Movimento Marina Silva

Qual o Brasil que queremos?


1.FBrasil com proteção social integrada e universal


Como?


Universalizando a atenção básica à saúde



Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.


A proposição universal é aquela que tem caráter geral, comum a tod@s. Assim, falar de universalização da atenção básica à saúde é próximo a falar na garantia do direito à saúde. Como o sistema de saúde pode se estender a tod@s? Quais são as estratégias para organização e articulação de ações que efetivem o direito à saúde?

No campo da atenção básica à saúde, destacam-se no Brasil os programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. Neles o atendimento é territorializado, permitindo aos agentes o estabelecimento de vínculo com os pacientes. Isso gera confiança para que os profissionais de saúde estimulem mudança de hábitos e oportuniza um atendimento que observa a integralidade das condições de vida das pessoas.

Atenção básica ou atendimento primário é o contato inicial com o sistema de saúde, por isso a necessidade da aproximação com o local onde as pessoas vivem. Nesse sentido, os programas em curso no Brasil devem ser fortalecidos, inclusive com a melhoria das unidades básicas ou postos de saúde, para que o atendimento de qualidade seja continuado e resolutivo, ou seja, não cabe apenas triagem para atendimento especializado em outras unidades.

Da mesma forma, para a garantia do direito à saúde precisamos de proatividade e não apenas reação às demandas. Quando falamos de atenção básica, estamos entendendo ações descentralizadas de equipes multidisciplinares com foco em educação em saúde, nutrição adequada, cuidados materno-infantis, imunizações, prevenção e controle de doenças endêmicas, bem como na provisão de medicamentos essenciais.

Veja como Marina aborda o tema em suas diretrizes de governo: “Ter a Atenção Básica como eixo estruturante da organização e articulação de ações e recursos. Fortalecer e aprimorar o Programa da Saúde na Família, visando estimular seu potencial humanizador do cuidado no atendimento, assim como promover a formação de profissionais de saúde nesse sentido, com prioridade para médicos generalistas, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários. Promover a alimentação saudável, com a inserção dos profissionais de nutrição nas equipes de apoio do PSF/Unidades Básicas de Saúde. Investir em tecnologia da informação e comunicação para modernizar o trabalho das equipes do PSF junto aos indivíduos, famílias e comunidades.”

A atenção básica como estratégia parece consolidar a promoção da saúde e a prevenção de riscos e doenças, oferecendo também oportunidade de qualificar a assistência. Para efetivá-la temos muitos desafios, entre eles, qualificar a rede já existente com readequação estrutural e incentivo à formação permanente dos profissionais envolvidos. Temos um caminho já trilhado que precisa ser continuado. Afinal, no Brasil que queremos garantiremos o direito à saúde, por meio de ações como a universalização da atenção básica ou continuaremos subsidiando a medicina suplementar que cristaliza desigualdades sociais?


Para saber mais:

Tags: programa, saúde

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Respostas a este tópico

A tentativa de implantação do modelo de atenção básica à saúde está sendo bem sucedida no Brasil?

Nos lugares que conheci de perto, o modelo assistencialista, curativo, tem apelo de todas as classes sociais - e talvez menos das classes mais esclarecidas.

Quanto nosso modelo de consumo de bens e serviços induz a comunidade menos esclarecida, e mais densamente representada, ao consumo imediatista da assistencia curativa, em desprestígio ao modelo de prevenção?

O currículo escolar deve ser construído de modo a envolver desde cedo o indivíduo nesta perspectiva preventiva? Um modelo não multidisciplinar teria sucesso?

Talvez o único lugar em que eu acredite em "mutirões" seria este: um mutirão da informação, Estado-Induzida, com assediamento neocultural intensivo mas não ostensivo, não impositivo, para um despertamento social ema que a comunidade se veja - e possa desejar a prevenção.
IRMÃO, A QUESTÃO PRIMORDIAL CONTINUA SENDO A EMENDA CONSTITUCIONAL - Nº 29.
HÁ 10 ANOS, RODANDO POR AÍ. A XIV CONFERENCIA DE SAÚDE DEVE TER COMO EIXO ÚNICO A EC-29.PARA QUE POSSAMOS IMPLANTAR O CONTROLE SOCIAL E COMEÇAR A MOSTRAR E DAR VISIBILIDADE AO PRINCÍPIO DE RESOLUTIVIDADE. É ESTE O CAMINHO.

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