A falta de educação política da maioria da população brasileira é um fato que não podemos ignorar mais. Por isso resolvi escrever um resumo do que aprendi desde que me interessei por política para informar, numa linguagem fácil, algumas coisas que acho importante sobre o processo governamental do nosso país.
Vamos por etapa:
1 – Nós brasileiros somos os PATRÕES dos senadores, deputados e presidente. SIM, nós pagamos com nossos impostos seus salários. Contudo, no Brasil, a impressão que se tem é que a carroça está andando na frente dos bois. Como podemos mudar essa situação ridícula?
· Nos informando. Lendo sobre a política brasileira, participando, conversando com os próprios políticos no senado, os conhecendo “bem” durante e antes de seus mandatos para que na hora da votação não sejamos covardemente vítimas de mentiras ditas sem escrúpulos e integridade por parte da maioria dos candidatos, sermos enganados pelas velhas promessas sem fim. Ora, ora, meus caros eleitores, ali eles estão para convencer que eles podem TRABALHAR PARA NÓS! Que eles merecem seu aval/voto para ganhar um salário extraordinário com tudo pago por NÓS! Por isso se empenham tanto em prometer a fazer o que é certo e que raríssimas vezes cumprem, porque NÓS não reclamamos em MASSA o que nos é de direito. Você deixa que a sua empregada seja porca e não lave sua louça e assim mesmo você paga a ela no fim do mês sem reclamar do trabalho mal feito?
A ignorância política anestesia as reivindicações e a inércia dos nossos empregados políticos continua sem castigo.
2 - A situação política de agora é "em 2010, os partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentaram sua representatividade no Senado e na Câmara, dando maioria no Congresso à candidata do PT Dilma Rousseff, caso ela vença a disputa pela Presidência. Juntos, os partidos da base governista elegeram 359 deputados – 19 a mais que a composição atual, deixando para a oposição 154 cadeiras" (R7; http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/aliados-de-lula-ampliam-bancadas-e-formam-maioria-na-camara-federal-20101006.html);
3 - A situação no senado é a mesma que nos Estados e na câmara: em 2011, 54 novos senadores assumem cadeiras no Senado e dão início aos mandatos que vão até 2019. Os resultados das urnas mostram que a maioria dos parlamentares eleitos é aliada à candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) que, se eleita no segundo turno, terá uma bancada de apoio maior que a do adversário do PSDB, José Serra (PSDB)". (R7- http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/partidos-aliados-de-dilma-elegem-mais-senadores-que-a-oposicao-20101004.html);
NÃO PODEMOS DEIXAR QUE UM ÚNICO PARTIDO OU UMA COALISÃO DE PARTIDO ÚNICO (O PARTIDO DO PODER) DECIDA TUDO NESSE PAÍS.
Não devemos apoiar o partido único, não podemos para piorar, fazer parte dele. CASO SEJA NECESSÁRIO NÃO PODEREMOS BARRAR UM PRESIDENTE (EMPREGADO NOSSO) COM A IMENSA MAIORIA DE TODAS AS ESFERAS DE PODER NA SUA MÃO. ISSO É MUITO PERIGOSO!!!! ( Etapas 2 e 3 escritas pelo economista André Coelho)
4. Outra coisa extremamente importante é ter pelo menos curiosidade sobre NOSSA dívida econômica interna.
1. O candidato ao Senado Federal, Dário Barbosa (PSTU) criticou na quinta-feira (29) em entrevista ao Jornal 96, da 96 FM o pagamento da dívida externa do Brasil, anunciada pelo governo Lula no ano passado. Para o candidato, o pagamento é uma “mentira” já que o pagamento foi apenas dos juros da dívida.
“Se construiu uma mentira em relação ao pagamento da dívida externa. O governo transferiu o que havia de dívida externa para a dívida interna, quase R$ 2 trilhões de reais e continuamos no subdesenvolvimento: tudo que se constrói vai para o pagamento da dívida externa, é preciso romper com essa sangria”, destaca.
2. Já o reporter Helio Fernandes da Tribuna da Imprensa, na sexta feira, dia 29 de janeiro de 2010, às 07:00 avisa que:
Oficialmente o governo confirmou: o total da chamada dívida interna que não existia até 1994, é esse que está no título. A juros de 8,75% (por enquanto) será preciso “economizar” para os juros, (leia-se AMORTIZAR em vez de PAGAR) importância astronômica. Fico até humilhado, envergonhado e constrangido em publicar o total.
Mas não posso esconder do cidadão-contribuinte-eleitor o quanto ele mesmo terá que ter à disposição para alimentar esses sôfregos e avaros banqueiros brasileiros e estrangeiros. E alguns que trazem para cá o famoso “capital motel”, ganham na Bovespa, vão embora e deixam os lucros aqui, rendendo 8,75%, o maior rendimento do mundo. E com pagamento sem qualquer atraso, pois ATRASO significa desconfiança no exterior, e se houver essa desconfiança, Lula não ganha mais títulos de ESTADISTA DO ANO.
(Lula é “consagrado” não pelo que faz e sim pelo que paga, generosamente com o dinheiro do cidadão brasileiro).
Tendo que AMORTIZAR a dívida com juros de 8,75%, o governo precisará, anualmente, de 132 BILHÕES. Não tem evidentemente, mas precisa arranjar. Então, fazia como FHC, que dizia “estamos economizando” para pagar a dívida. Não era economia nem pagamento, mas nenhum órgão de comunicação, desses que “LUTAM BRAVAMENTE PELA LIBERDADE DE IMPRENSA”, jamais comenta esses fatos.
3. Waldir Serafim é economista escreveu no seu blog Olhar Direto na segunda-feira, 11 de outubro de 2010 o seguinte título
Dívida Interna: perigo à vista (resumido)
O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos. Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.
Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir.
* * *
Finalizo desafiando o leitor a ir além da sua zona de conforto, fazendo a sua parte como cidadão pelo BRASIL e não por qualquer candidato por razões emocionais ou possíveis propinas governamentais. Precisamos de uma “oposição” nos cargos governamentais no 2º turno, caso contrário perderemos a liberdade de patrões e viraremos meras vítimas da corrupção já tão arraigada nos órgãos em Brasília. É isso que você quer?
Lygya Maya
Compare o nível dos politicos suecos ....
http://www.youtube.com/watch?v=3aC4A7bSnXU&feature=player_embedded
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