, O que avançamos na área da comunicação socioambiental no Brasil e no mundo ? Na história da humanidade, antes mesmo do advento da Revolução Industrial e a seguir, passando pela Carta do Chefe Seatle (1854), pela chamada a conscientização de Rachel Carson na década de 50 em seu livro "Primavera Silenciosa, as inúmeras Conferências Ambientais da ONU, as ações da sociedade civil no Brasil, das populações tradicionais, lutas comunitárias, nossa defesa da Amazônia, das populações quilombolas e em todo mundo, na diversidade cultural de informações socioambientais no Brasil e no mundo, existe o eixo da ética ambiental e uma direção na conquista da justiça socioambiental para todos.
Uma vez que em Copenhague os líderes dos países presentes sequer conseguiram "sair na foto" juntos, fica uma sensação de que não temos acordo local ou global. Diversidade não quer dizer ausência de sustentabilidade. Para vencermos a crise ambiental é fundamental melhorarmos a confiabilidade das informações socioambientais. A sociedade civil brasileira e mundial que é o segmento que está cada dia mais vulnerável a esta crise tem um papel fundamental de seguirmos nos mobilizando para conquistarmos nosso direito a estas informações que salvam vidas.
Lembramos aqui questões levantadas na Agenda 21, em seu capítulo 40 que podem ser uma das argumentações para esta avaliação na conquista do direito à informação socioambiental confiável para toda população, governos e principalmente a sociedade civil que se organiza. Seguem as primeiras indagações levantadas no capítulo 40 da Agenda 21
"CAPÍTULO 40 - INFORMAÇÃO PARA A TOMADA DE DECISÕES
40.1 - No desenvolvimento sustentável, cada pessoa é usuário e provedor de informação, considerada em sentido amplo, o que inclui dados, informações e experiências e conhecimentos adequadamente apresentados. A necessidade de informação surge em todos os níveis, desde o de tomada de decisões superiores, nos planos nacional e internacional, ao comunitário e individual. As duas áreas de programas seguintes necessitam ser implementadas para assegurar que as decisões se baseiem cada vez mais em informação consistente:
(a) Redução das diferenças em matéria de dados;
(b) Melhoria da disponibilidade da informação.
Áreas de programas
A. Redução das diferenças em matéria de dados
Base para a ação
40.2 Embora haja uma quantidade considerável de dados, como se assinala em diversos capítulos da Agenda 21, é preciso reunir mais e diferentes tipos de dados, nos planos local, provincial, nacional e internacional, que indiquem os estados e tendências das variáveis sócio-econômicas, de poluição, de recursos naturais e do ecossistema do planeta. Vêm aumentando a diferença em termos de disponibilidade, qualidade, coerência, padronização e acessibilidade dos dados entre o mundo desenvolvido e o em desenvolvimento, prejudicando seriamente a capacidade dos países de tomar decisões informadas no que concerne a meio ambiente e desenvolvimento.
40.3 Há uma falta generalizada de capacidade, em particular nos países em desenvolvimento, e em muitas áreas no plano internacional para a coleta e avaliação de dados, sua transformação em informação útil e sua divulgação. Além disso, é preciso melhorar a coordenação entre as atividades de informação e os dados ambientais, demográficos, sociais e de desenvolvimento. " (Agenda 21 - Eco/92)
- Uma questão: Quando a Senadora Marina Silva proferiu palestra em Belo Horizonte, em dezembro de 2009, chegando de Copenhague, afirmou que "o nosso maior desafio nacional e mundial é nos conscientizarmos da gravidade desta crise ambiental" . Como podemos avançar como sociedade civil no Brasil e no mundo para conquistarmos nosso direito a uma informação socioambiental que nos defenda desta crise ?