Movimento Marina Silva

MARINA versus DILMA & SERRA: O VERDADEIRO CONFRONTO

Já foi dito nestas páginas do MovimentoMarinaSilva por um Brasil justo e sustentável, no depoimento do membro Kaká Werá Jecupe, que: "Propor um desenvolvimento sustentável é propor uma coerência com a continuidade da vida de toda a divesidade da existência neste chão sagrado, compartilhado entre humanos, animais, plantas e minerais. É neste sentido que o projeto de Marina Silva não deveria ser percebido como "alternativo", mas sim como imprescindível."

Somente a Senadora MARINA SILVA oferece o discurso e transmite a credibilidade necessária para convencer de que esse projeto náo é mera fantasia, a utopia de uma visionária alienada, mas a proposta que pode ajudar a nós Brasileiros regatar, de verdade, tudo aquilo proclamado na Constituição Federal de 1988: a plenitude do poder do povo; os fundamentos do nosso Estado Democrático de Direito (soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; real pluralismo político) e, na Administração Pública, os princípios essenciais da legalidade, da impessoalidade, da moralidade,da publicidade (transparência) e da eficiência (cujas iniciais, por acaso, formam a palavra LIMPE = imperativo do verbo LIMPAR).
Em interessante matéria publicada na Revista Época, no último dia 29/08/2010, o Jornalista norte-americano Larry Rohter trata de dois assuntos correlacionados, revelando uma visão acima daquela concentrada em nossos umbigos sonhadores: A negritude e a situação política brasileiras.
Resume ele que o “negro brasileiro continua numa situação de desigualdade. Eu pergunto: onde está o Obama brasileiro? Não vejo um personagem dessa natureza no Brasil. O governo do Lula e do FHC fizeram coisas para melhorar a situação do negro e hoje você vê ministros negros, mais políticos negros, mas o país ainda está tentando fugir de um debate real e honesto da questão racial”. Para o jornalista americano, o PT e o PSDB se sobrepõem ideologicamente, Serra cometeu erros e Dilma não pode ser subestimada.
Por causa desse somatório ideológico, em que se vê PT e PSDB como primos-irmãos, chega-se à melancólica conclusão de que este 2010 é, a rigor, o 16° ano do governo FHC. No que diz respeito aos interesses do Estado Brasileiro, FHC e Lula brigam, mas não é à vera, é apenas para definirir quem fica com a melhor porçao da partilha do Patrimôni Público (por exemplo, depois das eleições, quem vai presidir a CVRD (hoje apelidade "Vale": um representante qualquer do grupo Bradesco (= Serra/FHC) ou Antonio Palocci (= Dilma/Lula)?

Contudo, se não temos "um" Obama no Brasil, temos a Senadora MARINA SILVA, cujo perfil o jornal inglês The Economist traçou há alguns meses, concluindo ter ela princípios éticos elevados demais para uma sociedade como a brasileira (!?!?!?),
Então, somos levados à conclusão de que a candidatura da Senadora MARINA SILVA enfrenta na realidade duas poderosas forças políticas associadas, representando passado e presente, não sendo mero jogo de palavras a declaração atribuída à ex-ministra Dilma de que, se eleita, “estenderá a mão a José Serra”.
Por tudo isso é cada vez mais acertado, para todo aquele que deseja um novo jeito de fazer Política no Brasil, cerrar fileiras com a Senadora MARINA SILVA. É crucial para todos nós brasileiros – e para o mundo, até – que ela vá ao segundo turno e depois “corra para os abraços” de uma vitória retumbante.

