Movimento Marina Silva

Um Movimento para muitos Movimentos - sobre o futuro deste site

No primeiro semestre deste ano discutimos o futuro do site do Movimento Marina Silva em fóruns e no Encontro Re-Criativo, realizado no mês de março, em São Paulo.

O site foi criado em 2009. Seu objetivo: promover a organização autogestionária de militantes por uma nova civilização, colocando em prática um novo jeito de fazer política e tendo como estratégia central a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, foi plenamente cumprido. 

Aqui reunimos 46 mil pessoas que se inspiraram nos ideais liderados por Marina Silva e em um outro jeito de fazer política, espontâneo, criativo, sincero. Aqui, sonhamos juntos com um outro Brasil, capaz de enfrentar os desafios do século XXI.

A sociedade brasileira entendeu o que Marina Silva representa. Marina obteve mais de 19 milhões de votos nas eleições de 2010. A política brasileira já não é mais a mesma...

 

É tempo de nos Re-organizarmos

Dos debates realizados por membros do Movimento Marina Silva, algo forte emergiu: o sentimento de que pertencemos a um processo mais amplo, em construção, que alguns nomeiam de "novo campo político".

O site do Movimento Marina Silva  cumpriu um importante papel ao possibilitar o encontro de pessoas que acreditam em uma nova política e em um Brasil justo e sustentável.

No entanto, para potencializar o movimento que iniciamos, para que ele possa gerar novas iniciativas, novas mobilizações, em torno de novas causas, este site passará por uma fase de transformação.

 

As funcionalidades desta plataforma serão “congeladas” no dia 3 de outubro de 2011

A partir desta data, o site atual será mantido apenas como registro de memória do que aconteceu.

Isso não significa o fim do movimento. O movimento não se encerra nesta plataforma. Ele é muito maior, e tem que ser.

Diversas iniciativas para a continuidade deste processo politico têm sido discutidas desde o Encontro Re-Criativo, quando Marina Silva anunciou: agora, eu sou mais uma.

Por meio de grupos e fóruns deste site, bem como por outras plataformas, pessoas estão organizando:

  • o grupo +1 pela Reforma Política;
  • ações contra as alterações no Código Florestal e a Usina de Belo Monte;
  • articulações para a Rio +20, que acontecerá em 2012;
  • uma nova plataforma para as Casas de Marina, que terão seu papel re-significado para se tornarem pólos de cidadania;
  • a criação de uma Escola de Ativismo e
  • a transição para o Movimento +1, que quer reunir pessoas em prol da luta democrática pelo Desenvolvimento Sustentável.
  • o grupo Sustentabilidade e Cidadania no facebook

 

O site do Movimento Marina Silva não será o espaço de desenvolvimento destas iniciativas, mas apenas o local para iniciar as conversas e fazer a transição para as outras plataformas.

 

Este fórum tem o objetivo de possibilitar o debate para nossa Re-organização

Aqui poderemos divulgar as diversas iniciativas que surgiram e surgirão até o dia 3 de outubro.

Com isso, encerraremos um ciclo. A expectativa é de que outros processos virão, mais poderosos e criativos do que o que vivemos no passado. Encerrar um ciclo é abrir espaço para o que virá, num movimento que leva a outros movimentos.

 

E então, vamos semear novos campos?

Exibições: 264

Responder esta

Respostas a este tópico

Vamoaeee  transição para o Movimento +1, que quer reunir pessoas em prol da luta democrática pelo Desenvolvimento Sustentável. Vamoaeee na transposição dos Marineiros para o Movimento +1!!!

 

.

 

Caro “Movimento”, e demais caros todos

 

Sempre é tempo de reflexões e decisões.

 

Venho propor uma revisão desta decisão de “congelar” esta Rede.

 

A Proposta, auto-explicativa, é que este site seja rebatizado de Movimento Nova Política, seja talvez feito um “Recadastramento”, e nele sejam instituídos os “Coletivos” de estruturação do Movimento.

 

Porque não ?

 

Afinal, não é uma ruptura, é uma continuidade mesmo, que vai se transformando...

 

Por favor, que haja esta ponderação...

 

Abs

 

Acauã

 

.

E então, vamos semear novos campos?

 

VAMOS!

Bom, acredito que em primeiro lugar devemos fazer uma minuciosa análise de como ficaria esse movimento. Faríamos um movimento seccionado pelos estados, ou unificado? Sabe, senti falta do Movimento Marina Silva aqe no estado de MS, o movimento aqe foi estático, não produziu muito efeito como em outros estados. Em primeiro lugar, para discutirmos a reestruturação, uma reforma no movimento, precisamos, por parte dos próprios idealizadores, o pontapé inicial, para aí sim discutirmos melhor. Grande abraço!

