Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Educação de qualidade
Como?
Valorizando profissionais da educação
*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.

Talvez um dos mais difíceis, mas sem dúvida dos mais necessários, é o ofício da educação. Alvos de inúmeras críticas, certamente pelas enormes expectativas, educadoras e educadores são desafiados cotidianamente pelas condições de trabalho e tem quase nenhum reconhecimento. Difícil pensar que queremos educação de qualidade sem que haja a devida valorização de quem a faz existir. Mas quais são os elementos dessa necessária valorização?
Reconhecer o papel e a função social desempenhada por um professor é o primeiro passo, mas isso se dará efetivamente com o reposicionamento da própria escola. Se o adestramento intelectual continua como meta e não a formação para a vida, o descrédito toma conta da profissão. Até porque o acesso a informações é amplo e irrestrito, diferentemente de séculos, para não dizer anos atrás. Assim, se o conjunto de profissionais da educação se perceber de maneira distinta, a sociedade poderá rever e valorizar o propósito da profissão.
Evidentemente não será apenas o reconhecimento que trará valorização, mas aliado a ele teremos as melhorias salariais e das condições de trabalho. É muito recente a instituição de um piso salarial nacional para professores. Sabemos que o valor, hoje em R$ 1.024, não incentiva a ação de profissionais de excelência. No entanto, na realidade nacional, nem este mínimo é praticado. Assim, a garantia da execução do piso é parte das necessárias melhorias.
Em paralelo aos incentivos salarais, será de grande valia o oferecimento das condições para o processo de desenvolvimento de atividades educativas. Quantas vezes o profissional mal remunerado, mas com idealismo nas veias, destina parte de seu salário para a compra de materiais básicos para seu trabalho? Assim, parte da valorização passa pela provisão da infra-estrutura e dos materiais que permitam a inventividade no processo de ensino.
Para que essa tão necessária criatividade exista precisamos também fortalecer estratégias de formação, inclusive para que profissionais da educação revejam seus papéis e possam se adaptar às necessidades que a sociedade apresenta. Uma alternativa pode ser resgatar o papel da coordenação pedagógica na formação continuada, como espaço para trocas e aprimoramento pessoal. Mas sem dúvida será necessário investimento massivo na qualificação profissional. Só para se ter uma ideia, hoje são 300mil professores sem graduação nas escolas brasileiras e o mesmo número atua em áreas diferentes das licenciaturas em que se formaram. Esses números são assustadores e com eles vemos o tamanho do desafio para que haja efetiva valorização profissional.
Por isso, Marina, em suas diretrizes de governo, diz que é necessário: “Garantir a mudança do quadro atual da educação, que deve passar por um resgate do reconhecimento e respeito da importância social dos profissionais da educação, envolvendo não só gestores, diretores, professores, mas também bibliotecários, inspetores e serventes. Promover o aumento e o cumprimento do piso salarial dos profissionais, investir na melhoria das condições de trabalho e dos planos de carreira, assim como fortalecer programas de formação inicial e continuada adequados e de qualidade. Estabelecer rede digital de compartilhamento de experiências e construção coletiva do conhecimento e garantir o acesso a computador e Internet aos professores.”
Para saber mais:
Tags: educação, governo, marina, prioridade, profissionalização
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Permalink Responder até RENATO COSME DE CARVALHO SANTOS em 30 agosto 2010 at 15:21
Permalink Responder até Renato Mata em 30 agosto 2010 at 16:28
Permalink Responder até William Smith Kaku em 30 agosto 2010 at 18:06
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