Movimento Marina Silva


A seguir, para amplo debate, uma proposição coletiva do conjunto de idéias-força e princípios do Movimento Marina Silva.


Esta é a última versão do texto, apresentado em 10 de abril de 2010, no Encontro com Marina Silva - Conversas sobre um novo jeito de fazer política, em Belo Horizonte.

Princípios ou idéias-força norteiam as ações desta rede desde a sua origem. A seguir, esses princípios estão sintetizados em tópicos, de modo a tornar mais fácil que cada

um e cada uma possa se apropriar deles e empreender novas ações no âmbito do Movimento.

 


IDEIAS-FORÇA DO MOVIMENTO MARINA SILVA


 

MOVIMENTO


O Movimento quer ajudar Marina Silva a eleger-se presidente da República do Brasil.


O Movimento é autônomo e transversal a partidos, grupos e organizações.


O Movimento é um movimento. O Movimento não pretende ser nada mais nem nada menos do que um movimento.


O Movimento está em constante transformação. É como a história, que se faz na medida em que a fazemos.

 

PAZ
O Movimento nasceu de uma roda de ativistas da paz. O Movimento é pacífico, não-violento (não poderia ser diferente).


 

DIVERSIDADE


O Movimento é resultado da ação de uma variedade enorme de pessoas.


O Movimento acolhe as diferenças sem pretensão de hegemonia. Ninguém precisa ser maioria para empreender qualquer coisa no âmbito do movimento.


O Movimento se torna mais vivo na medida em que cada um e cada uma dele se apropria.


O Movimento expressa a nossa humanidade.



 

LIBERDADE


Quem participa do Movimento, participa porque quer. É claro que qualquer pessoa pode participar do Movimento.


O Movimento é vivo e promotor da vida: quer que vários movimentos sejam criados e se desenvolvam. Quem desejar criar um novo Movimento, pode e deve fazê-lo.



HORIZONTALIDADE


O Movimento não tem um dono. Foi criado e se desenvolve de modo compartilhado.


O Movimento é rede: sem centro, sem comandante, sem hierarquia.



AUTONOMIA


O Movimento não tem a pretensão de representar as pessoas. Nele, só quem pode falar pelas pessoas são as pessoas.


O Movimento não tem representante. Ninguém tem mandato para falar em nome do Movimento.


Se quiser falar em nome do Movimento, fale em seu próprio nome. Isso não quer dizer que não se deva falar do Movimento, muito pelo contrário: fale o nome do
Movimento quando falar em seu nome.



AÇÃO COORDENADA


O "Movimento" é uma idéia, um símbolo para dar nome e sentido à ação coletiva das pessoas (nós). São as ações das pessoas no âmbito do movimento que o fazem existir de fato.


O Movimento não é uma organização, se por “organização” se entende alguma institucionalidade. Por outro lado, o Movimento é, sim, uma organização,

se por “organização” se entende a ação de articular, propor, criar, produzir
relação, conversar, mobilizar, trabalhar... de forma coordenada.


O Movimento é, literalmente, no melhor sentido do termo, uma co-ordenação. Na verdade, muitas co-ordenações. Co-ordenação é disseminação, diversidade e

convergência.



DIÁLOGO


As diferenças (sobre)vivem no e pelo diálogo. Tudo o que aqui se empreende é mais legítimo se formulado, executado e avaliado com base no diálogo.



APRENDIZAGEM


O Movimento é a tentativa de fazer política de forma mais democrática, horizontal, transparente.


No Movimento somos todos aprendizes de um novo jeito de fazer política. Por isso, muitas vezes é preciso desaprender - e ousar fazer aquilo que nunca foi feito.


 

 (Abril, 2010)

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Respostas a este tópico

Olá Cassi Martinho, e ao outro membro Robson José Côgo, voces pos em bom tempo essas suas palvras, em bom entendimento, quando um explica, no novo jeito de da fazer política, o outro responde, a todos os demais membros deste nosso movimento, que devemos ir além, muito e muito além, com a visão que uma transparência real podeos conquistar, apatir deste nossos contatos, e podendo paasar aos que não ten acesso, em participar deste nossos contatos, para que haja entre todos, um ponto de equligbrio em nossas perguntas e respostas, par oencontro da busca da verdadeira RAZÃO?
É a força do Coletivo Inteligente, em rede, transformando e inovando formas de exercício à democracia participativa deste maravilhoso projeto Brasil Sustentável aclamado "MOVIMENTO MARINA SILVA”. Portanto, hoje, este Movimento não é uma tentativa, mas sim uma feliz realidade de sucesso..
Parabéns!
O.Quiquinato - Marília/SP
"Coletivos Inteligentes"


