Sou MÉDICO, trabalho de plantão em uma emergência gratuita,no Rio de Janeiro, e padeço de uma mesma problemática da população: a falta de outros colegas, espaço e recursos. Todos podemos precisar e aí veremos como o setor está inadequado ao crescimento das necessidades hospitalares da da população. Nesta época eleitoral, de promessas, de melhoras, grito minhas idéias e aflições, baseado em anos de experiência, em pronto atendimento; se não vier a trazer resultados práticos ,pelo menos serve de desabafo e registro, como tantas solicitações, que já fizemos aos longo da nossa lida com a medicina do que não pode pagar. Segue documento que já entreguei pessoalmente aos nossos candidatos na recente eleição para a prefeitura da cidade maravilhosa
Médico não entendo:
-Hospitais de Emergência gratuita sem espaço, sem profissionais, sem vagas; SAMU e Bombeiros disputam macas para deixar pacientes; -convivem, lado a lado pacientes portadores de doenças infecciosas, com traumatizados, doentes cardíacos, sem a mínima distância entre os leitos e respeito ás normas sanitárias e humanitárias.
O que fazem?:
-ampliam Emergências, aumentam o número de ambulâncias para levar pacientes aos caóticos Pronto-Socorros e agora criam UPAs( Unidades de Pronto Atendimento).
É como investir na prevenção de incêndios, com pessoas morrendo queimadas. As filas para cirurgias (de catarata, próstata, etc), vagas para idosos doentes, de CTIs , cateterismo cardíaco, atendimento de especialistas não diminuem. Falta até espaço para se morrer dignamente, tem que se esperar médicos disponíveis para preencher o atestado de óbito.
A Medicina mudou e deve ser para todos. É uma política demagógica, mais barata, enganadora como aqueles planos de saúde que dão direito somente a consultas, quando você precisa internar................?
Respeito à população pobre!! A Dengue, ¨que afeta todas as classes sociais¨, foi tratada de forma adequada. Vocês fizeram o PAN, a colossal Cidade da Música, querem trazer a Olimpíada. Parem de maquiar a Saúde, ludibriar o Povo.
Os serviços hospitalares, mais complexos e necessários, não podem ser substituídos pelo atendimento em UPAs, Postos ou pelo Programa de Saúde da Família. São duas ações diferentes. A saúde, dos outros também, é coisa séria. Essa é a hora de exigirmos o que o povo realmente necessita. Vamos abrir os olhos dos nossos governantes, dos provedores da Saúde.
Napoleão Afonso
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Médico não entendo:
-Hospitais de Emergência gratuita sem espaço, sem profissionais, sem vagas; SAMU e Bombeiros disputam macas para deixar pacientes; -convivem, lado a lado pacientes portadores de doenças infecciosas, com traumatizados, doentes cardíacos, sem a mínima distância entre os leitos e respeito ás normas sanitárias e humanitárias.
O que fazem?:
-ampliam Emergências, aumentam o número de ambulâncias para levar pacientes aos caóticos Pronto-Socorros e agora criam UPAs( Unidades de Pronto Atendimento).
É como investir na prevenção de incêndios, com pessoas morrendo queimadas. As filas para cirurgias (de catarata, próstata, etc), vagas para idosos doentes, de CTIs , cateterismo cardíaco, atendimento de especialistas não diminuem. Falta até espaço para se morrer dignamente, tem que se esperar médicos disponíveis para preencher o atestado de óbito.
A Medicina mudou e deve ser para todos. É uma política demagógica, mais barata, enganadora como aqueles planos de saúde que dão direito somente a consultas, quando você precisa internar................?
Respeito à população pobre!! A Dengue, ¨que afeta todas as classes sociais¨, foi tratada de forma adequada. Vocês fizeram o PAN, a colossal Cidade da Música, querem trazer a Olimpíada. Parem de maquiar a Saúde, ludibriar o Povo.
Os serviços hospitalares, mais complexos e necessários, não podem ser substituídos pelo atendimento em UPAs, Postos ou pelo Programa de Saúde da Família. São duas ações diferentes. A saúde, dos outros também, é coisa séria. Essa é a hora de exigirmos o que o povo realmente necessita. Vamos abrir os olhos dos nossos governantes, dos provedores da Saúde.
Napoleão Afonso