Mesmo quando retornamos de um hospital e deixamos nossa mãe aos cuidados de uma tia, porque milhões de outras mães neste país tão arquiquadrilionário - tanto em riquezas como em pequenas quadrilhas que sempre estão a usurpar-lhe, enquanto a miséria de qualidade de vida no sentido mais ampla da expressão é fracionada como migalhas aos pobres. País governado por adeptos do circo, pão e vinho para o povão; filé mignon, champagne para menos de 100 famílias detentoras da riqueza verde amarela, azul anil. Sim, minha mãe está no Hospital de Caridade de Santiago (RS), após uma crise forte de taquicardia aos 80 anos. Felizmente, já passa bem, mas e as outras mães? Quem deixou as outras mães sem assistência, sem carinho, sem amor? Quem já governou pensa que vai fazer o quê pelas outras mães? Nada! Então, é isso aí, desabafei honestamente, para mais uma vez, desafiar que um universo maior de eleitores coloque a mão na consciência de eleitor humano, porque ainda dá tempo de pensar num Brasil que coloque cada um no lugar que merece, no lugar de cidadão, de cidadã, onde o preconceito ceda espaço a divisão de riquezas, onde seja possível começar a ser honesto, porque vale a pena, quando o exemplo vem de seus representantes. Já tivemos isso? Não! Mas, com Marina poderemos ter. Marina vai ganhar? Vai perder? Não sei. O que importa é que nós, do Movimento Marina Silva, já ganhamos e continuamos a ganhar muito mais dignidade, muito mais amor e respeito por nós mesmos, por nossas famílias, pelo Brasil!
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