Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Economia sustentável
Como?
Remodelando a matriz energética
A energia, na física, é capacidade para realizar trabalho, um requisito para se produzir uma atividade. Em seres vivos, a energia é proveniente de alimentos e pelo metabolismo transforma-se para ser utilizada no trabalho biológico. No organismo social, a execução de diferentes atividades também exige uso energético. Cabe ao organismo saudável, observando as pontencialidades de seu contexto, buscar a diversificação de suas fontes de energia. E porque não falarmos que o organismo social consciente precisa pensar no futuro ao optar pela maneira de alimentar suas atividades?
A forma de produção, distribuição e uso da energia compõe a chamada matriz energética. Diversificar as maneiras de geração para minimizar a dependência de apenas uma fonte de energia é uma ação evidentemente inteligente. No entanto, cabe sempre a pergunta sobre o impacto gerado pela produção da energia. E também observarmos se o que define nossa ação no campo energético são demandas imediatas ou projetos que nos levem ao modelo de desenvolvimento desejado.
Uma economia sustentável deve considerar o modelo energético atual revendo a participação da geração de energia com uso de recursos não renováveis. Nos últimos anos, na contramão do potencial de nosso contexto, ampliamos a produção energética com termoelétricas e voltou à pauta a diversificação na produção com energia nuclear. É esse Brasil que queremos?
Mesmo considerada limpa, por ser de fonte renovável, a energia hidroelétrica traz um questionamento em si pelos impactos à biodiversidade e às comunidades próximas aos empreendimentos. Quando olharemos com seriedade para nosso potencial eólico, solar e de biomassa? Apenas quando a expansão das hidroelétricas não for mais possível? Não será tarde demais?
Veja o que dizem as diretrizes de governo de Marina: “Ampliar a diversificação nos projetos de geração, de forma que o país possa usar a complementaridade de diferentes fontes para a sustentabilidade da oferta de energia renovável. Entre essas fontes merecem destaque a eletricidade cogerada no processamento da cana-de-açúcar, advinda dos projetos eólicos de grande altura (acima de 80 metros) e dos sítios “offshore”, além dos projetos hidroelétricos já em andamento, como os do Rio Madeira. Os novos aproveitamentos hidroelétricos – principalmente da Bacia Amazônica – deverão ter sua avaliação ambiental estratégica e integrada amplamente divulgada e devidamente analisada a partir de suas audiências públicas.”
Qual será a escolha consciente de geração de energia para nosso organismo social? Como manteremos nossas atividades com os pés no presente e olhos no futuro?