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=33226

Orisvaldo Quiquinato
Marília/Bacia 17/São Paulo/Brasil
Coletivos Inteligentes
Início > Comunidades > Culturas e Comunidade > Coletivos Inteligentes

descrição:
Coletivos Inteligentes é uma comunidade interessada na sinergia entre as pessoas, ação coletiva e inteligência coletiva
idioma:
Português (Brasil)
categoria:
Culturas e Comunidade
dono:
Rogerio Da Costa
moderadores:
Absinthe, Adriana
tipo:
pública
privacidade do conteúdo:
aberta para não-membros
local:
Brasil
criado em:
27 de março de 2004
membros:
6.768
"Coletivos inteligentes"

Ação coletiva e inteligência coletiva em rede:Esse é meu ativismo e objeto de estudo.
O movimento Marina Silva é uma vertente da constituição do comum, ou seja, é a sociedade civil organizada por si só. Esse movimento pode se tornar um objeto de fiscalização democrático com poucos vícios a partir do momento em que a sociedade obter o "self", o reconhecimento das suas possibilidades e potências organizadas em rede. Por interesses comuns pelo bem comum, por uma sociedade mais justa e fraterna com desenvolvimento sustentável, essa é a principal plataforma de atuação e reivindicação.
Uma realidade contemporânea; políticas em rede, movimentos sociais em rede. A ciber-cultura abre espaços na realidade, podemos agora agregar uma nova “linguagem subversiva” com base no diálogo inteligente derrubando as decisões monolíticas e autoritárias.

Rodrigo Más
Estado de São Paulo-Marília.
Bacia 17.
Orisvaldo.

Mais você não tem jeito mesmo heim...Comunidades de orkut não tem valor cientifico, não é isso que estamos debatendo aqui Orisvaldo.
E para de pegar comunidade no meu orkut.

Mas enfim, já que citou uma comunidade de orkut aqui seria melhor essa.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=10923577

Oi Cássio.

Aproveitando o assunto sobre articulação em rede, escrevi um texto que fala sobre isso com um amigo,talvez possa acrescentar elementos para a configuração do raciocínio em tela.

Abraço.



Cibercultura – uma nova linguagem da subversão


A cibercultura corresponde ao estágio de produção-comunicação inter-humana
advinda com as transformações tecnológicas da década de 1960, modificando assim
os modos de interatividade.

Em plena efervescência das práticas de contestação da contracultura, a
cibercultura já lançara, em germe, as possibilidades para novas propostas de
subversão.


O alvo das práticas subversivas foi sempre instaurar o conflito no seio de uma estrutura de autoridade, tendo em vista a sua corrosão a partir da exposição deste
conflito de forma pública. Com ações diretas e criação de situações diversas,
as culturas de protesto se realizaram. A principal idéia de subversão (Idea
matter) no século XX foi o anseio
pela quebra da macro-estrutura capitalista. O capital catalisava nesse momento
as atenções dos esforços transformadores, sendo o ponto de encontro de todas as
outras questões em relação às organizações subversivas. Vejamos por exemplo, os
provos holandeses, os situacionistas franceses, entre tantos outros. O capital
era assim o ponto de conflito.


No entanto, com a nova fase da construção cultural, podemos ousar repensar o conceito de subversão a luz da cibercultura.
Podemos, desse modo, entender subversão como gestos e atitudes que visam
à transformação de ambientes por linguagens diversas. A cibercultura é um meio
de possibilitar trocas a partir de ambientes virtuais, reduzindo os lapsos
espaços-temporais
entre os seus praticantes. Desse modo ela possibilita a criação de modos
comunicativos,
organizações comunitárias e atividades produtivas. Ela nos possibilita
vivenciar em outro plano, o processo de organização humana ocorrido nos
primórdios da idade antiga (e pré-histórica), com a diferença de que a prática
da subversão se mostra possível já nesses primórdios da organização
eletrônico-virtual, suscitando que pensemos qual será o caráter desses gestos
em um novo raio de ação.


A subversão presente na cibercultura compreende a disseminação de informação e dispositivos de intercâmbio entre consciências a fim de ampliar e coordenar a rede de
transformações, visto que o ato subversivo precisa transformar para não perder
o sentido - esta é a sua realidade produtiva.


Nesse momento devemos repensar a subversão à luz dessa nova cultura a fim de efetuarmos mudanças válidas. A cibercultura pressupõe relações. Será que as pessoas
entendem esse processo da cibercultura? O que estamos propondo como quebra de
paradigmas? Será que só o barulho funciona? Essas questões e tantas outras
precisam ser feitas e respondidas ao longo do tempo. O ciberespaço, como
instrumento de ocupação de lapsos espaços-temporais, precisa serem
cooperativista para não ser monolítico e não criar tantos revanchismos.
Necessitamos hoje de mais colaboração do que conflito, compreendendo que as
mudanças surgem de alinhamentos inteligentes entre discussão e comportamento.


