentro do meu próprio partido.
É a primeira vez que a ex-senadora se manifesta publicamente desde que as divergências com a direção do PV se agravaram. Veja os principais trechos da conversa.
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http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/03/22/marina-silva-adm...
Comentário de Edison Masakatu Goto em 20 março 2011 às 22:06 Pelo menos por enquanto, a ex-senadora Marina Silva descarta a possibilidade de sair do PV, embora esteja insatisfeita com a permanência do deputado José Luiz Penna (SP) na presidência da legenda.
- Nunca coloquei a tese de sair do partido, tenho confiança de que o PV irá fazer jus ao seu legado nas urnas e não será preciso criar um outro endereço para este legado – afirmou Marina ao Poder Online, ontem à noite, por telefone.
Ao lado do ex-deputado Fernando Gabeira e do deputado Alfredo Sirkis (RJ), em reunião no Rio de Janeiro, a ex-senadora afirmou que a frase postada por Sirkis em seu blog falando de “um novo começo” foi motivada pela emoção e que todos ali estão confiantes de que o PV “será capaz de protagonizar a sua renovação”:
- O PV não pode perder o vínculo e o elo com a nova forma de fazer política, o discurso de campanha, que obteve o apoio da sociedade viva. Isso implica em uma renovação interna e esse prazo não pode ser 2012, quando teremos um ano eleitoral e, como se diz, não dá para assobiar e chupar cana. É preciso fazer essa renovação antes.
Segundo Marina, o prazo de seis meses já era “bastante elástico” para a renovação da direção. Ela faz questão de lembrar que nunca disputou poder dentro do PT, assumiu cargos no comando do partido na cota das mulheres:
- Essa não é a questão. A única coisa que quero é que as ideias que acredito sejam implementadas na gestão do partido. Podem até discordar, vamos fazer o debate, mas não um embate. A renovação era uma urgência, agora é uma emergência.
Na quinta-feira, Penna derrotou o grupo de Marina por 29 votos a 16 na Executiva Nacional e prorrogou seu mandato de presidente por mais um ano, o 12º de sua gestão. Como o documento aprovado diz que a renovação do comando da legenda se dará “em até 1 ano”, o grupo de Marina, agora, vai partir para a mobilização – por meio de seminários, regionais e nacionais, e na preparação para o Congresso do PV, que irá discutir questões programáticas. O evento está previsto para este ano para atualizar o programa do PV, que é de 1994.
- Acredito que os verdes sejam capazes de honrar seus 25 anos de história – diz Marina que pretende convocar militantes e eleitores para a árdua tarefa.
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/03/20/marina-silva-neg...
Comentário de Edison Masakatu Goto em 19 março 2011 às 9:51
Comentário de Edison Masakatu Goto em 13 março 2011 às 1:52 Pesquisas indicavam que não mais do que 10% dos brasileiros consideram o meio ambiente como proposta prioritária para as diretrizes de governo. As atenções estavam na saúde, educação, emprego e principalmente segurança.
Talvez tenha sido o motivo da candidata a Presidência da República, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nas pesquisas que antecederam a eleição presidencial ter obtido percentual semelhante. Da mesma forma nos programas dos demais candidatos a pauta ambiental não ocupou espaço de maior destaque.
Isso faz crer que a maioria dos brasileiros não percebeu que os aspectos ambientais não deveriam permanecer dissociados das questões sobre desenvolvimento social e econômico.
Do ponto de vista de perspectiva estatística, estima-se que se apenas 1% de 1% da população mundial, ou seja, dos seis bilhões de pessoas existentes no planeta, apenas 600 mil iniciassem um processo de transformação ou mudança nos hábitos culturais, haveria grande probabilidade de ocorrer um desencadeamento geométrico, envolvendo por sintonia as pessoas restantes.
A essa premissa o biólogo Lyall Watson denominou “síndrome do centésimo macaco”. ....>>>segue
http://correiodolitoral.com/index.php?option=com_content&view=a...
Comentário de Edison Masakatu Goto em 5 março 2011 às 19:00 Eu creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família. Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito. Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar. Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles que não gosto. Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.
De modo suave, você pode sacudir o mundo. ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,...Mahatma Gandhi
Nossa identidade é alertar o planeta quanto à preservação das matas ciliares, mananciais, fauna e flora... procure o jornal da sua cidade, e expresse seu desejo de uma modesta coluna para conscientizar os brasileiros à sobrevivência(...) temos muitos temas interessantes: um deles o Lixo, a Limpeza dos Córregos, Plantio de Árvores e Bambus para conter erosões! Verde que te quero Verde!
um dos slogans para sua coluna: 'BOCA NO TROMBONE..." até a próxima...
Comentário de Caroline Theml Pinto em 5 março 2011 às 8:40 Eduardo,
sua sugestão é bastante ousada... Acho difícil pensar com desapego no fim da plataforma, por mais que, de fato, tudo o que você disse faça sentido... Espero, então, que possamos sair dessa fase olhando pra frente, com alguma perspectiva. O encontro que temos em vista (Re-criativo) será fortalecedor nesse sentido.
Abraço,
Carol
Comentário de Edison Masakatu Goto em 22 fevereiro 2011 às 18:44 Afastada há doze dias do Senado, Marina Silva já definiu suas próximas missões. No plano político, a tarefa imediata será o debate sobre a reorganização interna de seu partido, o PV. Pessoalmente, prepara-se para ganhar a vida dando aulas e palestras, uma vez que se recusa a ganhar salário do partido. Na entrevista abaixo, ela fala sobre o governo Dilma Rousseff, partidos e o risco de, após o sucesso eleitoral do ano passado, cair no esquecimento político. .......>>>> para ler a entravista
http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/marina-silva-nao-serei-pris...Bem-vindo a
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