Movimento Marina Silva


Já faz algum tempo que busco através de meu site http://ale.org.br e da coluna OUTRA POLÍTICA http://revistatrip.uol.com.br/revista/colunas/outra-politica - que assino mensalmente na revista TRIP - valores e conceitos que possam simbolizar um novo jeito de fazer política.


Acredito que essa discussão é fundamental para reaproximar as pessoas do debate político e criar um ambiente favorável para o surgimento de ideias arejadas e criação de novas políticas públicas.


A candidatura da Marina é a melhor oportunidade para mergulharmos nesse debate. Trata-se de um outro universo político, longe dos convencionalismos, da caretice e da sujeira que caracterizam a política atual.


Mas qual seria esse novo jeito, essa outra política? A reposta, na minha opinião, passa necessariamente por cinco questões iniciais:


1) A outra política é 100% transparente e deve usar todas as tecnologias e a internet para se expor ao máximo num grande big brother público.


2) Ela deve ser também acessível, informal e simples, ou seja, ao alcance de todos que queiram participar, sem burocracias e especialmente sem formalismos exagerados das “excelências” de plantão.


3) Deve também ter cabeça aberta para  novo, ou seja, captar todas as práticas e comportamentos da nova geração, como se pautar pela sustentabilidade, a economia criativa e a luta por diretos civis.


4) Deve olhar pro futuro, buscar a nova ordem mundial  da eficiência e do bem estar, se basear em valores, rompendo com os dogmas antigos da política convencional.


5) Deve ser baseada no voto de opinião, rompendo com a terrível prática dos currais eleitorais.


Fica o convite para nos aprofundarmos no tema. Muitos outros aspectos existem e compõe essa nova maneira de fazer política . O desafio é mostrar que existe vida inteligente, debate sério e saudável, para que muitos outros se interessem em participar.


Esse é só o começo! Vamos nessa!





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Respostas a este tópico

Resumindo, uma reforma política.
Boa iniciativa, caro Ale!
esta é sem dúvida uma discussão importantíssima, que irá diferenciar a candidatura da Marina, além de fundamentar a organização desse movimento.

Acrescentaria ao seu texto que um novo jeito de fazer política não se baseia mais nos princípios de organização de massa, mas se realiza com ações descentralizadas, organizadas em redes, balizadas não por doutrinas, mas por valores éticos. A transparência das informações, assim como a democratização dos meios de comunicação são elementos fundamentais nesse processo.

Seguimos!
Prezado Enrico:
Concordo plenamente com o seu pensamento e, por óbvio, com o do ALE. Como advogado, não posso deixar de lembrar a todos os componentes deste Movimento (os que já sabem, me perdoem ensinar padre-nosso a vigário) que a nossa Constituição Federal de 1988, apelidada de “Constituição Cidadã”, tem no seu elenco o artigo 5º, cujo inciso LXXIII garante a QUALQUER CIDADÃO, independente da posição social em que se encontre, o sagrado direito de “propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência”. Estou à vontade para fazer o comentário porque sou autor de dezenas de ações populares questionando a chamada “privatização” da Companhia Vale do Rio Doce (a CVRD tradicional, não a "vale" transnacionalizada), em causa própria e como patrono de diversas pessoas.
A respeito disso, ante o silêncio ensurdecedor da mídia em geral sobre o assunto, resolvi abrir um Blog (o MUÇUNGÃO, endereço http://www.alafin.zip.net) que convido a todos visitar, chamando atenção neste momento para o artigo 150, escrito em 01/04/2009, onde destaquei um aspecto muito pertinente a essa proposta de novo jeito de fazer Política. A nossa presidente Marina falou, recentemente, em se fazer Política com "P" maiúsculos e eu tinha escrito no meu artigo: (...) a posse do presidente dos Estados Unidos da América do Norte, BARACK OBAMA, (...) despertou esgares de ironia mundo afora pela “excentricidade” de repetir o juramento de posse, porque gaguejou no dia programado. Ninguém parece ter se preocupado com o significado de boa ética pública do replay ianque, sugerindo uma mudança nos maus hábitos de políticos do mundo inteiro.
No Brasil, a maior perplexidade do MUÇUNGÃO é que, o episódio histórico constrangedor da prodigalidade feita com o patrimônio malbaratado da CVRD/”Vale”, foi provocado por uma proposta emparceirada de um ministro de Estado na época (José Serra), que se prepara atualmente para concorrer à Presidência da República, como provável sucessor de dois presidentes (FHC e LULA), que juraram em falso, sem gaguejar, o compromisso institucional estabelecido no artigo 78 da Constituição da República Federativa do Brasil. E nenhum representante eleito ou mesmo algum veículo de comunicação brasileiro sequer especulou a possibilidade de impeachment (CRFB, artigo 85, inciso V), parecendo todos vítimas de um refenato moral, que desmoraliza o conceito brasileiro de Cidadania”.
Tenho toda confiança e esperança de que, chegando merecidamente ao Poder, a Senadora MARINA DA SILVA proferirá de boa-fé e cumprirá o juramento do artigo 78 da CF 1988. O Brasil todo merece isso!
Bom também deixarmos evidente que um novo modo de fazer política não aceita fisiologismos e pune severamente casos de corrupção. Todo servidor público, e aí estão incluídos os políticos eleitos, deve ter a clareza de que trabalha em benefício da coletividade e não em causa própria ou de qualquer partido.
Frase do Dalai Lama: "I believe that, fundamentally, human nature is positive, gentle;
therefore, the non-violent way is the human way."

