Marina representa um projeto alternativo para alguns. Infelizmente esta palavra normalmente é associado á "marginalidade" no sentido de estar á margem. Algo como uma opção de segundo ou terceiro plano, sem importância real. Será o desenvolvimento sustentável uma preocupação alternativa? Será a economia "verde" como é chamada as novas reflexões econômicas que surgem, preocupadas com energia limpa e questões climáticas, uma coisa de segundo plano? Será a busca de uma vida mais justa social e ecologicamente uma coisa para pensar depois? E haverá depois?
E o pré-sal é para agora? Quando efetivamente o pré-sal resultará em benefícios econômicos? Este projeto não é para um segundo plano? E o impacto social que ele causará, positiva e negativamente, já foi pensado? O marketing político e plubicitário que se faz em torno deste projeto justifica-se perante que tipo de propósitos?
Cada passo que damos hoje, reflete pelas próximas sete gerações, diz a sabedoria ancestral. Assim também como aquilo que acontece á Terra, acontece aos filhos da Terra. estamos todos interligados. Somos cada um extensão do outro.E estas palavras não são simples metáforas que os antigos deixaram, são verdades fundadas no entendimento de como a vida acontece. As filosofias ancestrais sabem que existe uma interdependência entre todas as partes e aspectos da vida e dos seres viventes, e a lei da causa e efeito atua invariavelmente em todas as nossas ações.
Por isso, propor um desenvolvimento sustentável é propor uma coerência com a continuidade da vida de toda a divesidade da existência neste chão sagrado, compartilhado entre humanos, animais, plantas e minerais. é neste sentido que o projeto de Marina Silva não deveria ser percebido como "alternativo", mas sim como imprescindível.
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