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PORQUE PRECISAMOS DE UMA REFORMA ÁGUARIA?
Porque não temos mais latifundiários e sim hidrolatifundios.
A reforma terraguaria
Terra e água
Água e terra
Terra e água
Água e terra é o planeta
Em nossas veias sangue
Nos seus veios águas
Sem água o sangue seca
As infâncias brincam antes de serem grandes e ficarem serias onde tudo é
Terra e água
Água e terra
Terra e água de alegria pode falar de boca cheia e diga terragua
Terra e água de alegria pode falar de boca cheia e diga terragua
Terra e água
Água e terra
Terra e água
Água e terra
No planeta a água todo hora é moça.
Terra e água
Água e terra
Terra e água de alegria pode falar de boca cheia e diga terragua
Terra e água de alegria pode falar de boca cheia e diga terragua.
Sem água o sangue seca. Chico Canindé
O dia mundial da água - todo ano tem isso. Só que esquecemos que todos os dias têm um rio a mais sendo hidroassasinado lentamente.
Todos os dias estamos vendo falatórios das mais variadas pessoas dos mais variados escalões governamentais e das mais altas instituições alardeando que tem gente passando sede gente sem água gente sem saneamento básico aos milhões e estas cifras nunca deixam de subir.
O que será que acontece? Porque será que parece que a realidade não muda? Porque será que não enxergamos a morfologia constritora do sistema?
Zé Cambito quando era minino - é ele já foi minino e como minino era acostumado a abraçar os amigos como tempo ele foi crescendo e seus abraços foram ficando mais fortes e com o mesmo tempo sua força foi se esvaindo - é - o tempo é corrosivo e a gente vai ficando se oxidando enquanto o tempo vai passando nesta sua lida de ver as coisas e as pessoas mudarem ao longo do tempo convencional. Na corrosiva solidão de cada um na beira do mar do tempo.
Zé Cambito nunca s´isqueceu do abraço da cobra grande malhada como a vaca que dava leite ou o boi que quando se afinou nos cascos marrou-se derrubou cercas e nunca mais deixou se muntar quebrou as cangas voltou pra si com uma força tão grande que virou fonte de bravura e exemplo de ser boi - pois que deixou de ser de carga. No entanto boi maiado foi pego pelo tempo como o abraço da cobra grande. Nesse passar de tempo Zé Cambito viu tudo mudar e quanto mais as coisas mudavam as águas morriam e o povo ficava mais longe da terra. E a misera como um produto da riqueza sendo distribuída muitos.
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A terra se muda nela mesma todo dia ela é nova e dentro desta mudança tudo é novo todo dia. Um dia ela pariu dentro de si talvez a sua mais fantástica criação a mais perfeita maquina viva que na sua fantástica soberba quis se desgrudar da própria mátria e dominá-la. Esquecendo que a vida tem seu modo de ser e para isso ela tira de algum lugar e devolve alguma coisa para nela mesma se perpetuar é tanto que no obvio tudo que vem depois é fruto do que já foi assim a existência da vida é eterna.
A base deste motor que nunca para é a água ate mesmo o sistema que criamos mais parecido com um monstro medonho que tudo come precisa de água para mover todas as suas engrenagens. Criamos com a nossa fantástica inteligência a maior maquina de destruição que jamais imaginamos com uma força avassaladoramente destrutiva tão destrutiva que magneticamente nos tornamos escravos dela.
Como um animal bruto na essência do que se pode chamar de animal objetivo ele se espelha no grande canibal não importa a quem ele tenha que esmagar desde que sobreviva. Esta na sua natureza destruir e buscar o alongamento da sua existência no planeta. Criamos a nossa dialética onde tudo se converge de acordo com os nossos interesses a natureza é apenas provedora de matérias-primas que pode se transformar em bens ECOnômicos. Não somos coexistentes.
Segundo Zé Cambito - A terra tinha dono as glebas eram medidas com os latidos cachorros que iam latindo ate onde não se podia quase ouvir seus latidos lá no fundo das terras ai ficou criado o latifundo que virou latifúndio. Zé cresceu vendo as terras ter dono ai passou pras matas passou pras águas. Um dia um amigo conterraqueo dele lá das bandas de Minas Gerais falou – Zé lá pras tuas banda tem hidrolatifúndio sô? Zé viu que a doidera da ganância estava solta neste Brasil todo.
Ate o Zé Cambito percebeu que enquanto falamos de reforma agrária transporte moradia saúde educação cultura e cidadania etc... água e tal. - Acabamos esquecendo que este mesmo sistema é administrado por pessoas e como foi construído tem suas ações executadas de forma cada vez mais sofisticadas.
