Com certeza você já ouviu falar que o Brasil precisa de uma Reforma Política. É só pintar uma crise – mensalão do PT, mensalão do DEM, escândalo do Sarney... – e a receita parece ser a mesma: Reforma Política. Mas Reforma Política pode ser uma porção de coisa: reforma do processo eleitoral, reforma da relação do governo com o Congresso e com o Judiciário, moralização do serviço público, fim dos cargos em comissão, e por aí afora. Vamos tratar cada uma dessas coisas, lembrando sempre que o Brasil anda precisando de uma porção de reformas, a começar pela reforma da falta de vergonha na cara, que assola a vida pública e que parece ser a marca registrada de muito político brasileiro. Principalmente daqueles que fingem não saber que desenvolvimento sustentável exige defesa intransigente do meio-ambiente. Mas deixa isso pra lá!...
Na maioria das vezes, quando alguém fala ou escreve sobre Reforma Política o assunto é mesmo a questão eleitoral: financiamento de campanha, fidelidade partidária, coligações, número de deputados e senadores por Estado, quantidade de voto para alguém ser eleito deputado ou senador, tipo de voto (proporcional ou majoritário).
Antes de tratar dessa reforma (eleitoral) é preciso que as pessoas saibam que os partidos políticos divergem quanto ao que deve ser reformado e como algo deve ser mudado. nessa matéria, tanto faz ser progressista ou conservador: a posição de cada partido vai depender muito do que ele perde ou ganha com isso. É bom alguns exemplos: todo partido pequeno quer a existência de coligação porque com a coligação ele se junta a um partido maior ou mais popular e consegue eleger alguém; sem a coligação fica mais difícil. Todo partido pequeno não quer que seja exigido um número mínimo de votos dados ao partido para ele poder ter deputados na Câmara federal (cláusula de barreira). Todo partido que tem muito apoiador no meio empresarial quer que o financiamento da campanha possa ser feito pelas empresas e não apenas pelo dinheiro público. E assim por diante.
De cara, portanto, antes de dar seu palpite, é bom que você consiga saber qual a de cada partido político, para não sair dizendo besteira por aí ou fazendo papel de massa de manobra, isto é, papel de quem ouve o galo cantar e não sabe aonde. Tente por você mesmo descobrir o que PT, PV, PMDB. DEM, PSDB. PC do B, por exemplo, podem pensar de assuntos como os que listamos (coligações, cláusula de barreira, fidelidade partidária, financiamento de campanha, etc.). Esse é um bom exercício para quem quer pensar com a própria cabeça. Vá em frente nisso e depois, se tiver interesse pelo assunto, me escreva para a gente continuar aprendendo.
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Permalink Responder até Sandra Starling em 2 março 2010 at 17:06
Permalink Responder até Illimani de Moura em 4 março 2010 at 20:14

Permalink Responder até Illimani de Moura em 4 março 2010 at 20:18
Permalink Responder até Sandra Starling em 6 março 2010 at 11:02
Permalink Responder até Illimani de Moura em 8 março 2010 at 20:22
Permalink Responder até RUTH VIOTTI SALDANHA em 9 março 2010 at 12:59
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