Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Educação de qualidade
Como?
Expandindo o ensino médio e profissionalizante
*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.

Nem lá, nem cá. Não é de hoje que, estando no meio do caminho entre o fundamental e o superior, o ensino médio vive uma confusão entre as expectativas e sua capacidade de atendimento. Considerado como parte da educação básica, mas no ciclo não obrigatório, o ensino médio ainda balança entre o atendimento a demandas generalistas e técnicas.
Independente da crise de identidade, ou quem sabe até em decorrência dela, cabe lembrarmos que a maior taxa de evasão e de repetência está no ensino médio. Nesse sentido, é necessário o enfrentamento de aspectos sociais (necessidade de geração de renda) e educacionais (desconexão com interesses juvenis) que podem ser geradores dos altos índices de desistência. Será que bolsas de estudo facilitariam a permanência de estudantes no ensino médio? E como tornar o processo educativo mais conectado com a realidade da juventude?
Mesmo que incentivos ou subsídios sejam estratégicos, ao lado da revisão pedagógica do ensino médio, teremos ainda uma questão para enfrentar: a dicotomia entre continuidade de estudos e acesso ao trabalho. A profissionalização, que restrinja o aprendizado a uma técnica, pode afastar a possibilidade de continuidade dos estudos. Nesse caso, caberá observarmos que esta fase de estudos deve trazer perspectivas para o desenvolvimento de habilidades tecnológicas, científicas e culturais, sem que a restrição de quaisquer delas a um grupo social específico seja parte da manutenção das desigualdades sociais.
Marina aponta suas perspectivas para a área: “Definir parâmetros contemporâneos para o ensino médio que promovam o crescimento do número de matrículas e evitem a evasão de alunos. Expandir a rede de escolas técnicas para responder às demandas do mercado de trabalho, priorizando-se as profissões relacionadas à economia verde. Capacitar cidadãos e instituições da sociedade civil para a realidade do trabalho. Implementar políticas de subsídio à permanência dos jovens no ensino médio, adequadas às diferentes realidades regionais e especificidades dos sistemas de ensino.”
No Brasil que queremos a ampliação das unidades de ensino profissionalizante e o incremento das matrículas neste ciclo da educação básica precisam vir acompanhados de orientação pedagógica e estratégica. Queremos uma educação profissional que facilite a continuidade dos estudos integrada à preparação para a vida laboral? Queremos técnic@s preparad@s para mercados voltados a padrões sustentáveis de produção?
Para saber mais:
Tags: educação, ensino, governo, marina, médio, profissionalizante
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Movimento Marina Silva
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