Movimento Marina Silva

Integrando políticas de saúde e melhoria da qualidade de vida

Qual o Brasil que queremos?


1.FBrasil com proteção social integrada e universal


Como?


Integrando políticas de saúde e melhoria da qualidade de vida



Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.



Melhor prevenir que remediar. Este é o típico conselho que todo mundo já escutou, mas no campo da saúde em muitas situações conjugamos mais o verbo remediar que o prevenir. São tantos os casos de conjugação desse verbo na primeira pessoa... Mas, automedicação à parte, o que precisamos refletir é se falar em saúde e pensar apenas em hospitais e medicamentos nos leva ao Brasil que queremos. A Organização Mundial da Saúde, desde 1948, traz uma definição ampliada de saúde: estado mais completo de bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, estamos falando de harmonia do indivíduo consigo mesmo e com seu meio. A saúde é vista não apenas como inexistência de enfermidade, mas como estado positivo que pode ser promovido e aperfeiçoado. Abrange, pois, aspectos biológicos e psicológicos, bem como fatores sociais e ambientais.

Nesta perspectiva, a assistência médica com ações ambulatoriais, hospitalares e farmacêuticas passa a ser um dos componentes do campo da saúde, não o único e nem necessariamente o mais importante. Em muitos casos, será mais benéfico para a saúde ter água potável e alimentos saudáveis do que contar com medicamentos e equipamentos sofisticados. Com isso não queremos prescindir da medicina, mas precisamos lembrar que além do tratamento e da reabilitação dos doentes é tarefa médica a prevenção de doenças e a promoção da saúde.

Se a saúde não se restringe à ausência de doença, também as políticas públicas de saúde não devem estar ali restritas. Estas devem ser capazes de atuar sobre os determinantes da saúde, incidindo inclusive sobre as condições de vida da população. Afinal, é sabido que as condições de alimentação, de higiene, de moradia, de trabalho, do meio ambiente e de lazer influenciam, para não dizer determinam, nosso estado de saúde. Desta forma, cabe pensarmos as políticas de saúde integradas a outras ações de melhoria da qualidade de vida.

Será possível desenvolver ações intersetoriais que promovam a saúde? No Brasil que queremos as políticas de habitação, saneamento, segurança alimentar e nutricional, esporte, educação e cultura estarão integradas para melhoria da qualidade de vida? Caberia incluir nesta integração as políticas de geração de trabalho e renda, de segurança e de transporte?

Veja o que diz o programa de governo de Marina: “Reorientar e integrar políticas setoriais capazes de promover a saúde e a melhoria da qualidade de vida, visando criar ambientes saudáveis, proteger as pessoas contra ameaças à saúde e possibilitar aos indivíduos, famílias e comunidades a expansão de suas liberdades, capacidades e oportunidades. Priorizar investimentos em programas e projetos para promoção da saúde e prevenção de doenças, apoiada por planos articulados com outros setores (educação, meio ambiente, etc.) para atuar nas causas e ir além das consequências. Ampliar a capacidade de prevenção da Vigilância Epidemiológica visando evitar o excesso de gastos em medicamentos. Promover articulação entre as três esferas de governo para atuação preventiva e combate à disseminação da dengue, hepatite e outras doenças.”

Na promoção da saúde o indivíduo assume responsabilidades por sua condição e percebe o quanto o seu estilo de vida traz ou não o bem-estar desejado. Mas quant@s brasileir@s temos o privilégio de poder escolher modos de vida geradores de saúde? Por isso, cabe ao Estado não apenas a recuperação, mas antes a promoção e a proteção da saúde com ações para a melhoria da qualidade de vida da população. Assim poderemos chegar à universalização do acesso aos serviços de saúde como parte da efetiva justiça social, sem que para tal apenas centros sofisticados de assistência à saúde estejam na pauta política ou que o verbo remediar seja de uso cotidiano.


Tags: prevenção, qualidade de vida, saúde

Exibições: 141

Anexos

Responder esta

Respostas a este tópico

Será que escolhemos os nossos representantes visando o bem comum? ou um cargo e até mesmo algum tipo de facilidades ...