Frase de Marina Silva no Rio de Janeiro no sábado, 6 de março:
"O Século 21 será o século do cuidado, da delicadeza."
Assim será: os partidos e governos não deixarão de existir, mas serão permeados pelas redes, que exercerão uma influência cada vez mais forte sobre todas as decisões políticas. Com a presença das redes, a transparência, a abertura, a participação se tornarão elementos cada vez mais presentes na democracia.
Não precisa ser tão esclarecido intelectualmente para saber q nossa politica precisa de uma remodelagem. Percebo uma forte descrença das pessoas referentes ao processo eleitoral e seu contexto, seja ela nacional, estadual ou regional. Essa desmotivação é principalmente ligada aos escandulos associado ao uso da maquina de maneira corrupta por grande parte de candidatos e/ou partidos. O q é mais preocupante nisso tudo q essa movimento tem ganhado notável generalidade. Por um lado entendo a grande massa, e por outro indago o nosso papel social e transformador, tão apagado nas pessoas atualmente.
Fazer politica, está sobretudo fazer a nossa diferença enquanto cidadão na comunidade em qual estamos inseridos. Mas fora de um discursso de carater filosofico. Refletindo sobre o novo jeito de fazer politica acredito q é preciso fundamentar o discursso do CAPITALISMO SUSTENTAVEL, interpretado como apoio sim aos AVANÇOS ECONOMICOS, porem com respeito ao MEIO AMBIENTE e as PESSOAS. Na tentativa de buscar esse equilibrio digamos economicamente socio-ambiental, podemos chegar numa sociedade mais prospera, digna e melhor de se viver!!!
O UNICO JEITO DE SE FAZER POLITICA É TENDO UMA VISÃO HOLISTICA, OU SEJA, UMA VISÃO SISTEMICA ONDE O HOMEM SEJA VISTO COMO PARTE INTEGRANTE E ATUANTE NO UNIVERSO E NÃO COMO ALGO ALHEIO. NÃO DA PRA GOVERNAR SE NÃO SE CONHECE OS ANSEIOS DO HOMEM E OS SISTEMAS DOS QUAIS ELE PARTICIPA.
A CHAVE PARA UMA SOCIEDADE PERFEITA É A INTERFERENCIA NOS SISTEMAS E PROCESSOS DE FORMA A SANA-LOS.
Acho que, no Brasil, o novo jeito de se fazer política é o que ainda não vimos: o honesto. Mais do que meio ambiente, mais do que sustentabilidade, creio que honestidade é o que todos desejamos. Lula e sua CORJA continuaram o velho jeito de fazer política: por meio da barganha, da ameaça, do caixa 2, dos 20% de propina, do mensalão, do apoio ao que há de mais corrupto, decadente e safado na política (RENAN, COLLOR, TEMER, SARNEY e CIA) e da compra descarada da imprensa e do afastamento nada sutil das vozes discordantes. Lula usa o seu carisma para manipular, mentir, enganar. E LULA quer que o povo tenha bolsa família, bolsa presídio, bolsa isso e bolsa aquilo... MAs educação de QUALIDADE, ele não quer para o povo. Por que será? Mantenha um povo na ignorância, no analfabetismo e vc o terá em suas mãos. Educação brasileira é só para índices oficiais: 90% na escola!!! E quantos por cento sabem ler um parágrafo e interpretá-lo??? O novo jeito de se fazer política deve ser o honesto. E o que invista em EDUCAÇÃO DECENTE, pois somente assim vc consegue emancipar uma pessoa. O pobre tem bolsa família, mas nunca passará no mesmo vestibular do rico, o pobre tem bolsa presídio, mas nunca será livre, o pobre tem tutela, mas não tem consciência crítica porque ela lhe é, sistematicamente, negada. Sem educação, o pobre sempre será pobre ou, no máximo, classe média baixa. O pobre fica feliz com a geladeira nova, mas não sabe que poderia ter muito mais se fosse educado...A segregação continua no governo Lula...
Paulo Vitor
Gostei disso! Fazer política de um jeito honesto! Isso é muito além do não fazer crimes, isso envolve a transparência já citada, o cuidado, a sinceridade, o respeito ao outro. Bacana.
BRANCO, PRETO E CINZAS :
Um cenário fictício para que cada um coloque sua resposta:
Um governante de um pais distante tem a possibilidade de atender a demanda de 10 mil pessoas carentes muito rapidamente (algumas à beira da morte). Ele está apto e com poder para decidir não somente fornecer provisões de 1ª necessidade como tb aprovar lei com vantagens duradouras para a consolidação da democracia no futuro.
Para isso ele se vê obrigado (para conseguir essa aprovação) a entregar determinado cargo a pessoa que é sabidamente desonesta. A decisão precisa ser rapida.
O que você decide?
Essa pergunta é falaciosa...e nem de perto representa a realidade de nosso país, onde um presidente com a popularidade do Lula tem quase que poderes imperiais. Se até o ITAMAR FRANCO, que pegou o país em situação complicadíssima, colocou ACM no chinelo, será que o LULA que, mal o u bem, pegou o país numa situação muito melhgor e com alta popularidade não teria capacidade de fazer alianças menos espúrias??? RENAN CALEHIROS??? SARNEY????

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