Movimento Marina Silva



Qual o Brasil que queremos?


1.       Brasil com Educação de qualidade


Como?


Implantando a Educação Integral


*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.



Imagine um jardineiro exigindo que o girassol seja uma rosa ou uma agricultora querendo que a alface seja um tomate. Agora veja uma jardineira que observa as plantas e aproveita a interdependência existente entre elas cultivando-as todas juntas, respeitando o meio natural em que estão e buscando potencializar as características de cada uma. Qual dessas imagens nos faz lembrar as escolas?


A comparação entre estudantes e a exigência de uma performace-padrão em um ambiente escolar separado de outros contextos educativos talvez nos leve à primeira imagem. No outro caso, a escola é parte de um processo educacional mais amplo e, pela interação com outras instituições, reconhece as múltiplas inteligências existentes n@s estudantes e estimula o florescimento da diversidade de saberes.


Ao falarmos de educação integral, antes até de pensarmos na ampliação da jornada (preconizada pela LDB em 1996), deveríamos pensar em práticas pedagógicas que eduquem integralmente. A demanda é por uma educação que encare a multidimensionalidade do ser humano e do contexto em que vive. Está obsoleta a escola que não estimula os diferentes potenciais de um sujeito em seus aspectos cognitivos, físicos, afetivos, espirituais, sociais, éticos e estéticos. A ênfase em qualquer dos aspectos não traz desenvolvimento sadio e sim hipertrofia.


Assim, quando tratamos da educação integral o que está em pauta é a reinvenção da escola ou a reconstituição do ambiente educativo para que a integralidade do desenvolvimento humano possa ser garantida. Isso, com ou sem ampliação do tempo destinado à escola, implica na quebra da ilusão da separatividade entre os processos educativos que acontecem na instituição escolar e aqueles que ocorrem nas relações sociais, familiares e comunitárias.


Deste ponto de vista, o desafio passa a ser integrar os processos educativos existentes. A escola deixa de ser uma panacéia para as questões da educação, assumindo o papel de articuladora da comunidade de aprendizagem que seria constituída com of ortalecimento das relações com outras instituições para um amplo processo educacional. Falamos aqui da aproximação da escola com organizações não-governamentais, associações comunitárias e empresas, mas também da conexão entre políticas públicas de educação com cultura, saúde, meio ambiente etc.


A vida se transforma no contexto em que a aprendizagem acontece, aproveitando-se das interações existentes no ambiente social. O espaço de educação formal, com intencionalidade pedagógica, estaria aliado aos ambientes informais (praças, teatros, hospitais, cinemas, museus, bibliotecas, igrejas, associações). Com a ampliação da participação da comunidade na escola, esta se tornaria mais viva e traria a possibilidade de efetivarmos a educação verdadeiramente integral.


Parece ser nesse sentido que Marina propõe a Educação Integral: “Garantir as aprendizagens dos alunos com ênfase em uma educação integral e inclusiva, em que se considerem tanto as dimensões afetivas, físicas e cognitivas do desenvolvimento das crianças e adolescentes, como as aprendizagens, tempos, valores e atitudes nos diversos campos do conhecimento. O reconhecimento de inúmeras oportunidades existentes nos espaços das comunidades e das famílias possibilita a implementação de diferentes arranjos organizacionais, de modo a se respeitar as diferentes realidades educacionais. Educação em período integral implica em ampliação da jornada educacional, na diversificação dos saberes e na garantia de alimentação adequada.


Para além da ampliação da jornada escolar que pode gerar a hiperescolarização, mas que sem ela reforça desigualdades sociais, a educação integral pode ser entendida como ressignificação da escola. Será que com respeito às diversidades de saberes e estímulo ao desenvolvimento pleno das potencialidades, evitaríamos a frustração de jardineir@s e o massacre de seres em desenvolvimento?


Para saber mais:



Tags: educação, escola, governo, integral, marina

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É incrível a sintonia epistemológica entre as reflexões de Marina Silva, Edgar Morin, Humberto Maturana, Basarab Nicolescu... dentre tantos outros, iluminados! Isso só pra ficar entre os teórios mais próximos da Educação... Minha inusitada participação nesta campanha tbém me ilumina, e reacende antigos sonhos, velhas utopias que deitam raízes no chão Guarani donde nasci. Sepé Tiaraju falou: - Esta Terra tem dono!!! Sinto que vem chegando a hora de repetirmos sua fala e tomarmos posse do que é nosso! Com a mesma responsabilidade, afinco, suor e lágrimas de outrora! Só que agora não é mais necessário que o sangue seja derramado, pois, justo a nós, que não perdemos a ternura jamais, nos é dado o privilégio de construir a nova história do novo mundo! Com alegria e fé - que a fé não costuma faiá! Sinto o movimento do mundo e quero renascer com ele! Desejo o mesmo a todos os que aqui me acompanham... Abraços,

CrisBor

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