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Cara Dorinha.
Sou arquiteto, urbanista e professor na área do planejamento urbano e de regiões. Às vezes fico me perguntando por que a obsessão com a cidade? Acho que sustentável deve ser a vida, o homem, a sociedade dos homens e a solidariedade entre eles.... A cidade é apenas consequência da forma como o capitalismo projeta o habitat humano para o lucro....O foco deveria então se concentrar, na minha modesta opinião, no homem, nos seus problemas, nas dificuldades de suas vidas, nas suas carências e necessidades... A cidade? Seria apenas e nada mais que "um meio" para se buscar a realização de uma vida mais digna para "as pessoas" e não, como às vezes, sou levado a imaginar, um “fim” em si mesmo...
O planejamento, em minha opinião, é fundamental, mas não "esse" planejamento tipo físico, preocupado exclusivamente com o territorial, focado na "melhoria" ou “eficientização” dos meios de produção representados pelos espaços da cidade. Após 100 anos dessa prática de planejamento em todo mundo (e tomando BH como ícone) poderíamos dizer que os problemas se reduziram? Acho que não, e nem poderia ser diferente. Esse planejamento tem uma linguagem dúbia, pois por um lado quer nos fazer crer que melhorar os espaços da cidade significa melhorar a vida do cidadão,...mas por outro, na verdade, o objetivo é tornar mais eficiente o espaço da produção e circulação da mercadoria no espaço urbano tendo em vista a realização do lucro. Não, decididamente esse não é o planejamento a que me refiro. Planejamento, em minha opinião, é participar, livre e democraticamente junto com as pessoas (e a partir delas) da organização da vida, da estruturação dos processos para realização dos seus interesses e necessidades, voltados sobretudo para dignificação e emancipação do ser humano, respeitando suas diferenças e diferentes necessidades. Isso em minha opinião é sustentabilidade...sustentabilidade da vida, do amor, da fraternidade, da ‘co-labor-ação’ e da capacidade do ser humano de se renovar e de se recriar.
Um abraço fraterno.
Dorinha, bom dia
Em meio a ocupação desordenada, áreas de risco e tragédias, dificilmente ouvimos falar da especulação imobiliária como fator indutor, forçando ocupações ilegais, onde o preço dos terrenos torna inacessível ser adquirido pelas camadas mais pobres da sociedade, empurrando milhões para os barrancos e valas. Enquanto isso muitos proprietários de terrenos nas cidades ficam esperando a valorização.
Por que ninguém fala em reforma urbana?
Dorinha, leia o que escrevi dias destes aqui no forum
Quantas linhas serão escritas, quantas palavras serão ditas e quantas serão omitidas, que lições a recente crise econômica que sacudiu o mundo nos traz?
Sem a pretensão de elaborar um tratado, mas trazer a esse fórum idéias de uma pessoa comum, que trabalha e que quer ver um dia um país melhor.
Vimos aos primeiros sinais um grande esforço do governo central em criar condições para que a indústria automobilística não fosse prejudicada, empresas multinacionais que passam anos e mais anos realizando lucros e enviando às matrizes e ao menor sinal de crise ameaçam com desemprego, conseguem empréstimos no BNDES. Por que esse incentivo insano há um meio de transporte caro, e que consequentemente promove um inchaço nas grandes cidades?, Por que se comemora tanto os recordes de vendas de carros, levando ao caos a crescente degradação da qualidade de vida das cidades, obrigando governos estaduais, municipais a construirem mais pontes, mais viadutos, mais estradas, em detrimento de mais creches, mais escolas, mais hospitais, desapropriações milionárias, pois até mesmo as cidades mais novas já sentem esse câncer. Não poderia ser diferente?, Não poderiam ser gerados milhares e milhares de empregos na construção de infraestrutura e mobilidade nas cidades?
Por que a malha ferroviária é tão precária, pois com certeza se a maior parte da produção fosse transportada por trens teríamos um custo de vida menor.
Por que na época do Império nossa marinha mercante era uma das maiores do mundo e hoje importamos navios? o que aconteceu?
Por que tantas e tantas coisas que usamos em nosso cotidiano são produzidos por multinacionais?
Será que não temos capacidade de produzir um televisor, um celular, uma máquina de calcular?
Nossos governantes são somente impostores?
Dorinha, procure na internet. " O fenõmeno urbano como fenõmeno social e gestão participativa como caminho para a sustentabilidade de Elizabeth Seraphim Prosser, além de outros artigos que vc pode encontrar
Dorinha.
Este tema realmente é de grande complexidade. Talvez não tenhamos resposta pra tudo, mas também já existe inúmeros casos que não queremos mais. Veja aqui onde moro, Vitória ES, vc conhece? Temos uma grande siderúrgica a CST e a Vale do Rio Doce com varias usinas de pelotização, quase não existia favela antes dessas empresas, o tão falado progresso trouxe mazelas até hoje não solucionadas onerando por anos e anos os orçamentos municipais. Por que foram instaladas dentro da cidade?. Outro dia foi noticiado um total de mais de 200 mil pessoas com problemas alérgicos, isso é normal?, penso que até mesmo pra estas empresas já não está sendo um bom negócio, pois é cada vez mais frequente os investimentos em filtros anti-poluentes, e outros investimentos socias, enfim como venderão aço pro japão e europa se são empresas sujonas, é preciso limpar a imagem, e isso não é barato.
