Cristovam diz que não vai se opor ao PDT no apoio
a Dilma Rousseff, mas admite preferir Marina Silva
PDT indicou ontem que vai apoiar candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência
Mônica Aquino, do R7
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) está dividido entre uma candidatura ao governo do Distrito Federal e a reeleição ao Senado. O senador confirmou ao R7 nesta quarta-feira (20) que, após o partido indicar apoio à ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, não vai poder se opor à legenda. Cristovam Buarque defendia que o partido lançasse um candidato próprio à Presidência e havia afirmado que era contra o PDT firmar uma aliança em torno da ministra.
- Não tem como me opor ao apoio do PDT, mesmo que no meu íntimo eu prefira Marina Silva [pré-candidata à Presidência pelo PV].
Apesar de discordar do partido, o senador deve se lançar candidato ao governo do DF ou ao Senado. Cristovam Buarque não confirma que vai disputar as eleições no DF, mas conta que a “pressão” pela candidatura está grande, principalmente por causa de uma possível candidatura do ex-governador Joaquim Roriz (PSC-DF).
- Há uma atração muito forte para eu ser candidato ao governo. Se Roriz for candidato, a pressão vai ser muito grande. Estou dividido entre o governo e o Senado.
No início do mês, Cristovam Buarque foi apontado como um “plano B” do PSDB no DF. A intenção dos tucanos era montar uma chapa alternativa com o senador na disputa. Por causa do mensalão do DEM, os tucanos perderam seus principais aliados no DF, já que o governador José Roberto Arruda (ex-DEM) saiu da disputa.
Na reunião de ontem do PDT, o senador manifestou preocupação em relação à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
- Não vejo a ministra comprometida com as questões de educação e meio ambiente. Há uma preocupação com o vice [na chapa da ministra] ser do PMDB.
Questionado se entraria em uma chapa para formar uma aliança PT-PDT, o senador foi taxativo.
- Não seria vice de Dilma em nenhuma hipótese. Defendo o nome do Lupi [Carlos Roberto Lupi (PDT), ministro do Trabalho] no caso de um vice do PDT.
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