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Comentário de Eloá dos Santos Cruz em 1 setembro 2010 às 9:59
Prezado Silvio:
Complementando. Não sei se a Senadora MARINA SILVA, eleita, conseguirá reverter sozinha esse descalabro. Mas confio e espero que uma vez eleita, ela faça jus às esperanças despertadas e, pelo menos, tente. Tenho certeza (até pelo que percebo de pessoas circunstantes mais próximas) de que suas promessas não cairão no vazio.
Comentário de Eloá dos Santos Cruz em 1 setembro 2010 às 9:54
Prezado Silvio:
Não recebi sua fala como crítica pessoal (e ainda que fosse, seria seu direito inegável).
Agora, não dá para esquecer as questões de moralidade e ética em plena campanha eleitoral, pois é impossível dissociar a parceria LULA + DILMA, quando a mídia já especula como se fosse a divisão de um butim, quem será o próximo presidente da CVRD (rebatizada irregularmente de “Vale S/A”), no lugar do atual representante do grupo BRADESCO: se o ainda ministro GUIDO MANTEGA ou ANTONIO PALOCCI, ex-ministro defenestrado por causa de conhecido escândalo político.
Você sabia que a questão da titularidade do controle da CVRD continua debatida na Justiça Federal (confirme no site do TRF1, por exemplo, o Processo 199739000108178 e suas decisões, embora pendentes de recursos ao STJ e STF)? O LULA e o novo presidente sucessor podem vir a ser réus das ações populares pendentes, como FHC já é. Estaria tudo bem se a CVRD vier a ser confirmada como pertencente a particulares, mas acontece que, enquanto isso não ocorrer por decisão judicial transitada em julgado, quem do governo for nomeado para a atual administração daquela que ainda é (a meu ver) uma sociedade de economia mista federal estará recebendo remuneração acima do limite estabelecido na Constituição Federal de 1988, segundo a qual ninguém pode receber acima do subsídio de ministro do STF (veja na Constituição Federal/1988, art. 37, inciso XI). E não se pode esquecer do dízimo estatutário petista...
Então, Sankofa, companheiro: “Nunca é tarde para voltar e recolher o que ficou para trás!”.
Comentário de silvio barreto campello em 1 setembro 2010 às 8:54
PS minha vontade de votar em Marina só cresce.
Comentário de silvio barreto campello em 1 setembro 2010 às 8:53
prezado eloá,
você parece ter tomado como uma crítica a sua pessoa.
a crítica é ao discurso na campanha.
sequer à sua opinião pessoal.
acho ineficaz como instrumento eletivo pró Marina, vincular sua candidatura à crítica do governo Lula, especialmente pelo viés da ética. A crítica de Marina no encontro dos artistas é feita na forma como a escolha de dilma foi feita, por exemplo, sugerindo paternalismo do presidente.
Quanto ao jornalista, a referência à peça jornalística por ele criada tem a intenção de lembrar que a fonte não é confiável e que suas leituras da realidade brasileira são enviesadas.
abç
Comentário de Eloá dos Santos Cruz em 1 setembro 2010 às 8:40
Senhor Silvio:
Lamento contribuir para arrefecer seu entusiasmo para votar na Senadora MARINA SILVA. Porém - me desculpe a ressalva - o senhor parece ter confundido minha referêmcia ao jornalista norte-amercicano, visando a comprovar indícios da repercussão internacional do tema (parceria LULA+FHC), com a exaltação aos méritos da Senadora MARINA SILVA, por “questões moralistas ou de ética” o que fiz, faço e continuarei a fazer, enquanto ela mantiver o compromisso público de respeitar os princípios previstos no artigo 37 da Constituição Cidadã de 1988, isto é, aqueles princípios que podem ser resumidos na sigla LIMPE (também variação verbal do verbo LIMPAR): Legalidade, Impessoalidade, Moralidade (ou probidade), Publicidade (= transparência) e Eficiência. Todos tem de ser obedecidos em conjunto, tem de haver sinergia entre esses princípios, sem a desculpa esfarrapada de que a legalidade e a moralidade são incompatíveis com eficiência administrativa, ou nunca teremos o Brasil desejado por todos. Votei no LULA enquanto ele se manteve fiel aos próprios sonhos "moralistas e de ética", porém me abstive quando ele aderiu à jogada do seu principal adversário e se candidatou à prorrogação do mandato, pois continuo achando a Emenda Constitucional 16/1997 (FHC) uma excrescência aceita pelos nossos legisladores constitucionais, mas de forma alguma fecharei olhos e ouvidos aos escândalos injustificáveis de mensalão, nepotismo e uso do dinheiro público aos milhões para atender interesses particulares (nada invento; tudo que refiro aqui e muito mais que o espaço não me permite arrolar é público e notório; nunca achei que, pelo fato de alguém me dar uma esmola do tipo bolsa-família e similar, o que avilta querendo ou não, eu lhe deva gratidão eterna).
P.S.: Quanto ao suposto demérito do jornalista norte-americano, por ter referido gostos alcoólicos do nosso atual presidente, até hoje não entendi o motivo de tanto estardalhaço, pois também eu gosto de um bom vinho e vez por outra um whisky. Apenas com o pormenor de que, quando as faço, ambas as libações são pagas com MEU suado dinheiro, sem subsídio do Erário. Por último, devo dizer que, sendo pessoa com sua negritude assumida, não suporto tentativas de “caluda”, por mais indiretas que sejam..
Comentário de silvio barreto campello em 30 agosto 2010 às 22:14
esse discurso diminui minha vontade de votar em Marina.
a começar pela escolha feita ao dar valor às opiniões de Larry Rohter.
O mesmo que foi capaz de criar a peça presidente cachaceiro.
Prefiro quando ouço Marina dizer que não saiu do PT por questões moralistas ou de ética. Prefiro ouvi-la elogiar os feitos do governo Lula. É com esse discurso que ela ganha meu voto.

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