Movimento Marina Silva

Prezados Marineiros,

 

A onda verde, ao que parece passou junto com as eleições presidenciais, e para piorar as discussões, ações políticas e a própria existência do movimento, perderam força e acredito até adesões e simpatizantes, já que como sempre os grupos políticos de São Paulo, persistem na insistência, em sua empafia exclusivista de ver a política nacional, tendo como epicentro o Estado de São Paulo, quando na verdade, ressalvando, a disputa legitima por poder e espaço, o movimento é uma ação política que surgiu com a candidatura de Marina Silva, devido obviamente, ao seu alinhamento com a questão ambiental, e o desenvolvimento sustentável desejável ao Brasil e ao futuro das gerações de brasilieiros.

Assim se Marina é do Acre, não há razões que justifiquem a centralização e monopolização do movimento e a discussão de seu futuro, se restringir ao Estado de São Paulo e ao grupo que atua em sua coordenação, sendo assim aproveito para apresentar meus protestos, e relembrar que um projeto político coletivo, não existe se todos que dele participam não se sentirem também como um agente ativo de transformação e de mudanças, para uma nova e importante mentalidade, que é melhor termos cidadãos conscientes de suas responsabilidades,  e de seu papel no exercício de sua cidadania na construção  de um novo paradigma de emancipação, pois o que estamos observando é um prática que é condenada por muitos que defendem que o modelo político de representação que adotamos precisa ser imediatamente revisto e atualizado.

A participação não pode ser objeto de tutela e de dominação, pois esbarrará na reprovável ação política própria dos que querem o poder pelo poder, e para isto aplicam aos incautos o falso discurso da livre participação, mas sem nenhum poder de também influenciar as decisões.

Se o movimento é algo real, verdadeiro, e concreto que aglutina a vontade geral e popular, o momento é de darmos uma nova face para o movimento e trazemos para a discussão temas atuais e importantes, como a reforma política, que podemos enfocar e canalizar para o debate democrático e cidadão, pois se ainda resta algo de realmente coletivo e ético, que em nada se assemelha com as velhas práticas políticas, que herdamos do coronelismo, da ditadura e da corrupção endêmica que tomou conta do tecido politico representativo, precisamos dar uma nova razão e justificativa para este movimento.

Para exemplificar, a muita preocupação dos políticos com a citada reforma política, mas até agora não vimos nenhuma proposta que mitigue o mandato de representação, com a possibilidade de o cidadão eleitor, cassar o mandato de políticos acusados de corrupção, ou quem não respeite ou cumpra seus compromissos assumidos, que a mais das vezes é sempre discurso habilidosamente preparado para somente obter votos e a vitória nas eleições.

Este um dos exemplos para podermos no engajar em um movimento que tenha como pilares o interesse público e o respeito ao dogma constitucional, de que todo poder emanda do povo e em seu nome será exercido, mas como sabemos que sem dispositivos de controle social e cidadão, jamais atingiremos os objetivos de construir uma ação política capaz de mudar a realidade contra a qual tanto lutamos.

 

Para reflexão e opinião.

 

José Luiz Barbosa,

Presidente da Associação Cidadania e Dignidade - MG

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