Mesmo Brasília, que foi planejada, hoje está se tornando insustentável.
Muitas coisas acontece por vaidade política. estão construindo a sede da Petrobras em Vitória, onde irão trabalhar mais de 3 mil pessoal, dentro de um bairro já problemático em termos de infraestrutura. Por que não construiram em outro lugar.
É preciso construir novas cidades, e diminuir a pressão nas já existenbtes.
Abraços
Dorinha
Procure na internet,
Agenda 21
cidades sustentáveis e mesmo o programa Cidades e soluções da Globo news
Dorinha, veja isso
Aquário - 60 anos de sucesso
O Aquário Municipal de Santos, o mais antigo do país, é o parque mais
procurado da cidade e o segundo mais visitado do Estado, com cerca de
500 mil visitantes por ano, número só superado pelo Zoológico de São
Paulo.
Inaugurado a 2 de julho de 1945, com a presença de Getúlio Vargas,
então Presidente da República, o Aquário Municipal de Santos foi uma
iniciativa do Prefeito Antonio Gomide Ribeiro dos Santos. Com 1.000 m2
de área e 50 tanques, foi o primeiro e maior aquário brasileiro,
figurando como tal no Guiness Book de Records, em 1995.
Em 1997 o Aquário sofreu uma reforma: perdeu tanques, mas ganhou um
auditório e mais espaço para o setor técnico. Até julho de 2004, o
Aquário possuía 35 tanques com capacidade para mais de 200 mil litros
de água, onde viviam cerca de 70 espécies diferentes, num total de 300
animais.
Em 16 de agosto de 2004, o Aquário fechou para uma grande reforma e
ampliação, em obra prevista inicialmente para o período de 4 meses, a
um custo orçado em R$ 2,5 milhões em recursos do Dade (Departamento de
Apoio e Desenvolvimento das Estâncias). O lobo-marinho foi transferido
para o Orquidário Municipal, onde foi acomodado no lontrário até o
final das reformas.
O novo Aquário reabriu em 26 de janeiro de 2006, em festa de
inauguração com a presença do Governador Geraldo Alckmin e do Prefeito
João Paulo Tavares Papa.
2006 - O novo Aquário
Externamente, o antigo prédio foi remodelado, procurando se manter
suas características arquitetônicas originais. Ele fica como porta de
entrada do parque, tendo recebido uma cobertura e rampa de acesso para
deficientes na entrada.
Alguns degraus formam uma pequena arquibancada, para atividades
educacionais e ambientais. Uma nova bilheteria é interligada com a
entrada
principal por uma passarela coberta. Na parte acima da laje foram
criados novos espaços, onde foram construídos sanitários, inclusive um
com acessibilidade, e uma área de segurança.
Dentro, o antigo auditório foi modernizado e ampliado, ganhando mais
15 m² e aumentando a sua capacidade para 56 pessoas. A antiga área
circular do lobo marinho foi transformada em um grande tanque
oceânico, o tanque das tartarugas foi duplicado e os três tanques de
água doce foram unificados em um grande tanque amazônico.
Ao lado do antigo prédio foi construído um prédio anexo com dois
pavimentos, aumentando a área construída de 1.098 m² para 3.223 m²,
sendo 2.214 m² abertos para visitação pública e o restante reservado
para os serviços funcionais do parque. Duas passarelas fazem a ligação
entre os dois edifícios, uma para o trânsito dos visitantes e a outra
exclusiva para os funcionários.
No novo prédio, o pavimento superior foi reservado às atividades
técnicas e de pesquisa desenvolvidas pela equipe de profissionais do
parque. O pavimento térreo se divide em três setores, dois para
visitação e um destinado a serviços funcionais do parque. Ali foram
construídos um grande tanque para os pinguins, que passaram de 10 para
cerca de 40 espécimes, um tanque de toque, um tanque de carpas e o
maior recinto do aquário, destinado ao lobo-marinho. Um terceiro setor
recebeu uma loja de souvenirs, um tanque de reabilitação e espaços
funcionais.
A iluminação foi ampliada com a instalação de refletores maiores. Nos
tanques, as lâmpadas de vapor metálico facilitam a visualização.
Os dois prédios receberam nova comunicação visual, com painéis de
identificação dos peixes.
Das 70 espécies e quase 700 animais que abrigava, o Aquário agora tem
150 espécies e cerca de 4 mil animais, desde pequenos invertebrados
até mamíferos marinhos.
As instalações dos animais seguem rigorosamente as normas e exigências
do Ibama e toda a área dos tanques é servida por um corredor interno
para acesso dos técnicos e tratadores. O complexo foi totalmente
climatizado, com temperaturas especiais para o setor dos pinguins e
lobo marinho.
