Movimento Marina Silva

Imagine um governo sem corrupção. Onde políticos que desviassem verbas públicas, que tivessem envolvimento com o tráfico de drogas ou crimes severos fossem banidos das eleições.

A campanha nacional pelo Projeto de Lei Ficha Limpa está demandando justamente isto, porém não será fácil passar estalei sem uma oposição forte de políticos corruptos.

Estamos em ano de eleição e os políticos se preocupam com a sua imagem pública, então vamos enviar milhares de mensagens para os líderes de todos os partidos pressionando-os a apoiarem o Projeto de Lei Ficha Limpa. Este ano o que eles menos querem é publicidade negativa, então vamos mostrar que estamos prestando atenção em suas ações e que nossos votos dependem disso - só com pressão popular eles irão passar a lei a tempo.

Clique abaixo para enviar uma mensagem pelo nosso site, e depois encaminhe este alerta para todos os seus amigos:

http://www.avaaz.org/po/brasil_sem_corrupcao/98.php?cl_taf_sign=6axkiDSh

O Brasil inteiro quer esta reforma os nossos parceiros do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral conseguiram coletar 1,5 milhões de assinaturas para esta lei visando proibir a candidatura de pessoas que cometeram crimes graves, como assassinato, estupro, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. No momento, um grupo de trabalho está revendo a lei antes de enviá-la para votação e não temos tempo a perder, ela precisa ser votada nas próximas semanas para que seja válida nas eleições de outubro.

Não é uma batalha fácil - a corrupção está entranhada em nosso sistema político, e existem diversos interesses poderosos contra estalei. No entanto, em ano eleitoral onde o que eles mais querem é atenção, só a pressão pública pode influenciar os nossos deputados a votarem certo. Uma enxurrada de mensagens irá mostrar aos deputados que eles têm mais a perder não aprovando essa lei do que votando a favor.

Caso passe, esta lei vai revolucionar a política brasileira, retirando do governo todas as figuras carimbadas que só querem encher os bolsos de dinheiro. Tentados em desviar verbas públicas, com esta lei, os políticos irão pensar duas vezes se vale a pena arriscar a sua carreira política.

Nós já aguentamos o suficiente - não queremos mais bandidos nas eleições! Vamos lutar por um Brasil melhor - mande esse alerta para todos que você conhece. Já temos mais de 11 mil assinaturas.

http://www.avaaz.org/po/brasil_sem_corrupcao/98.php?cl_taf_sign=6axkiDSh

Com esperança,

Alice, Paul, Graziela, Ricken, Luis, Iain, Pascal, Milena,Ben, Paula, Benjamin e toda a equipe Avaaz

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WILSON OLIVEIRA BIZERRA Comentário de WILSON OLIVEIRA BIZERRA em 2 março 2010 às 9:54
ESTAMOS FALANDO ENTÃO EM TRANSFORMAÇÃO DE REGIME ETC... SE ISTO ACONTECESSE HOJE, NÃO TERIAMOS NÚMERO SUFICIENTES DE CANDIDATOS ÁPTOS, PARA SUPRIR AS VAGAS, EXISTENTES... EM TODAS AS ESFERAS DO PODER!!! ESTOU FALANDO DA MUDANÇA DE REGIME... O QUE SÓ OCORRERIA COM UMA CONVOCAÇÃO QUE PASSARIA NA BOA, QUALQUER QUE FOSSE O TEMA, DIANTE DE UMA SOCIEDADE TÃO REFÉM DA MISÉRIA E COM UMA MÍDIA TÃO ENLOQUENTEMENTE MERCANTILIZADA!
Waldir Santos Comentário de Waldir Santos em 26 fevereiro 2010 às 10:44
O projeto dos fichas sujas e a revisão dos conceitos
Waldir Santos*

Os fatos que se renovam na política do nosso País, quando se alteram apenas as peças íntimas onde se oculta o dinheiro fruto da corrupção, reforçam-me o entendimento no sentido de que devemos rever os limites de alguns direitos.

Os colegas advogados que, com o mesmo entusiasmo que eu, defendem princípios como o da presunção de inocência, precisam olhar para o ponteiro da balança e o que seus pratos contêm, a fim de optem, em cada pesagem concreta, entre a manutenção da defesa do direito romântico, autista e situado no mundo ideal, onde tal presunção tende a coincidir com a realidade, e as consequências cada dia mais graves da corrupção.

Impor o cárcere a alguém sem condenação definitiva, ou sem amparo na necessidade de garantia da efetividade do processo penal, é, de fato, um risco, pela irreversibilidade da medida. Mas privar temporariamente políticos, contumazes ou não, que, ao menos em uma instância, tiveram sua culpa reconhecida pelo Estado, do direito de ser votado, não configura mal tão grave à pessoa humana. Que bem jurídico é esse, o direito de ser candidato em decorrência do sagaz aproveitamento da demora (ou mesmo do ato de promovê-la) nos julgamentos definitivos, e assim continuar roubando, que não pode ser retirado de alguém, em nome da sobrevivência de crianças que falecem antes de um mês devido aos desvios de dinheiro, tão frequentes? Em que mundo vivem os julgadores que, dentro da formalidade do processo, abrem mão da sagrada possibilidade de fazer justiça, para comodamente aplicarem uma lei criada pelos seus próprios beneficiários desonestos? Não haveria ou não surgiriam outros candidatos, inclusive honestos, e por acaso se teme que as prefeituras fiquem sem gestores, e as casas legislativas sem parlamentares?

Poucas esperanças me animam a crer que o congresso que temos aprove lei contra suas peripécias. Estariam os magistrados brasileiros muito mais cumprindo o seu juramento de homenagear o Direito e realizar a Justiça, em defesa do povo a que devem servir, se, em lugar de se declararem obrigados ao cumprimento da lei, como acredita o povo, concretizassem a proteção do nosso bem maior, a vida, sem que com isso se ferisse nada de proximamente valioso. De onde vem a elevada importância do direito de participação política como candidato, se a esmagadora maioria dos brasileiros recusa tal benefício, sentindo, muitas vezes, por mera ignorância, orgulho de não gostar de política?

Os pobres que morrem de fila e de bala por culpa da corrupção merecem mais atenção do que os excelentíssimos malfeitores. E é preciso que a Justiça brasileira dê sua parcela de contribuição, indo além de manifestações associativas, para concretamente transformar a sociedade, priorizando o que certamente considera mais valioso.

*Waldir Santos (www.concurseiros.com.br) é Advogado da União.

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