Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Estado eficiente e orientado por visão coletiva de país
Como?
Fortalecendo a participação social
Queremos um governo para, um governo com ou um governo de tod@s? Neste caso, o uso da preposição pode nos indicar a forma de governar.
Governar para traz a ideia do mandato outorgado, ou seja, escolhe-se uma representante e a partir daí confiamos que esta saberá o que fazer. É facultado consultar as pessoas representadas, mas, em muitos casos, abre-se mão dessa possibilidade e subentendesse que as ações da representante serão as mais acertadas diante dos interesses das representadas.
Governar com implica participação das pessoas representadas. Nesse caso, as pessoas que representam saem das suposições em relação aos interesses das representadas, escutando diretamente delas o que desejam. As demandas são trazidas por quem de fato vive as questões no cotidiano e as soluções são formuladas e realizadas por quem governa.
O governo de tod@s exige outra postura. Até o uso da preposição fica difícil com o verbo no infinitivo. Nesse caso, saimos da abstração do verbo e somos estimulados a objetivar a ação com o substantivo. Qual governo? O governo de tod@s. Para tornar concreta a ideia, é necessária a reestruturação da frase, assim como da prática política.
A efetivação dessa noção ampliada de governo se fará com a presença dos distintos grupos sociais nas intâncias públicas de decisão. Assim, as decisões não serão tomadas em gabinetes de “governo para” nem em assembléias de “governo com”, mas sim em fluxos constantes de interação entre Estado e Sociedade tornando real o “governo de”.
É algo trabalhoso e complexo quando pensamos na escala necessária para efetivar essa noção ampliada de governo, em especial se o espaço de ação é o nacional, e se temos um país com a dimensão do Brasil. De toda forma, no “governo de tod@s” a relação entre Estado e Sociedade se fará com a ruptura da lógica verticalizada e a incorporação da concepção de gestão participativa às práticas administrativas cotidianas.
Consta nas diretrizes do programa de Marina estratégias para o governo de tod@s:
“Fazer da participação e envolvimento da sociedade o pilar de sustentação do governo, inclusive para superar as pressões fisiológicas. Fortalecer os diversos espaços existentes de participação social (tanto no âmbito da sociedade como no da gestão pública), reconhecendo-os e integrando-os à formulação e avaliação de políticas públicas. Fazer do processo de participação uma oportunidade de desenvolvimento da consciência política e dos valores democráticos.”
Sustentar o governo na sociedade demanda repensar o papel dos partidos políticos e sair da mesmice das disputas para a possibilidade das convergências, pois essas poderão de fato fazer surgir a pretendida visão coletiva de país. A convocação é para uma postura de co-autoria, em que não caberá às cidadãs e aos cidadãos a passividade. Você está dispost@? Qual o Brasil que você quer?
Para saber mais:
· Escute Marina falar do Estado Mobilizador
· Escute Marina falar sobre democracia
· Conheça a Plataforma de Movimentos Sociais para a Reforma Política
· Leia um texto que apresenta reflexão sobre a participação social no...
Tags: estado, governo, marina, participação
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Permalink Responder até Clóvis Henrique em 18 agosto 2010 at 18:05
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