Enquanto lutamos por uma coisa ele se adapta as criticas enfrenta as ações domesticando-as e incorporado-as para isso se vale dos seus meios com toda a força e corporativismo que tem. Com suavidade e firmeza ele absorve todo o capital de criticas e ações que foi executada contra ele - e com uma grande engenharia transforma em produto objetivando de lucro.
1. A famosa luta pela reforma agrária que passa por Chico Julião e as ligas
camponesas sabemos como os donos das terras e os poderes enfrentaram os camaradas que lutavam naquela época. Hoje enquanto lutamos por uma coisa ele vai com sua capacidade e todo o poder que dispõe para desqualificar a luta. Enquanto desqualifica constrói possibilidades de transformá-la em lucro cooptando e corrompendo quem pode nada é proibido desde que ele sobreviva como força dominante.
2. Estamos dentro do monstro somos administrados por ele - Seguimos o caminho
que ele deixa. No mais nem percebemos que estamos dentro das suas entranhas agimos como se estivéssemos dentro de um teatro de João Redondo onde cada dedo é uma vareta que manipula nossos movimentos até achamos que fazemos criticas e com tais criticas conquistamos espaços para falar. Poderemos achar que isso é liberdade conquistada mas não quebramos as estruturas - a vidraça continua intacta e agente livre dentro dela.
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3. As reformas que apregoamos são acomodativas ficam sobre controle dentro das
entranhas do sistema que age com mais força modelando tudo na sua superfície assim não enxergamos e não mexemos no fundo do lago. Ficamos no mais do mesmo tudo é superficial a nossa visão as nossas ações etc... água e tal. Com muita habilidade é capacidade de divisão ele se impõe na divisão de forças isso serve ao próprio sistema. Na sua força acumulativa ele trás pra si forças que dentro da conjuntura política em tempos recentes era “contra” hoje é seu administrador político quebrando todas as forças que tinha contra si.
4. Esquecemos que a maior luta da humanidade é pela vida e a vida é superior a
qualquer sistema. A base da vida esta na alegria na coexistência na tolerância e na luta por uma cultura de paz. A vida só tem uma possibilidade de ficar por aqui por mais tempo como desejamos para isso temos que olhar direitos básicos e um deles é o direito de beber água.
5. Assim como as terras que tanto queremos com uma distribuição social mais
equilibrada e mais justiça. Terra para quem nela trabalha e planta o fruto para todos em uma terra que serve a todos. Não tocamos na ferida e ela precisa ser tocada com agulha de ponta fina.
6. Não adianta lutar por uma reforma agrária se não temos a água e esta está cada
vez mais restrita. As ortogas são mais uma forma com que os hidrolatifundios se tornam não só donos das terras mas das suas fontes. Com suas forças organizadas visando o lucro tudo é modelado em produto qualquer coisa tendo quem compre ta bom se não tem inventa-se o consumidor. Artificialmente o sistema distribui “suas riquezas” Mas continua com seu modo de agir colocando todo o sistema hidrobiologico do planeta em risco visível.
7. Uma mudança no foco da questão pela terra é fundamental senão de que
adianta ter a terra se ela não é fertilizada para nos suprir? A água e a terra são irmãs siamesas uma não pode ser separada da outra pelo simples fato de que todos os componentes orgânicos ou não deste planeta são interdependentes a falta de um é desarmonia nos outros o equilíbrio passa a ser outro a força das relações mudam. Por ex: com a água poluída a terra sustenta arvores venenosas que geram frutos venenosos.
A reforma aguaria como um dos direitos a existência evocando a cidadania e todos os direitos que temos como cidadões e cidadoas. Primeiro precisamos ter acesso a água boa de beber e a consecutiva preservação de suas fontes. Para isso temos que deixar de ser egoístas e sermos mais intersolidarios a terra as árvores e principalmente a água que é para todos os seres vivos.
Evocar uma reforma aguaria é puxar com força as travas que fecham as cancelas sociais e abrir as comportas para uma hidrocidadania.
O hidrolatifindiario explora os bens naturais com mais força porque as suas estruturas são poderosas. Ele é transnacional não tem mistério vende revende e se da a liberdade que bem entende. O bem de direito difuso que é a água hoje já é um controlador hidrosocial de grande envergadura. Já incorporamos a água como um “produto” a sutileza da linguagem tem uma força gigantesca e passa a ser uma arma muito grande. Depois de absorvida vira uma casca dura.
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Na crueldade da idade mídia somos estimulados a enxergar somente o que pode ser enxergado e nada mais. Saímos das nossas “escolas” reproduzindo tudo que pensávamos que éramos contra. Tudo vira uma coisa normal.
Zé Cambito - Se matuta na pergunta - De como é possível a gente dizer não a quem nos ensina a dizer sim pensando que estamos dizendo não? E lembra dum cantandor que disse - “que a pesar de termos feito tudo tudo fizemos ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais”
Por ex: relembrando o começo do texto deixo claro que sua simetria esta no conteúdo obedecendo a um raciocínio sinuoso como um rio. O entender fica a cargo do decifrador de signos. Não poderemos esquecer que: todo dia é dia de alguma coisa e pronto já foi o dia da água dia 22 de Março. O que não falta são dados técnicos para falar dos malefícios causados pela falta de água para muita gente visto que a qualidade da água na natureza foi muito afetada isso para ser leve porque no mais os rios foram e continuam sendo hidroassassinados todos os dias.
No velho Brasil Limeriano das palavras malafumbas a concentração de terra e água estão indo vagarosa e metodicamente em grandes quantidades para as mãos de transnacionais poderosas. Assim o Brasil pode ficar MESMO como o celeiro do mundo exportando água de boa qualidade. Se fosse cobrado pelo menos 5 (cinco centavos de dólar) por tonelada de carne frutas etc...água e tal pelo valor da água de boa qualidade agregada a estes produtos em respeito a mão de obra e a sustentabilidade da terra seria uma mudança de paradigma.
Nas plantações muitos do eito ganham menos do uma passagem de ônibus cobrada em uma cidade como São Paulo.
Os ajuntamento de terra e água através do tripé industria hidronegocio e o hidrolatifundiario não é pouca coisa. Eles deixam os rios como enormes cadáveres hídricos no centros das cidades tal como os deserdados pelo sistema transformados em parias nas artérias sociais com enormes problemas hidrosociologicos. Os círculos divisores sociais que mantém cada “classe no seu devido lugar”. Neste ponto o sistema age como uma verdadeira camisa de força tal a sua constrição para manter um enorme grupo de pessoas atreladas a uma situação de miséria material se transfigurando assim em miséria social e humana.
Os flagelados não podem ser eliminados. Seria um genocídio vergonhoso hoje né? Mas em algumas partes do mundo ainda se jogam bombas em nome da “democracia”.
A hidrocidadania po-Ética e o teatro d´ságuas são ferramentas poderosas aliadas as varias linguagens que poderemos utilizar para estreitar a comunicação entre os mais diferentes setores do sistema hidrobiologico da Mátria terra.
Urge uma defesa através do apoderamento da informação e não da utilização da informação pensando que utilizando nos apoderamos. Santo engano existe uma diferença muito grande entre ter acesso a informação e controlar o seu fluxo fora do controle social isso o sistema faz muito bem.
Segundo - Zé Cambito para maior controle só falta o código de barras e a definição de escolha de cada palavra que poderemos usar.
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Na lógica dos valores inversos o sistema destrói o ECOlogico e se destrói no ECOnômico aumentando a concentração tanto no controle hidropolíticosocial passando assim a determinar ate a água que bebemos e a quantidade.
A hidrocidadania po-Ética teatro d´ságuas se apóia na água como plataforma de sustentação para uma visão de mundo mais solidaria resgatando os valores do respeito a coexistência. As artes em geral são instrumentos de comunicação e aproximação dos povos e dos outros seres diferentes de que tanto precisamos para que possamos ter uma vida mais equilibrada entres as espécies que habitam a mátria.
A poesia como instrumento de apropriação da linguagem de comunicação para quebrar a barreira do permitido pelo resgate da palavra no rio de povo que somos.
Precisamos de água para o corpo de massa e liquido que hidraulicamente se locomove através da hidromecânica e dos gestos fazer o seu teatro. Na mecânica do ar inspirado sai urros risos palavras de ira e outras mais de acalanto frases de amigos para amigos danças de gestos e sons pelo ar nos rios das palavras construídas com vogais e consoantes juntas de forma sonantes e todas diferentes.
A hidrocidadania po-Ética teatro d´ságuas nos mostra que somos todos navegantes deste planeta de terra ar fogo e água. Estes dois elementais andam juntos separados por uma distancia tão pequena que nem os mais amantes dos amantes em seus abraços mais apertados ficam tão juntos.
Da natureza somos parte intima e seus ciclos dos quais nos afastamos e percebemos que precisamos voltar. Temos que enfrentar o monstro que criamos para que a vida fique mais um pouco por aqui. Temos que mudar a trajetória do grande canibal diminuir a sua antropofagia. A luta pela mãe natureza através do mais nobre dos elementos a ÁGUA FOMENTADORA DE TODO O PROCESSO REGENTE E REAGNTE DE INICIAÇÃO DA VIDA de forma obvia e inegável.
Só com uma reorganização de força dentro do complexo sistema em que estamos aprisionados e que de tanta “liberdade” podemos tomar água em garrafinhas já bem mais cara do que um litro de gasolina.
A concentração de terra e água - e a forma criminosa de como estas riquezas são utilizadas na esbulhação dos direitos mais elementares da vida. Vai deixando um rastro de exclusão em todos os sentidos. A super exploração torna os rios e a terra inóspita para a vida ficando só cadáveres hídricos em uma terra que só serve de cemitérios.
Os hidrolatifundiários controlam boa parte das terras e consecutivamente as fontes os malefícios que ficam como resultado de tais atos são problemas hidrosociologicos nos rios da nossa historia. A nossa formação ainda é do mesmo jeito que sempre foi sem a quebra estrutural da mecânica do poder. A base da nossa pedagogia e extremamente autoritária. A única grande diferença de uma sociedade centrada numa formação escravista que temos hoje. É que sonhamos pensando com um mundo “melhor” dentro do espaço permitido pelas engrenagens do sistema podemos tudo desde que não se ofereça riscos.
Segundo Zé Cambito em uma de suas remoenças dos tempos em que sentava em um tamborete na frente de casa perto da casa grande ele e os mininos viam seu Raimundo com um revolver bem grande sentado na sua espreguiçadeira. A casa grande ficava em uma lugar que bem mais alto que dava para ver todo mundo chegando do roçado em casa e os mininos brincado no terreiro. A mulheres podiam conversar os homens jogar
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baralho beber cachaça e falar como foi o dia. Mudança só pedindo a Deus dias melhores. Hoje Zé cambito observa que perdemos o medo de Deus não vamos mais no confessionário pedir perdão pela máxima culpa. A coisa hoje ta tão mudada que nem de Satanás temos medo. Mas o sistemas continua e nos permite “percar”.
Quase nada mudou no que diz respeito a exploração a força de trabalho agora é menos muscular e mais cerebral. Mesmo assim com toda a sofisticação os problemas são velhos bem antigos os direitos sociais e as barreiras invisíveis que a estrutura tem. Educacionalmente ainda temos todos os edifícios que abriga o aparato de uma sociedade tecnologicamente escravista “com um espaço de liberdade tão grande que daqui apouco já estaremos usando o código de barra e será perfeitamente natural”. Com toda a “luz” que a idade mídia tem pena que a natureza não faça media.J.C
Zé Cambito vê nos campos as mesmas mazelas e nas cidade as pessoas muidas como se tivessem passado por dentro de uma moenda e do outro lado cai só o bagaço. Dos seus óios as vezes sai água só de vê gente assim c´as mãos estendidas se arrastando como uns mulambos trapos de gente.
A natureza tem nos seus ciclos a garantia juramentada de sustentar a essência da vida para que seus pares se sintam seguros e que as espécies sobrevivam. Os ajuntamentos humanos vão alem disso passamos todo o conhecimento desde o simbólico alem de toda uma carga significativa de comunicação. Do que foi e para onde pretende ir.
E tudo o que é preciso para que a sociedade prossiga com seus conceitos éticos sem deixar escapar as determinações legais das suas instituições de sustentação do seu universo sócio político criado e desenvolvido até aqui. Neste planeta de terra e água – terragua – temos que construir uma aliança entre os dois sistemas para podermos ficar um cadinho mais.
Segundo Zé Cambito - Como se vê uma “reforma” aguaria se traduz em uma mudança constante. Diferente da estrutura conservadora que temos como símbolo de mudança de mudar e permanecer dentro da mesma estrutura. Quer dizer deixem pensar que algo mudou. A vida pede mais principalmente se tivermos a água como vetor hidrosociologico. Sem perder a poesia da primavera da vida e seu fator hidrológico. Os da terra são da terra – os do ar são do ar os mar são do mar. Mas todos se abraçam na praia.
Chico Canindé
Drt 01051/Mtb 32640
Hidrocidadania po-Ética teatro d´ságuas
Tel. (55+11) 2144 7700 (55+11) 8622 4232
http://hydrocidadania.blogspot.comwww.overmundo.com.br/arquivo_usuario/chico-canindewww.cenacope.com.br
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