Movimento Marina Silva

 

COMO FAZER JUNTO

 

(...)

 

Disso resulta o que colhemos e recolhemos. E guardamos para nós e para nossos próximos distantes.

 

Afinal,

         produtores e consumidores, somos; mas, também,  socius e tradutores (traduções feitas por diferentes modos expressar afetos e interesses, as sensibilidades e as inteligências reunidas).

 

Assim vivemos cada um/a na sua própria experiência aquilo que podemos chamar de paixão instituinte.

 

Seja a sós e/ou na companhia de outros – encontro/cultura - o outro. O outro de nossa relação, de nossa responsabilidade, de nossa co-existência e destinação.

 

Somos afetivos, sim! Apaixonados? Talvez. Fazemos política em vista de que e de quem?  Poder Instituído? Poder Instituinte? Ou seria....

 

      Paixão Instituinte. Atos por Atos. Afetos por Afetos. E hiatos. Os grandes e pequenos. Os imensos e os invisíveis. Entre repouso e movimento; meio e metade: inteiros:

 

    - Os encontros que fazemos.

    - As parcerias que estabelecemos.

    - As alianças que investimos (...nestes anos todos).

 

  • Para tudo, enfium, reportar num COMO FAZER JUNTO (esses Encontros, Parcerias, Alianças, tudo). Inclusive como Pensar os Modelos.

Os modelos são de dois tipos, vimos ou sabemos:

 

 1.  arbóreo (árvore-raiz) – decalque/afirmação do mesmo. O antigo no novo; vinho velho/misturado ao novo. Livros. Suportes gráficos.Tradição.

 

 2. rizomático (rizoma-canal) – mapa/afirmação da diferença. O virtual no atual. Cartas íntimas. Multiplicidade. Inovação.

 

Diferenças importantes: duas civilizações ( a do livro e a digital) que se separam ao mesmo tempo que se aproximam. Mas, notemos: proxemia de abismos!

 

Como responder a isso?

Por um conceito micro-multiplo, em três palavras, como as reúno: Pathos da Distancia Fundadora.

 

Criar um novo modelo?

 

Sim!

 

Novas possibilidades de vida; nova distribuição de afetos (agenciamentos maquínicos/corporais/comunicativos e tais); novos modos de expressão (agenciamento de enunciação); novos modos de criação (A potência inventiva/Pensamento vital); novos modos de participação (uma Nova Hierarquia é preciso, não mais fundada nos cargos, duração ou funções, mas por Afetos compartilhados, Forças distribuidas, Riquezas multiplicadas).

 

Possibilidades de encontros ou agenciamentos. Encontros e Agenciamentos. (Não empresa! Não Ong!), Movimentos!

 

Os dois modelos não se opõem. Mas têm ou guardam diferenças importantes:

 

            Agenciamentos: partes conectadas, consistência. Imagem do possível.

           

            (diferente de ‘agências’: partes desconectadas, inconsistências. Clichê do real).

 

  • Os agenciamentos maquínicos: corpos/conteúdos; conteúdos/formas; regime dos corpos, humanos, animais, cósmicos. Regime de alimentação, sexual, misturam-se e regulam-se os encontros.
  •  Enunciação ou expressão movimentos/expressão (informais/maneirismos). Máquina de significação. (Não dizem respeito ao sujeito mas ao sócius ; regime de signos, linguagem, estados da palavra, poder simbólico).

 

 

Duplo Vínculo (double bind): Reunir Método e Cultura (ou como penso, pedagogia do meio, da metade e do inteiro).

 

            Árvore-raiz                 Rizoma-canal

 

  • Instituido                   Instituinte
  • Devir-mulher              Devir-criança

 

Escolha de modelos ou Criação de modelos. De/Cisão Difícil. Podemos escolher e adotar um ou outro. 

 

            ... Ou podemos criar um modelo diferente.

 

  • Modelo histórico ou cartográficos. Historial ou geografal.

 

            Histórico: bons encontros; maus encontros; metade-tempo.

            Geográfico: territórios - meio-espaço.

             Modelo-padrão ou desvio padrão.

 

Se a opção for criar um novo modelo

 

Pensar e criar. Produzir acontecimentos.

 

 Pensar os possíveis, novos territórios, novos agenciamentos, nova distribuição dos afetos, de valores, de forças: seja de possíveis e devires.

 

  Aqui o limite é a Terra (pertence ao cosmos).

 

  Ou o limite é a Vida (pertence à humanidade).

 

 

Trans-geracional.

 

O que fica, o que é consumado.  Para sempre! Captura do instante ...AGORA!!!

 

 

Agora podemos responder aos acontecimentos.

 

Uma responsabilidade nova, de tipo especial. Responder aos acontecimentos. 

  • O que era apenas evento, projeto, torna-se acontecimento, investimento. O que era “um bom começo de tudo”, torna-se um compromisso (ou mau compromisso).
  • A responsabilidade social (o ‘velho regime’ das alternativas “social?”; “comercial”? partidário? Governamental?).
  • Agora se torna responsabilidade ética. Criar novos hábitos o que implica: acabar com os clichês. 
  • Revestir a palavra de um outro valor. Antes da Palavra/Depois da Marca: logoutopias.  Encher de vida a Vida, mais de que palavras e atos.

 

Novo modelo: linhas e dobras: desdobramentos

 

Linhas/traçados no processo da invenção:

 

  • 1. linha de segmentação rígida ou molar (ligada ao instituído, família, trabalho, governo, escola, partido). De novo o “vir-a-ser”.
  • 2. linha flexível ou molecular (reino do instituinte, do devir. Virtualizar novas dinâmicas ou convenções; ousar na radicalidade).
  • 3. linha de fuga: poder de transformação dos possíveis. Carregada de possíveis. (O livro por vir; o filho por vir; o futuro por vir).

 

Vir e Devir =  Tornar-se.

 

Uma possível atualização do futuro.

 

Devir criança = um estado ético, mais que uma idade cronológica de juventude;

 

Devir-mulher = um estilo estético, mais do que uma questão de gênero.           

 

Investimento = Dedicar-se para algo ou alguém: um sonho, uma promessa, um empreendimento, uma paixão, uma vida...

 

Fechar-se ou abrir-se aos Possíveis.

 

  • Fechar: medo do devir, vislumbrar-se frente ao nada. O si mesmo como nada (dobra arcaizante) ou o que mais temos senão o nada (vândalos, terroristas). Vontade de nada e nada de vontade. Fechar-se diante dos Possíveis.

 

  • Abrir: Preferiria não posicionar-me diante da situação. Afirmação de novas possibilidades de vida. A situação como potencia. O que fazer diante do intolerável, diante da vontade de nada. Preferiria não me posicionar.

 

  • TUDO É POSSÍVEL. NADA É POSSÍVEL.

 

            Eis o dilema no qual nos encontramos. Relações habituais com o mundo ou inatuais?

 

            Nada é possível. Tudo é possível.

 

            O futuro já esta dado. O futuro está grávido.

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