Por essa razão a organização de coletivos e inter-relações dos mesmos se torna necessário nesse contexto. O coletivo é uma tomada de consciência anti-individualista, uma
“imersão em redes”, que possibilita desse modo a coordenação do “assalto”
subversivo como um programa de ações que alinha pensamento e atitudes tendo em
vista a transformação ambiental. Na experiência de organização de rede, o
coletivo coopera no posicionamento individualista, permitindo a experiência de
posturas
alternativas na forma de organização e circulação.


A cibercultura agrega uma série de mudanças comportamentais do século XX em uma nova plataforma de linguagem e comunicação. Uma política do comum da linguagem
subversiva em rede pela proposta
democrática do homem comum, abrindo possibilidade
concreta de atuação em rede de um
cérebro coletivo que modifica as relações hierárquicas
em redes distributivas
e horizontalizadas, diretas e deliberativas. Pela
proposta mútua, por ação coletiva e
inteligência coletiva, abrindo espaços na
realidade que se apresenta
controladora.


Por essa razão, precisamos rever a tradição da linguagem subversiva e observar como ela pode efetivar transformações significativas na atualidade. A cibercultura abre um leque subversivo que pode
ser direcionada à proposta da sustentabilidade de uma nova sociedade, do novo
paradigma
– o desenvolvimento de baixo carbono. Acolhendo e fortalecendo os novos
expoentes dessa geração.


Rodrigo Más

Naum Simão

Cibercultura / CybercultureInício > Comunidades > Culturas e Comunidade > Cibercultura / Cyberculture

descrição: Comunidade de Estudos e Pesquisa

- cultura e tecnologia
- arte resistência
- a sociedade em rede e a sociedade do conhecimento
- organizações virtuais
- inter-relacionamento

MODERADA E NÃO-ANONIMA
idioma:Português (Brasil)
categoria:Culturas e Comunidade
dono: Gilberto Pavoni Junior
tipo:moderada
privacidade do conteúdo:
aberta para não-membros
local:Brasil
criado em:27 de fevereiro de 2004
membros:7.978


Orisvaldo Quiquinato
Boa Cássio! E que o movimento consiga crescer muito, ao ponto de incomodar, pelo menos...
caros companheiros de movimento,

muito bacana tentarmos deixar mais claro o que entendemos como ideias forças e/ou princípios deste movimento. movimento, paz, diversidade, liberdade, horizontalidade, autonomia, ação co-ordenada, diálogo e aprendizagem são certamente ideias que devem dar sentido a esta nossa experiência comum.

seguimos, cada um a seu modo, porém co-ordenados, com o objetivo de desenvolver no país um novo modo de fazer política, fundamentado em ideiais democráticos e sustentáveis, que encontra como possibilidade real e imediata a eleição de Marina Silva presidente. para tanto, somos mesmo audaciosos, acho importante que esta rede tb assegure os processos de formulação das ideias forças e/ou princípios que orientarão a campanha e o futuro governo da Marina.

afinal, como compreendemos a ação do poder executivo? essa ideia ainda precisamos desenvolver.
Acho que a proposta central é a de construir uma coalizão sustentável com as bandas não podres de diferentes partidos. Muitos acham inviável esta proposta ao mesmo tempo que profetizam que uma solução parecida é a única que pode salvar as coalizões governamentais das chantagens fisiológicas historicamente predominantes em quase todas elas. Em resumo: É como se dissessem que o inviável é o necessário mas o necessário, inviável.
Lembro de campanhas outras como a de Fernando Ferrari para a Vice Presidência: Campanha das Mãos Limpas.
Marina Silva tem que fazer uma campanha propondo coalizão com o melhor do PSDB, PT e PMDB
Sugiro ao grupo que assessora Marina que não desperdice palavras elogiando Lula, o PT ou Serra. Nem mencione o bolsa família como ferranmenta a ser aperfeiçoada sem dizer como.
12,4 milhões de familias assistidas aumentaram, agora, para 13, 2 milhões. Isto significa que a pobreza extrema está aumentando por falta de trabalho.
Há que se fazer propostas concretas. Por ex.:Cortar o país com uma rede ferroviária a exemplo da França e engajar nesse projeto milhões de desempregados do Bolsa Família, exército e cooperativas de trabalhadores em consórcio com empresas construtoras.
Outra proposta: vender o avião presidencial e viajar em aviões de carreira como o rei da Suécia. Obrigado Eugênio Giovenardi

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