Todos os governos que passaram pelo Brasil até hoje, trabalharam para as oligarquias,para as classes burquesas, para os industriais e seus aliados intenacionais, nunca foi realizado de fato um projeto a nivel nacional que eleva-se o padrão moral,cultural e ético do povo brasileiro e que tambem fosse permitido aquelas camadas mais sacrificadas da população que tivessem a oportunidade de elevar seu padrão de vida, e o resultado e que hoje somos uma sociedade inculta, a qual não consegue preservar a sua maior riqueza que são os nossos recursos naturais.

 

Sergio Selister

  • "Marina Silva, um conceito ético na política brasileira"

Em primeiro lugar, eu gostaria de saber se a ex-senadora Marina Silva está bem acomodada no PV? Esse é o ponto chave do nosso movimento prol Marina. 

Se ela estiver bem, partidariamente falando, vamos prosseguir com o nosso movimento. Claro, promovendo as reformas que se fizerem necessárias.

Podemos lançar um novo desafio: "quem não puder vir sozinho, que venha acompanhado" Essa é uma forma que poderá arregimentar muito mais admiradores.

Agora, se ela estiver insegura, sugiro a instituição de uma nova agremiação partidária. Uma agremiação capaz de agregar todas as idéias e seus respectivos autores.

Não tenho dúvidas, nós formaremos quórum suficiente para formarmos á dita agremiação partidária. Agora, não sei se há tempoa hábil para tal.

Bom, ficamos por aqui. Espero ter contribuído com a minha ínfima participação.

Saudações prol Marina!!!

Prof. Josias Rodrigues Lima

Ambientalista    

 

  

 

Olá Josias, Marina já avisou que criará um novo partido. Ela sai do PV  junto com diversas pessoas de renome. A questão é que ela criará esse partido em 2013 para as eleições de 2014. Por enquanto ela apoiará de fora candidaturas dentro do PV. Mas o partido mesmo só em 2013. Acredito que um novo movimento deva ser criado e ele deve segui-la independente do partido. Penso que esse movimento deve apoiar políticos que queiram fazer política de forma diferente, aliados com os cidadãos, e não com um partido em específico. Abraço.
Um novo tempo começa a surgir..temos que preparar estratégias para divulgar não um partido, mas as idéais da boa política que Marna Silva fez e com certeza continuará fazendo. Vamos simboraaaaa marineiros...

 

Uma revolução democrática está no ar! 

http://nucleo-politica-e-verdade.blogspot.com/2011/07/uma-revolucao...

 

 

Segue carta de desfiliação de Mauricio Brusadin. No próximo comentário, meu posicionamento, em resposta a Brusadin (publicada no site):

 

Novos Caminhos, Novos Horizontes

(6/7/2011, Transição Democrática)

” Um poder que se serve ao invés de servir, é um poder que não serve” Mário Sérgio Cortella