Reflita.
SAÚDE E VIDA QUE PRECISAMOS


A garantia da Vida não é preocupação do Sistema de Saúde atual, que mais trabalha em função dos interesses das corporações médicas hospitalares , onde o lobby é forte e intricando com os laborórios/fabricantes de remédios, do que dar a atenção que o cliente do SUS, cpor exemplo, merecem diante do que pagam para ter esse sistema, caótico, que mais mata do que garante a vida.. . Esse modelo de assistencia predatório de Saude não só não tem garantido a Vida, como tem mesmo é ajudado a matar. a nos deixar mais doentes e dependentes de remédios que não curam e mais ajudam no surgimento de novas doenças. A prevenção, através de cuidados e atenção a sistema vitais, com a agua limpa, saneamento, alimentação colorida, diversa, organica, livre de agrotóxicos, e acesso a informações importantes na conservação da matriz natureza, de onde tudo tiramos limpo, e para onde tudo devolvemos, sujo, é o grande desafio para fazermos a revolução da garantia da vida, em harmonia.
Esta semana vimos diversas matérias mostrando o surgimento de uma nova classe média brasileira onde o parametro, o medidor disso não é o tipo de alimentação que se tem em casa, que tipo de conteudo estão sendo acessados, utilizados em TV, DVds, Internet, mas sim o numero de tv, de aparelhos domésticos, carros e utensilios que mais do que conforto, que é importante, deveriam gerar qualidade de vida cidadã, harmoniosas com as reais necessidades do ser humano para conservar sua vida, com a saúde, física, mental, intelectual, biologica, que cada um necessita para reforçar o valor da Vida nesse planetinha sedento de tudo, A figura do ser Humano criado pelo Movimento Marina Presidente, com sistemas harmoniosos e diversos integrados, é á sintese simbõlica do que o Homem quer e precisa para viver não para Ter e sim para Ser, alegre, saudável, produtivo, harmonioso, solidário, interativo, proativo, integrado e feliz com suas escolhas e seu jeito de se relacionar com o outro, em sintonia, que deve ser o maior motivo da vida,
Ha mais de 12 anos devolvo, de forma voluntario e independente, a campanha DESPERDICIO ZERO = LIXO ZERO onde tentamos mostrar a importancia de valorização da alimentação, da agua, da energia e dos talentos de cada ser humano para se adaptar aos desafios de continuar vivendo, nao fazendo de conta e empurrando com a barriga, como se diz, mas com a cidadania e o orgulho de se sentir protagonista de sua própria história.
Nosso desafio sobre a valorização dos espaços comuns como agregador de harmonia, via ações sustentavéis, inteligentes, construtivas de elos pela preservação da Vida sabemos que sérá pra sempre e para isso lutamos, todos os segundos, denunciando, desenvolvendo o nosso papel como jornaisra, ativista ambiental, através de ações, denuncias como a MAFIA DO JALECO BRANCO, JOGO SUJO DOS PLANOS DE SAUDE, FORTALECIMENTO DE CORPORAÇÕES MEDICAS PRIVADAS ALIEMTNADA VIA SUS, DESCASO MEDICO COM O CLIENTE, RECURSOS DE SANEAMENTO RALO ABAIXO e muitas outras matérias, artigos, pautas, briefings e ações de comunicação, articulação e mobilização para derrubar a perversa política da anti saude.
No plantão interativo
Liliana Peixinho
Jornalista, ativista socioambiental
Anexos
Acredito que a questão de politica pública efetivas e eficintes são prioritarias na eficacia da saúde e na qualidade de vida do cidadão, esse é o compromisso do Estado com o cidadão de direitos, pagador de tributos que devem ser revertidos em seu beneficio à sua qualidade de vida entre outras tantas questões, como promover defender as necessidades e interesses da sociedade, o que não é levado em conta por politicos e governantes eleitos pelo processo democratico, quando deveriam defender os interesses de todos, da sociedade, e não de todos limitando somente aos seus, isso é repuguinente!
Mas penso que a questão de saneamento basico esta totalmente ligada a questão da prevenção da saúde e, na boa Gestão dos recursos públicos mal gastos hora por falta de competencia e por interesses, privando população de qualidade de vida e escravo de uma politica voltada aos capitais economicos de interese, promovendo a doença como geradora de renda setoriais e de uma população na sua grande maioria enferma biologicamente e mental, sendo de facíl manipulação pelos homens do Mal.
Dados demontram que 66% da procura pelo sistema de saúde estão ligados à falta de saneamento basico em suas enfermidades, muito simples então, investimentos maciçõs em saneamento acompanda da promoção de educação a saúde, desafogaria o sistema de saúde, sendo preventiva e o mesmo sistema existente aperfeiçoado terá condições de tratar as enfermidades de fatos necessárias, reduzindo recursos públicos e promovendo melhor qualidade de atendimento e de vida a população. Sendo que o saneamento básico bem gerenciado em todo seu contexto trará um grande ganho ambiental. Assunto para ser estendido em sua complexidade, mas com boa vontade sem dificuldades de ser sanados com soluções viaveis.

RSS

© 2012   Criado por Movimento.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço