Fantástica a entrevista que Marina concedeu hoje ao UOL NOTÍCIAS
(Ahttp://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2010/06/01/0402983568CCB95386.jhtm?entrevista-marina-critica-inchaco-da-maquina-publica-0402983568CCB95386)
Isso não é nenhuma novidade. Vou comentar apenas uma questão que tem
sido bastante cobrada da candidata, buscando pegá-la em contradição.
Para quem é cristão, seja evangélico, católico ou espírita, ou que
acolhe princípios religiosos e morais que, está, na maioria das vezes,
em choque com outras práticas e valores defendidos pelos adeptos do
laicismo, do materialismo e do agnosticismo de forma até mais radical
que beira o fanatismo. Ao optar pelo plebiscito, no caso do aborto,
Marina está se posicionando muito corretamente e de forma isenta. Os
fundamentos que alicerçam sua vida, sobretudo os seus valores éticos e
religiosos tem raízes na sua primeira experiência espiritual ao
vivenciar a teologia da libertação, junto à Igreja Católica, da qual se
afastou até porque os últimos papas impuseram uma linha conservadora e
reacionária contrária à aproximação mais humana de social da igreja para
com os pobres, contra as injustiças e tudo que leva o ser humano à
desigualdade, ao ódio e à violência. As questões polêmicas tais como a
do aborto, eutanásia, homossexualidade, criacionismo, homofobismo,
pena de morte, descriminalização das drogas, liberalismo sexual, a
poligamia, a troca de casais etc... etc... são questões que fazem
parte da evolução da humanidade desde os seus primórdios. Não dá para
falar qual a sociedade é mais avançada ou atrasada em função de adotar
ou não tais práticas. Portanto, numa sociedade democrática quem deve
decidir isso é ela própria. E aí a melhor forma de resolver é o
plebiscito. Uma maneira de se decidir livremente sem a imposição das
ditaduras de opiniões ou de credos religiosos, ou mesmo de lideranças
despóticas. Marina, portanto, está sendo muito cuidadosa e ética em
respeitar o pensamento de outras pessoas e de todos os cidadãos livres
para professar diferentes crenças e adotar diferentes princípios morais,
se é que existem, pois teriam que ser amorais ou imorais. Não é fácil,
pois cada um de nós acredita que os valores éticos e morais não devam
ser contraditórios ou opostos entre si. Mas espelhando no seu líder
maior, Jesus, Marina tem uma atitude respeitosa em relação ao Estado. Em
nenhum momento, Cristo quis dominar o estado laico, romano e pagão para
impor o Estado do seu Evangelho. Ao tratar essas questões com tal
serenidade, Marina busca separar muito bem essas questões. Portanto
quando questionada por tais temas ela não tem receio ou medo de que a
sua fé seja confrontada com o lado humano e democrático de sua liderança
política. Esse é um problema para quem tem problemas de consciência e
ambições políticas mais ligadas ao princípio do “levar vantagem em
tudo”. Marina não tem esse temor.
Você precisa ser um membro de Movimento Marina Silva para adicionar comentários!
Entrar em Movimento Marina Silva