Movimento Marina Silva

Qual o Brasil que queremos?


1.       Brasil com Educação de qualidade


Como?


Reorientando o conhecimento


*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.




Quem já ouviu a expressão “tarefa tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro”, sabe bem o que é encontrar conhecimento em um amontado de informações. Na atualidade é comum falarem que vivemos na sociedade do conhecimento, mas não seria na era da informação? Nunca foi tão fácil receber dados de diferentes ordens de fontes tão distintas, mas será que há proatividade para a geração de conhecimentos por quem é receptor de informações?


A recepção de dados oportuniza ao sujeito compreendê-los, ou seja, a pessoa com repertório cognitivo suficiente transforma representações simbólicas em informações. No entanto, para transformar informação em conhecimento é necessária a interação do indivíduo com a informação para a atribuição de significado. O ato de conhecer ou aprender nunca é passivo, como pode vir a ser a recepção de informações. Nesse sentido, talvez seja justamente no ponto da geração do conhecimento que a escola deva se ocupar.


Foi o tempo da educação bancária, aquela em que estudantes eram encarad@s como depósitos para informações. Não faz sentido considerar a pessoa como repositório de informação, tendo em vista a possibilidade de acesso a banco de dados infinitos. Uma educação criativa que considere a pessoa como fonte de conhecimento e dê espaço para o desenvolvimento de habilidades relacionadas aos desafios do viver faz mais sentido e deve ser almejada por tod@s.


Ainda no século passado a Unesco, com sua Comissão Internacional sobre a Educação do Século XXI, traçou quatro pilares que reorientam o papel da educação: aprender a conhecer, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a ser. Assim, o desenvolvimento da capacidade intelectual de estudantes deve estar aliado a princípios e práticas de convivência e desenvolvimento humanos.


Em consonância com esta perspectiva, Marina aponta, em suas diretrizes de governo, que: “É preciso reorientar o conhecimento e os modos de organização da escola e as demais instâncias educadoras da sociedade, considerando-se como eixos centrais: a educação científica, as questões socioambientais, a diversidade cultural e as tecnologias digitais, que se tornam cada vez mais dinâmicas por meio das redes sociais.”


Isso não significa apenas incluir no currículo das disciplinas científicas temas transversais que tratem de questões socioambientais, ou seja, não basta contextualizar os conteúdos. A palavra-chave parece ser “reorientar”. O Brasil que queremos emergirá de uma educação que considere a justiça social e a sustentabilidade como pautas, mas em especial de práticas educativas que fortaleçam o ser humano em todas as suas dimensões, tornando factível a tarefa de encontrar conhecimento numa pilha de informações.


Para saber mais:


Tags: conhecimento, educacao, governo, marina

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Fantástico...

Essa é uma visão MODERNA de educação.
Melhoria de educação não se faz com CRIAÇÃO DE ESCOLAS TÉCNICAS ou UNIVERSIDADES FEDERAIS, o maior problema da EDUCAÇÃO NACIONAL está na estimulação do processo educativo, em especial a partir do 4º ano. É a fase onde a criança começa a se dispersar da ESCOLA por aderir a outros conhecimentos. Precisamos CANALIZAR as energias de nossas crianças para que possamos desenvolver CIDADÃOs com a capacidade de analisar CRITICAMENTE as coisas boas e ruins de nossa sociedade e ESTIMULA-LOS a seguir o melhor caminho sem ABANDONÁ-los no meio do processo.

Acredito que A ESCOLA deve ser o lugar MAIS PRAZEROSO para uma criança e não um PRESÍDIO educacional. Temos que fazer de nossas escolas, verdadeiros parques de diversão e conhecimento rompendo com OS MUROS QUE A CERCAM.
Fernando,

Será que escolas técnicas e universidades são excludentes à reorientação do conhecimento no ensino fundamental? E como podemos romper esses muros que cercam as escolas na atualidade? Conhece alguma experiência que queira partilhar?
Bela defesa de um novo modelo de educação!
Como poderíamos, em termos mais concretos, começar essa "reorientação"?
Lucas, que tal desenhando a pauta de ensino-aprendizagem com @s própri@s estudantes, a partir de seus interesses, saberes e necessidades?
Fico feliz de ver que temos muita gente sintonizada com a essência dos problemas de nossa geração, de nossa gente, do Brasil que queremos. Sinto em tudo isso amor pelos brasileiros.

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