Trecho de carta escrita ao Johnny e que serve para introdução de livro:
“Meu filho, o que mais me fere é a desarmonia, a mentira, a falsidade, a desonestidade e o
medo. Procuro, como sempre o fiz, fugir do que é falso e jamais convivi com a desonestidade.
Durante toda a minha vida esforcei-me para passar a você e às suas irmãs o que
herdei do meu pai, a honestidade e o amor ao trabalho. Você nunca soube de nada
desonesto de minha parte e nunca me viu condenando o trabalho, nem fazendo
corpo mole; dificilmente faltei ao serviço por doença e muito menos por estar
com preguiça; por isso, sempre tive uma situação cômoda e a vocês nunca faltou
nada.
“Ame ao trabalho, meu filho e nunca procure levar vantagem em cima de alguém,
principalmente de operários. Jamais tenha medo de nada ou de alguém. Nunca se
intimide com coisa alguma e diante de ninguém, tanto pela força física da qual
você é muito dotado, mas pela Consciência da Presença de Deus dentro de você.
Acredite em Deus!
“Jamais vacile em condenar a desonestidade e a infidelidade. Lute contra a podridão da
mente humana e nunca permita que seu filho aprenda com você qualquer tipo de
palavrão. Respeite sempre seu filho para merecer o seu respeito. Mantenha o seu
coração cheio de paz para que você possa perceber à sua volta as graças de Deus
e as belezas naturais dessa cidade linda e encantadora onde mora – Recife.
“Releia as minhas cartas anteriores e procure restabelecer a ponte para com o seu pai e o
ame em profundidade, mesmo que ele esteja cheio de defeitos e tenha cometido
muitos erros; ele é seu pai e a ligação mental e espiritual com ele
restabelecerá o fluxo de energia, de riquezas e de felicidade que você busca.
“Eu peço perdão a você de tudo que o
tenha desagrado e que tenha julgado errado ou injusto;
perdoe-me se estive longe de lhe servir como grande exemplo e algo ruim tenha
lhe passado inadvertidamente. Perdoe-me pelo grande erro de lhe ter dado tudo
do ponto de vista material e por ter deixado de lhe dar algo mais substancial e
mais necessário, como a minha presença, a minha companhia e a minha amizade.
“Creia em Deus, meu filho e no seu pai e, se puder, peça-lhe perdão mentalmente pelos
pensamentos negativos que tenha emitido contra ele e que alimentou por algum
tempo.
“Saiba, filho, que o amo muito e que o admiro; que espero muito de você e sei que ainda haverá de me proporcionar grandes e muitas alegrias...
Seu Pai, Professor João Beserra da Silva
20 de abril de 1992
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