Acabo de entregar minha desfiliação do Partido Verde após 18 anos de trabalho incessante, recheado de muitas alegrias, angústias e algumas tristezas. É uma decisão que jamais pensei um dia tomar. Nesse momento, não posso dizer que é esse o desfecho com o qual sonhava, mas quando minha alma perde o desejo de continuar, é inútil o corpo permanecer lutando.
Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira atitude que tomei logo após pegar meu Título de eleitor: filiar-me ao PV. Daquele momento em diante acho que não teve um dia sequer de minha vida que não tenha pensado, falado ou discutido sobre a Política e o Partido, todas as minhas energias sempre estiveram voltadas para fazer de minha luta política uma trincheira do PV. Nele fiz meus melhores amigos, vivi minhas maiores alegrias, vivenciei minhas mais deliciosas vitórias e as mais tristes derrotas.
Muitos devem estar pensando que esta atitude se deve, em especial, às atitudes autoritárias tomadas pelo Presidente Nacional.É evidente que estas mesmas se tornaram uma variável importante para esta decisão, afinal onde não se tem liberdade para expressar o que se pensa, realmente as condições de convivência se tornam insuportáveis, mas somado a este fato, o que me força a tomar tal decisão está ligado à Crise de Intermediação por que passam os Partidos Políticos.
A crise no PV se insere no processo mais geral de declínio da importância dos partidos políticos os quais deixaram de ser mecanismos vivos, eficientes e legítimos de intermediação política. O pano de fundo deste debate é um processo de despolitização da política que acarreta uma crise de representação.
Uma política despolitizada, que se galvanizou num conjunto de pequenos arranjos, negociatas e com os militantes dos partidos à margem desse processo, é um mecanismo que funciona a serviço da conquista e da preservação de posições de poder.
Esta “crise da democracia” é visível quando avaliamos o declínio das relações de identificação entre representantes e representados que acredito culminará na mudança para um novo modelo político.
Deixaremos o velho modelo intermediado pelos Partidos, para a democracia das mídias sociais. Os partidos já perderam o monopólio da Intermediação, não é por acaso que todas as recentes marchas (Liberdade, mulheres, gente diferenciada) aconteceram sem que nenhum partido as mobilizasse, elas foram espontâneas.
Se olharmos a fundo as praças da Espanha, da Grécia, do Egito e de todos os outros movimentos que nasceram recentemente, perceberemos que o que os diferencia é o fato de não aceitarem “atravessadores” de suas demandas, eles querem se comunicar direto, sem intermediários, e isso nos mostra que os partidos deixaram de ser instrumentos para a canalização das principais demandas da humanidade.
Isso acontece principalmente porque os partidos se transformaram em “escritórios eleitorais” . Um pequeno grupo de burocrata comanda todos os filiados, a mobilização partidária só existe durante os períodos eleitorais, de preferência somente no dia da eleição, como já foi dito.
Temos partidos sem participantes, onde quem manda é o cacique, o dono da legenda, o comandante que decide o rumo coletivo baseado nos seus interesses pessoais. As bandeiras, a ideologia, o programa, nesse contexto, viraram instrumentos de “marketing”, e o que se propõe para a sociedade não se exercita internamente, a isso chamamos de fraude.
Nesses últimos meses, juntos com Marina fizemos um esforço descomunal para acelerar as mudanças internas de que o PV tanto precisa, pois é inadmissível um Partido com a plataforma para o século XXI ter instrumentos internos do século passado.
Acreditávamos que poderíamos ser a ferramenta nas mãos destas novas demandas, mas infelizmente interesses menores estão à frente destes desejos. Imaginar em plena revolução digital, quando os jovens opinam sobre tudo, que os filiados do PV não têm direito a voto, é um obscurantismo total e, para piorar o quadro, aqueles que colocam a cabeça para fora e manifestam sua opinião são expurgados.
Vivemos internamente uma cultura do medo, muitos pensam e desejam essas mudanças, porém a caneta opressora silencia as vozes de muita gente que quer e sonha com um Partido mais democrático, protagonista que não fica refém de qualquer governo, que não é um satélite que gravita em torno dos grandes partidos para ter acesso aos fundos públicos. Sei que muitos continuarão lutando e respeito a estratégia adotada, pois precisamos ser compreensivos com aqueles que, criticamente, irão permanecer sonhando que o PV um dia deixe de ser uma legenda e passe a ser um Partido. Para todos estes desejo boa sorte e tenho a certeza de que no futuro estaremos juntos novamente.
Quanto aos novos caminhos, gostaria de convidar a todos que ainda acreditam em utopias para participarem deste novo movimento que emergirá deste processo. O debate permanece aberto: o código florestal, as cidades sustentáveis, o perverso sistema eleitoral, a desigualdade social, a falta de investimento em capital humano e todos os dilemas que, apesar do avanço dos últimos dezesseis anos, ainda afligem boa parte dos cidadãos brasileiros.
Nesta semana voltei a ler “Os donos do Poder”, de Raymundo Faoro e, a cada página, percebia a sua atualidade, pois em nosso País uma minoria determina as peças orçamentárias, os percentuais de corrupção que tanto assolam as licitações e colocam em funcionamento as velhas máquinas partidárias que ainda funcionam a vapor e, conscientemente, trocaram os sonhos da militância pelo “doce” sabor do capital. Todos aqueles que desejam reaproximar a vida real desse Universo paralelo em que se tornou o mundo da política com o famoso toma lá da cá, tão desideologizado, participem, embarquem nessa grande nave movida à energia solar, plugada numa organização em rede, navegando nas ondas líquidas da era digital, onde o respeito, a diversidade, a pluralidade e a generosidade são valores inegociáveis.
Novas perguntas exigem novas respostas, seguiremos com o olhar no horizonte e com o desejo voltado ao sentimento de que ainda precisamos democratizar a democracia.
Um forte abraço
Maurício Brusadin

 

 

A seguir, meu posicionamento, em resposta publicada no site Transição Democrática:

 

Em solidariedade aos que lutaram pela democratização do PV, Brusadin e Marina em especial, e por convicção de que o novo movimento político (futuro partido político, numa nova moldagem participativa) inaugurará uma nova e, permitam-me o adjetivo, revolucionária experiência de intervenção democrática nos assuntos públicos, alicerçada num dado projeto de sociedade (programa), resolvo igualmente desfiliar-me do PV para ser +1 neste processo.

Estamos juntos, Brusadin!

 

 

 Em  - Transmissão ao vivo Encontro da Nova Política. ( live on)

 

RSS

© 2012   Criado por Movimento.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço