Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Educação de qualidade
Como?
Reorientando o conhecimento

Quem já ouviu a expressão “tarefa tão difícil quanto achar uma agulha no palheiro”, sabe bem o que é encontrar conhecimento em um amontado de informações. Na atualidade é comum falarem que vivemos na sociedade do conhecimento, mas não seria na era da informação? Nunca foi tão fácil receber dados de diferentes ordens de fontes tão distintas, mas será que há proatividade para a geração de conhecimentos por quem é receptor de informações?
A recepção de dados oportuniza ao sujeito compreendê-los, ou seja, a pessoa com repertório cognitivo suficiente transforma representações simbólicas em informações. No entanto, para transformar informação em conhecimento é necessária a interação do indivíduo com a informação para a atribuição de significado. O ato de conhecer ou aprender nunca é passivo, como pode vir a ser a recepção de informações. Nesse sentido, talvez seja justamente no ponto da geração do conhecimento que a escola deva se ocupar.
Foi o tempo da educação bancária, aquela em que estudantes eram encarad@s como depósitos para informações. Não faz sentido considerar a pessoa como repositório de informação, tendo em vista a possibilidade de acesso a banco de dados infinitos. Uma educação criativa que considere a pessoa como fonte de conhecimento e dê espaço para o desenvolvimento de habilidades relacionadas aos desafios do viver faz mais sentido e deve ser almejada por tod@s.
Ainda no século passado a Unesco, com sua Comissão Internacional sobre a Educação do Século XXI, traçou quatro pilares que reorientam o papel da educação: aprender a conhecer, aprender a conviver, aprender a fazer e aprender a ser. Assim, o desenvolvimento da capacidade intelectual de estudantes deve estar aliado a princípios e práticas de convivência e desenvolvimento humanos.
Em consonância com esta perspectiva, Marina aponta, em suas diretrizes de governo, que: “É preciso reorientar o conhecimento e os modos de organização da escola e as demais instâncias educadoras da sociedade, considerando-se como eixos centrais: a educação científica, as questões socioambientais, a diversidade cultural e as tecnologias digitais, que se tornam cada vez mais dinâmicas por meio das redes sociais.”
Isso não significa apenas incluir no currículo das disciplinas científicas temas transversais que tratem de questões socioambientais, ou seja, não basta contextualizar os conteúdos. A palavra-chave parece ser “reorientar”. O Brasil que queremos emergirá de uma educação que considere a justiça social e a sustentabilidade como pautas, mas em especial de práticas educativas que fortaleçam o ser humano em todas as suas dimensões, tornando factível a tarefa de encontrar conhecimento numa pilha de informações.
Para saber mais:
Tags: conhecimento, educacao, governo, marina
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Permalink Responder até Fernando Cássio Orso Alves em 26 agosto 2010 at 12:41
Permalink Responder até Clóvis Henrique em 28 agosto 2010 at 0:33
Permalink Responder até Lucas Coelho Brandão em 27 agosto 2010 at 11:49
Permalink Responder até Clóvis Henrique em 28 agosto 2010 at 0:29
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