Movimento Marina Silva



Qual o Brasil que queremos?


1.       Brasil com Educação de qualidade


Como?


Valorizando profissionais da educação


*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.



Talvez um dos mais difíceis, mas sem dúvida dos mais necessários, é o ofício da educação. Alvos de inúmeras críticas, certamente pelas enormes expectativas, educadoras e educadores são desafiados cotidianamente pelas condições de trabalho e tem quase nenhum reconhecimento. Difícil pensar que queremos educação de qualidade sem que haja a devida valorização de quem a faz existir. Mas quais são os elementos dessa necessária valorização?


Reconhecer o papel e a função social desempenhada por um professor é o primeiro passo, mas isso se dará efetivamente com o reposicionamento da própria escola. Se o adestramento intelectual continua como meta e não a formação para a vida, o descrédito toma conta da profissão. Até porque o acesso a informações é amplo e irrestrito, diferentemente de séculos, para não dizer anos atrás. Assim, se o conjunto de profissionais da educação se perceber de maneira distinta, a sociedade poderá rever e valorizar o propósito da profissão.


Evidentemente não será apenas o reconhecimento que trará valorização, mas aliado a ele teremos as melhorias salariais e das condições de trabalho. É muito recente a instituição de um piso salarial nacional para professores. Sabemos que o valor, hoje em R$ 1.024, não incentiva a ação de profissionais de excelência. No entanto, na realidade nacional, nem este mínimo é praticado. Assim, a garantia da execução do piso é parte das necessárias melhorias.


Em paralelo aos incentivos salarais, será de grande valia o oferecimento das condições para o processo de desenvolvimento de atividades educativas. Quantas vezes o profissional mal remunerado, mas com idealismo nas veias, destina parte de seu salário para a compra de materiais básicos para seu trabalho? Assim, parte da valorização passa pela provisão da infra-estrutura e dos materiais que permitam a inventividade no processo de ensino.


Para que essa tão necessária criatividade exista precisamos também fortalecer estratégias de formação, inclusive para que profissionais da educação revejam seus papéis e possam se adaptar às necessidades que a sociedade apresenta. Uma alternativa pode ser resgatar o papel da coordenação pedagógica na formação continuada, como espaço para trocas e aprimoramento pessoal. Mas sem dúvida será necessário investimento massivo na qualificação profissional. Só para se ter uma ideia, hoje são 300mil professores sem graduação nas escolas brasileiras e o mesmo número atua em áreas diferentes das licenciaturas em que se formaram. Esses números são assustadores e com eles vemos o tamanho do desafio para que haja efetiva valorização profissional.


Por isso, Marina, em suas diretrizes de governo, diz que é necessário: “Garantir a mudança do quadro atual da educação, que deve passar por um resgate do reconhecimento e respeito da importância social dos profissionais da educação, envolvendo não só gestores, diretores, professores, mas também bibliotecários, inspetores e serventes. Promover o aumento e o cumprimento do piso salarial dos profissionais, investir na melhoria das condições de trabalho e dos planos de carreira, assim como fortalecer programas de formação inicial e continuada adequados e de qualidade. Estabelecer rede digital de compartilhamento de experiências e construção coletiva do conhecimento e garantir o acesso a computador e Internet aos professores.”


Para saber mais:


