EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE: FORTALECENDO A TEIA DA VIDA
Edmerson dos Santos Reis1
Discutir o papel da educação numa sociedade marcadamente desigual como a nossa, é compreendê-la como uma grande possibilidade que no final das contas, tem sempre feito a diferença, no que se refere à distribuição das oportunidades, como também na promoção e sustentação dos sistemas de exclusão.
Nessa perspectiva, alimentar um debate que busque a concretização de uma educação pública e de qualidade, não é tornar-se ultrapassado. Fazer desse movimento uma aliança para pensar a educação ligada a um projeto de desenvolvimento da comunidade, do município e da nação, é não submetê-la à lógica do mercado capitalista ou de qualquer outra ordem neoliberal que de uma maneira ou de outra estará sempre fortalecendo novas caracterizações dos novos apartheids sociais, econômicos e culturais vivenciados pela humanidade.
É preciso que enquanto educadores/as, compreendamos na prática o efeito humanizante, transformador e socializador exercido pelo processo educativo, importantíssimo no desenvolvimento de novas atitudes e práticas dos sujeitos sociais. Neste sentido, se oportunizarmos aos/as nossos/as alunos/as desde a educação infantil aos cursos de pós-graduação uma formação que os permita compreenderem-se como parte fundamental do processo de geração, ameaça e preservação da vida no nosso planeta, estaremos contribuindo significativamente para a efetivação das possibilidades concretas de garantia da teia da vida, que nos liga as geração passadas e vindouras.
O princípio da convivência com o Semi-árido, por exemplo, que vem sendo disseminado por diversas instituições no SAB, como a Rede de Educação do Semi-árido Brasileiro – RESAB, que poderia ser com a Amazônia, com o Cerrado, com Pantanal, com as savanas, com a mata atlântica ou qualquer que seja o bioma, inaugura um novo paradigma através do qual se acredita que, a partir de uma nova compreensão do mundo em que vivemos, do desenvolvimento de novas relações éticas, estéticas, produtivas, culturais, econômicas, políticas, de gênero, que levem sempre em consideração as reais condições de suportes dos fios que se tecem na teia da vida será possível se garantir concretamente os velhos ditados que dizem que “o que nós somos é conseqüência do que pensamos” e tudo que a natureza nos oferece não nos pertence, nem herdamos dos nossos antepassados, tomamos emprestado às futuras gerações.
Não perder esse vínculo, parece ser o grande, se não, o maior desafio da educação, da instituição escola e de todos nós educadores/as, que aliados os segmentos sociais e aos poderes públicos precisamos redirecionar as nossas ações, proposições e visão acerca da nossa pequena trajetória por esse planeta e da grande contribuição que cada um pode dar desde já, na edificação de uma sociedade com bases sustentáveis.
Vamos lá, cada um no seu canto, no campo ou cidade, dando a sua contribuição significativa..
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1 Professor do DCH-III/UNEB, Mestre em Educação, Doutorando em Educação pela UFBA e Membro da RESAB –Rede de Educação do Semi-árido Brasileiro.
Blog de Edmerson dos Santos Reis
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Postado em 4 junho 2011 às 22:55
CARTA ABERTA
Tendo em vista o Decreto Estadual 12.588 de 11 de fevereiro de 2011 que dispõe sobre o corte de gastos públicos no que se refere ao orçamento de órgãos institucionais, o Movimento Estudantil - ME do Campus III da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, localizado na cidade de Juazeiro, vem através deste texto se pronunciar a respeito do já supracitado documento.
Depois de várias discussões sobre o Decreto 12.588/2011 realizadas…
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Postado em 28 abril 2011 às 23:23
Marina Silva foi o grande divisor de águas dessa eleição presidencial. Mais de 19 milhões de votos não é pra qualquer um/a. O PV sai super fortalecido desse pleito e precisa ser ouvido para, com a mesma coerência e dignidade com que conduziu a bela campanha de Marina Silva, possa fazer a opção de quem com quem caminhar no segundo turno. Sabemos e vale lembrar que esta escolha, inclusive a de não se posicionar poderá custar muito caro também.
Sigamos em frente e que possamos ajudar sim à…
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Postado em 5 outubro 2010 às 12:44
Marina Silva foi o grande divisor de águas dessa eleição presidencial. Mais de 19 milhões de votos não é pra qualquer um/a. O PV sai super fortalecido desse pleito e precisa ser ouvido para, com a mesma coerência e dignidade com que conduziu a bela campanha de Marina Silva, possa fazer a opção de quem com quem caminhar no segundo turno. Sabemos e vale lembrar que esta escolha, inclusive a de não se posicionar poderá custar muito caro também.
Sigamos em frente e que possamos ajudar sim à…
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Postado em 5 outubro 2010 às 12:40
Não há o que se discutir!!! Cada dia fica mais evidenciada a clareza política e seriedade de Marina ao tratar assuntos tão complexos importantes para um país que pretende tornar-se a maior economia da América Latina, mas de maneira sustentável e sem tantas desiguladades.
Vamos virar esse jogo! Contribua com essa mudança!
Postado em 23 setembro 2010 às 22:48
Caixa de Recados (3 comentários)
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Amigo Edmerson, fui fazer uma pesquisa no google e acabei lhe achando por acaso, nao sei se voce vai lembrar de mim, mas estudamos no Colegio Lomanto Junior no Castelo Branco, mas acho que voce vai lembrar da greve que fizemos por causa de uma nomeacao mal feita por parte do Governo do estado na epoca.
Bom, fazem quase 5 anos que estou morando na Australia, outro dia conversando com professora Ivete Lopes ela me falou de voce, perguntou-me se eu lembrava de voce, e disse a ela que sim, logico que lembrava, hoje por ironia do destino eu lhe achei na net...rsrs...queria lhe desejar Parabens e Sucesso.
Aldo Moreira
Sydney/ Australia 18 de fevereiro 2011