No total, são 31 tanques com 1,3 milhão de litros de água
doce e salgada, tratadas por 25 bombas de filtragem, sendo 6 delas
exclusivas para o tanque do lobo marinho. Uma grande turbina de
ar-comprimido, ligada a todos os tanques, é responsável pela
oxigenação da água. Uma moderna subestação elétrica alimenta as bombas
e um gerador de emergência garante a sobrevivência dos animais em caso
de falta de energia.
Cenografia reproduz habitats naturais
Todos os tanques e aquários receberam cenografias que reproduzem os
habitats naturais dos animais. Nos tanques de água doce, foram criados
ambientes de fundo de rio, com galhos, folhagens, raízes e barrancos.
Os peixes de água salgada nadam em ambientes rochosos. O tanque
oceânico reproduz o fundo da costa brasileira.
No tanque das moréias, que preferem ficar escondidas, foram utilizados
canos de PVC para criar fendas rochosas. O tanque amazônico reproduz
uma floresta inundada e os recintos do lobo-marinho e dos pinguins
receberam a paisagem rochosa da Patagônia. Um ambiente que ficou
bastante diferente é o tanque dos peixes asiáticos. Com as "ruínas" de
um templo submerso da Ásia, é o único que não representa um ambiente
natural.
O trabalho artístico de cenografia foi idealizado pelo cenógrafo
Renato Ribeiro, com a ajuda da equipe técnica do Aquário e pesquisas
de foto. Para confeccionar as cenografias, Ribeiro trabalhou com seis
artistas, especialistas em modelagem, escultura e pintura, que
utilizaram resina,
fibra de vidro, pó de areia, tinta atóxica, cimento, PVC e outros materiais.
Para os tanques maiores, como o dos pinguis, o recinto do lobo marinho
e os tanques oceânico e amazônico, o cenógrafo construiu miniaturas do
ambiente a ser reproduzido, a fim de facilitar a discussão do projeto
com as equipes do Aquário e da empreiteira contratada para a obra.
Painéis conscientizam para a Ecologia
Em maio de 2008, as paredes externas do Aquário receberam dois murais
elaborados pelo artista plástico e ambientalista norte-americano
Robert Wyland. O artista é conhecido mundialmente pelo seu trabalho de
conscientização ecológica focado na vida marinha. Até então, Wyland
executara 97 painéis em várias cidades ao redor do mundo e os de
Santos, retratando animais marinhos, constituem a primeira obra do
artista em toda a América do Sul.
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©2004-
Cara Dorinha.
Sou arquiteto, urbanista e professor na área do planejamento urbano e de regiões. Às vezes fico me perguntando por que a obsessão com a cidade? Acho que sustentável deve ser a vida, o homem, a sociedade dos homens e a solidariedade entre eles.... A cidade é apenas consequência da forma como o capitalismo projeta o habitat humano para o lucro....O foco deveria então se concentrar, na minha modesta opinião, no homem, nos seus problemas, nas dificuldades de suas vidas, nas suas carências e necessidades... A cidade? Seria apenas e nada mais que "um meio" para se buscar a realização de uma vida mais digna para "as pessoas" e não, como às vezes, sou levado a imaginar, um “fim” em si mesmo...
O planejamento, em minha opinião, é fundamental, mas não "esse" planejamento tipo físico, preocupado exclusivamente com o territorial, focado na "melhoria" ou “eficientização” dos meios de produção representados pelos espaços da cidade. Após 100 anos dessa prática de planejamento em todo mundo (e tomando BH como ícone) poderíamos dizer que os problemas se reduziram? Acho que não, e nem poderia ser diferente. Esse planejamento tem uma linguagem dúbia, pois por um lado quer nos fazer crer que melhorar os espaços da cidade significa melhorar a vida do cidadão,...mas por outro, na verdade, o objetivo é tornar mais eficiente o espaço da produção e circulação da mercadoria no espaço urbano tendo em vista a realização do lucro. Não, decididamente esse não é o planejamento a que me refiro. Planejamento, em minha opinião, é participar, livre e democraticamente junto com as pessoas (e a partir delas) da organização da vida, da estruturação dos processos para realização dos seus interesses e necessidades, voltados sobretudo para dignificação e emancipação do ser humano, respeitando suas diferenças e diferentes necessidades. Isso em minha opinião é sustentabilidade...sustentabilidade da vida, do amor, da fraternidade, da ‘co-labor-ação’ e da capacidade do ser humano de se renovar e de se recriar.
Um abraço fraterno.
Dorinha e demais companheiros, a lei que regulamenta o planejamento urbano é o Estatuto das Cidades. No Estatuto está previsto a realização de Planos Diretores, sendo os mais urgentes os das regiões metropolitanas, que envolve vários municípios. Nesses municípios não dá para cada município fazer o seu plano diretor sem fazer antes o PDDI da região metropolitana. Não conheço muito a região mas acho que é possível fazer um PDDI participativo, mesmo porque BH está avançado no OP e em planejamento local. Vou acompanhar bem atento o PDDI-RMBH!Parabéns!
só tem 1 participante neste fórum? Acabou o "movimento marina"?
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Movimento Marina Silva
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