Marina fala sobre prioridade na educação

Tags: educação, governo, marina, prioridade, profissionalização

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Acredito que a valorização do profissional da Educação seja o caminho para reestruturarmos a Educação, contudo é importante priorizar a faixa da Educação que conseguirá, a longo prazo, reverter a situação social brasileira. Hoje recebi por e-mail, mais uma vez, as "pérolas do ENEM", onde podemos observar claramente que o Governo Brasileiro tem investidol mal na Educação. Criou-se uma massa analfabeta funcional, que não sabe discernir o que lê e consequentemente não se expressa de maneira devida e não se faz "entender" portanto.
Muito me preocupa ver os focos voltados para a "Educação profissional", "Ensino Superior" e na Educação básica o total descaso pelo porcesso de aprendizagem. A aprovação automática que fez uma geração inteira chegar ao Nível Médio sem ter capacidade crítica, o que realmente torna um indivíduo um ser social ativo.
Preocupa-me muito saber que as crianças, adolescentes e jovens não tem mais a capacidade de ler um bom livro, de ir ao teatro ou simplesmente apreciar uma boa muscia. Não faço apologia contra nada ou contra a qualquer estilo artístico, contudo seria mais proveitoso ver nossas crianças discutindo (e saberem o que é) a percepção estética do Abaporu do que contando quantos "créus" consegue chegar ao rebolar o seu corpo.
Concordo com o incentivo salarial dos Professores Brasileiros, pois realmente é uma vergonha encontrarmos Estados com o piso abaixo de R$1.000,00 ainda, mas só isso não é o suficiente, é preciso cuidar também do nosso bem mais precioso que são as crianças e sua educação. Ter o comprometimento do Estado pela figura do Professor, mas buscar também o compremetimento da Família que muitas vezes reclama quando seu filho tira uma nota ruim em um trabalho ou prova... onde vamos parar??? Precisamos Sim Marina, e por isto meu voto é seu, cuidar bem do meio em que vivemos mas também da Educação.
Caros coordenadores de campanha, Marina precisa direcionar um discurso e esse apelo aos professores, Marina Silva professora e futura presidente. O que mais se vê em nossa realidade é professor adoentado devido ao ritmo de trabalho impulsionado à desvalorização e o desencantamento com a profissão, reclamações são comuns. Não que não gostamos do que fazemos, mas porque nos sentimos fracos diante de tanto descaso. Ora se reclamamos e não vemos mudanças efetivas, por que não eleger mais do que uma ambientalista, mas uma professora que sem dúvida precisará priorizar a educação se quiser construir o Brasil sustentável pelo qual ela luta. Direcione, Marina, seu pedido aos educadores. Quem sabe conseguirá mais uma vitória: unir nossa classe em prol de uma luta justa. Eu sou + 1.
Caríssima Marina, espero que você, em especial por todo seu passado e luta pela sua formação escolar e como professora, compreenda que sem a valorização do profissional de educação o alunado não acreditará que a educação valha realmente a pena. Os(As) professores(as) do ensino básico estão vivendo na penúria e indignidade, uma vergonha inominável em nosso país e que passa pela insensibilidade geral de vários governos dos Estados-membros e da União. No RS o salário inicial por 20h é de R$336,00. Neste país salário de professor é visto apenas como custo, e não como investimento, nessa linguagem comum econômica. Três coisas imediatas são fundamentais para suplantar o estado atual de se encontra a educação: 1) valorizar o professorado, 2) valorizar o professorado, 3) valorizar o professorado. O capital humano é que importa nessa vida e inclusive na educação. Depois de valorizado o capital humano, pode-se discutir tudo o mais que está implicado no processo pedagógico e que precisa também ser aprimorado. Recupere primeiramente o ensino básico, em primeiro lugar a dignidade do exercício profissional do(a) professor(a) e depois tudo que está implicado nele. Não tenho dúvidas que a partir daí começará a forjar-se novas gerações de jovens mais inteligentes e perceptivos para o estudo e a importância de sua formação educacional para atuar na realidade que o cerca. O ensino superior irá se beneficiar muito recebendo um alunado que entende o valor da educação para a vida, e muito mais culto e inteligente para refletir a realidade social brasileira e suas demandas. Do jeito que está, nada parece valer a pena neste país e o pior é que a acomodação nesse estado de coisas é a regra geral (presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores e mesmo parcela significativa da sociedade civil organizada), a não ser nos discursos. Por fim, particularmente, não vejo porque um(a) professor(a) doutor(a) neste país deva ganhar menos no ensino básico do que o mesmo profissional no ensino superior. Grande Abraço!
ADILSON TAVARES - BELÉM-PARÁ
Acredito na valorização do profissional da educação como um estímulo ao seu trabalho no dia-a-a-dia. Uma das sugestões, seria o professor possuir uma carga horária conciliável para cumprir suas obrigações com satisfação, sem ter de sair às 6:00 da manhã e retornar somente às 10:00 da noite. Assim o professor poderá, na própria escola, elaborar, planejar para que suas atividades escolares tenham mais interesse por parte dos discentes. Eu acredito neste País, por isso Marina, voto em você. Um grande abraço e vamos ao 2º turno.

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