COMO FAZER JUNTO
(...)
Disso resulta o que colhemos e recolhemos. E guardamos para nós e para nossos próximos distantes.
Afinal,
produtores e consumidores, somos; mas, também, socius e tradutores (traduções feitas por diferentes modos expressar afetos e interesses, as sensibilidades e as inteligências reunidas).
Assim vivemos cada um/a na sua própria experiência aquilo que podemos chamar de paixão instituinte.
Seja a sós e/ou na companhia de outros – encontro/cultura - o outro. O outro de nossa relação, de nossa responsabilidade, de nossa co-existência e destinação.
Somos afetivos, sim! Apaixonados? Talvez. Fazemos política em vista de que e de quem? Poder Instituído? Poder Instituinte? Ou seria....
Paixão Instituinte. Atos por Atos. Afetos por Afetos. E hiatos. Os grandes e pequenos. Os imensos e os invisíveis. Entre repouso e movimento; meio e metade: inteiros:
- Os encontros que fazemos.
- As parcerias que estabelecemos.
- As alianças que investimos (...nestes anos todos).
Os modelos são de dois tipos, vimos ou sabemos:
1. arbóreo (árvore-raiz) – decalque/afirmação do mesmo. O antigo no novo; vinho velho/misturado ao novo. Livros. Suportes gráficos.Tradição.
2. rizomático (rizoma-canal) – mapa/afirmação da diferença. O virtual no atual. Cartas íntimas. Multiplicidade. Inovação.
Diferenças importantes: duas civilizações ( a do livro e a digital) que se separam ao mesmo tempo que se aproximam. Mas, notemos: proxemia de abismos!
Como responder a isso?
Por um conceito micro-multiplo, em três palavras, como as reúno: Pathos da Distancia Fundadora.
Criar um novo modelo?
Sim!
Novas possibilidades de vida; nova distribuição de afetos (agenciamentos maquínicos/corporais/comunicativos e tais); novos modos de expressão (agenciamento de enunciação); novos modos de criação (A potência inventiva/Pensamento vital); novos modos de participação (uma Nova Hierarquia é preciso, não mais fundada nos cargos, duração ou funções, mas por Afetos compartilhados, Forças distribuidas, Riquezas multiplicadas).
Possibilidades de encontros ou agenciamentos. Encontros e Agenciamentos. (Não empresa! Não Ong!), Movimentos!
Os dois modelos não se opõem. Mas têm ou guardam diferenças importantes:
Agenciamentos: partes conectadas, consistência. Imagem do possível.
(diferente de ‘agências’: partes desconectadas, inconsistências. Clichê do real).
Duplo Vínculo (double bind): Reunir Método e Cultura (ou como penso, pedagogia do meio, da metade e do inteiro).
Árvore-raiz Rizoma-canal
Escolha de modelos ou Criação de modelos. De/Cisão Difícil. Podemos escolher e adotar um ou outro.
... Ou podemos criar um modelo diferente.
Histórico: bons encontros; maus encontros; metade-tempo.
Geográfico: territórios - meio-espaço.
Modelo-padrão ou desvio padrão.
Se a opção for criar um novo modelo
Pensar e criar. Produzir acontecimentos.
Pensar os possíveis, novos territórios, novos agenciamentos, nova distribuição dos afetos, de valores, de forças: seja de possíveis e devires.
Aqui o limite é a Terra (pertence ao cosmos).
Ou o limite é a Vida (pertence à humanidade).
Trans-geracional.
O que fica, o que é consumado. Para sempre! Captura do instante ...AGORA!!!
Agora podemos responder aos acontecimentos.
Uma responsabilidade nova, de tipo especial. Responder aos acontecimentos.
Novo modelo: linhas e dobras: desdobramentos
Linhas/traçados no processo da invenção:
Vir e Devir = Tornar-se.
Uma possível atualização do futuro.
Devir criança = um estado ético, mais que uma idade cronológica de juventude;
Devir-mulher = um estilo estético, mais do que uma questão de gênero.
Investimento = Dedicar-se para algo ou alguém: um sonho, uma promessa, um empreendimento, uma paixão, uma vida...
Fechar-se ou abrir-se aos Possíveis.
Eis o dilema no qual nos encontramos. Relações habituais com o mundo ou inatuais?
Nada é possível. Tudo é possível.
O futuro já esta dado. O futuro está grávido.
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