Movimento+1 (M+1)
Carlos Novaes
I. APRESENTAÇÃO
Este é um texto de opinião. Ela se beneficiou dos debates e das ações do MMS, porém sem abrir mão de um modo particular tanto de interpretar o transcurso havido quanto de conceber os passos a serem dados. O objetivo é dar uma contribuição preliminar ao debate aberto sobre o modo de reunir pessoas em prol da luta democrática pelo Desenvolvimento Sustentável, no M+1.
II. ORIGEM E OBJETIVO GERAL
A origem do Movimento+1 é o site-Movimento Marina Presidente (MMS), que se dedicou à campanha eleitoral de Marina Silva à presidência da República do Brasil, em 2010. Findo o período eleitoral e após um intervalo de tratativas abertas, porém limitadas[1], vê-se que há um conjunto de pessoas interessadas na continuação de ações coletivas orientadas também por idéias presentes naquela campanha política[2]. Muito genericamente, se pode dizer que o patamar mínimo de unidade entre essas pessoas é a disposição de promover a troca democrática de idéias voltada à construção, defesa e engajamento prático em um projeto que tem sido chamado de “desenvolvimento sustentável”, visto como a melhor alternativa para que a sociedade brasileira encontre formas de integração social, organização política[3], produção e consumo mais propícias ao desfrute feliz da vida em sociedade.
III. FORMA DE ORGANIZAÇÃO
O Movimento+1 se organiza em Rede e atua segundo o engajamento voluntário individual de quem quer que julgue ter afinidades com seus princípios gerais. Os aspectos desse engajamento, tais como modo, intensidade, freqüência e preferência temática, são definidos pelos próprios indivíduos, vale dizer, cada indivíduo é quem arbitra o tipo e o alcance do vínculo que mantém com a Rede do M+1, não havendo hierarquia. Em outras palavras, não sendo um partido, no M+1 o lugar de cada indivíduo que venha a se inscrever é, a cada momento, o próprio resultado do seu engajamento, das relações interpessoais saídas dele.
Embora tenha origem no MMS e dele receba um legado, não se incluem nesse aporte os filiados ao MMS. Eles não constituem um ativo de que se possa dispor, seu engajamento anterior não poderia ser simplesmente transferido para o M+1 – será necessário convidar cada um a fazer uma nova opção, dessa vez pelo novo movimento, o M+1.
Tal como no MMS, a iniciativa individual no M+1 pode resultar na formação de grupos dedicados tanto ao debate desse ou daquele tema, quanto a atividades que os indivíduos vierem a julgar oportunas, como já vem ocorrendo.
A comunicação entre os membros do M+1 se dará através da plataforma WEB que o suporta, a qual proporcionará a cada indivíduo informação direta sobre a vida do movimento como um todo. Diferentemente do MMS, porém, o M+1 permitirá o envio de mensagens individuais de até “X” caracteres para quem e quantos outros membros se queira, sem mediação ou filtro, mantendo online as opções “para todos os membros do M+1”, “para os membros do(s) grupo(s) X, Y, Z, etc”, “para os membros do(s) grupo(s) de que participo”, “para os meus amigos” e “para os meus amigos e os amigos deles”, botões que configuram a comunicação entre os membros de uma rede[4] sem centro.
O M+1 divulgará em sua primeira página os nomes daqueles que, a cada momento, estiverem ocupados da manutenção da plataforma WEB, bem como os custos dessa manutenção, acompanhados de detalhada informação sobre o montante e a origem dos recursos alocados.
IV. REPRESENTAÇÃO
Representar é “estar-no-lugar-de”, havendo atividades políticas em que a representação é democraticamente indispensável e recomendável. Não obstante, assim como no MMS, no M+1 não há representantes “oficiais”, ou “fixos”, destacados da conduta individual de debater e/ou agir em seu próprio nome. A condição de protagonista não leva à representação, mesmo que a própria Marina Silva venha a se inscrever no M+1[5]. Um modo simples de evitar “representação inercial” ou “informal” é por em prática, escrupulosamente, a deliberação de que quem vier a ser chamado uma segunda vez para falar sobre o M+1 deve declinar e indicar uma outra pessoa para dar declarações. Para além dessa diferença prática, o M+1 se rege pelos mesmos princípios que têm orientado o MMS nesse quesito.
[1] Ver texto publicado no blog do autor: “Relato de uma reunião presencial do nosso Movimento”, abril de 2010.
[2] Ver texto publicado no blog do autor: “Lugar e oportunidade da opção Marina Silva para presidente”, setembro de 2009.
[3] Ver textos publicados no blog do autor: “Improviso Autoritário”, “Marina Silva, nosso nome natural”, “Reforma contra Mudança”, “Reforma Política-1”, Reforma Política-2”, e outros lá publicados.
[4] Para uma introdução à diferença entre Rede e Teia, ver textos publicados no blog do autor: “Relato de uma reunião presencial do nosso Movimento” e “Partido em Rede”.
[5] Para uma crítica ao “culto à personalidade”, ver no blog do autor o texto: ”Hora de avaliarmos o site-Movimento Marina Silva presidente”, janeiro de 2011.
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Comentário de Carlos Novaes em 27 junho 2011 às 19:42 Carlos Silva,
sem dúvida, será necessária muita dedicação, pois não contaremos com os influxos do calendário eleitoral. Mas este é o único caminho que vejo possível, no momento. Se iniciarmos nosso engajamento logo, poderemos estar em melhor posição quando a sociedade iniciar nova movimentação, que talvez não demore. Sobre isso, você já deve ter visto meus textos mais políticos aqui no site. Vamos ver.
abraço,
Novaes
Comentário de Carlos Novaes em 27 junho 2011 às 19:39 Rony, sobre o voto distrital, cuja discussão vem sendo feita no grupo organizado por Lucas Brandão sobre a reforma política, sugiro a leitura de uma crítica minha a esse modelo (10 perguntas a respostas sobre o voto distrital), que está no meu blog, neste site. Você verá que não espero nada de bom desse modelo eleitoral para o Brasil.
Gostaria de saber sua opinião sobre essa minha visão acerca do M+1.
um abraço,
Novaes
Comentário de Carlos Silva em 13 junho 2011 às 12:46 Bem-vindo a
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