Movimento Marina Silva

Srs(as),

 

Estamos prestes a ter um plano diretor aprovado que trará muitas consequencias. Achei duas coisas emblemáticas: 1- o coeficiente de construção diminui, o que é bom. MAs, se a empresa pagar, pode construir mais, o que mostra que o bom é ruim... ou seja: pagando, pode detonar tudo. Por dinheiro, tudo vale. 2- A região do Izidoro, que deveria virar um grande parque eceológico, vai virar um BAIRRO. A ESPECULAÇÂO IMOBILIÁRIA VAI ACABAR COM A ÚLTIMA ÁREA VERDE DE BH!!!!!! CREIO QUE DEVEMOS FAZER UMA MOBILIZAÇÃO, UM BLOG OU QUALQUER COISA PARA EVITAR QUE ESSES POLÍTICOS DESTRUAM O QUE RESTOU DE NOSSA REGIÃO!!!!! NINGUÉM ESTÁ FALANDO NADA SOBRE ISSO. SERÁ COMO FOI NO BELVEDERE: O DINHEIRO DESTRUIRÁ TUDO!! ALGUÉM MAIS EXPERT EM TECNOLOGIA PODERIA ABRIR UM BLOG PARA DISCUTIR ESSAS QUESTÕES???? EM GRANJA VIANA/SP, A POPULAÇÃO TEM SE MOBILIZADO CONTRA O ALPHAVILLE, QUE DETONOU IMENSOS PEDAÇOS DE MATA...FAÇAMOS O MESMO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!!!

 

MAQUIADO COM O ESMALTE DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, ESSE PROJETO VAI ACABAR COM NOSSA ÚLTIMA ÁREA VERDE E VAI CRIAR UM CAOS NO TRÂNSITO DE VÁRIAS REGIÕES!!!!  FAÇAMOS ALGO CONTRA ESSA FARSA DE UM PREFEITO QUE FOI ELEITO DE FORMA MUITO ESQUISITA....QUEM CONSEGUE MONTAR UM BLOG COM O PLANO DIRETOR, DADOS DA REGIÃO DO ISIDORO, ETC??? SERIA ÓTIMO!!!!COMECEMOS UMA MOBILIZAÇÃO JÁ, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!!!! QUE IZIDORO VIRE PARQUE!!!! E QUE A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA VÁ PARA OS QUINTOS DO INFERNO!!!!!

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VEJAM REPORTAGEM DO "O TEMPO". 10 BILHÕES DÁ PRA ENCHER O BOLSO DE MUITOS CANALHAS!!!! MOBILIZEMO-NOS ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS!!!! NÃO ACREDITEMOS NO DISCURSO MANSO DE UMA BANDO QUE ESTÁ DE OLHO NAS BEIRADAS DOS 10 BI!!!! IZIDORO VIRE PARQUE!!!!!!

O córrego do Isidoro, localizado na região Norte de Belo Horizonte, às margens da MG-020, dará nome à 10ª regional de Belo Horizonte. Em uma área de 10 mil hectares, que abriga hoje construções irregulares, nascerá praticamente uma nova cidade. Como O TEMPO adiantou com exclusividade na semana passada, a prefeitura trabalha para liberar empreendimentos imobiliários que vão resultar na construção de 72 mil apartamentos.

O preço médio dos imóveis construídos na região é R$ 100 mil - não há intenção de erguer casas. De toda a área construída, 12% será destinada à atividade comercial. Como contrapartida aos apartamentos, a prefeitura da capital exige a construção de centros de saúde, escolas e centros culturais.

Um terminal de integração de transporte, terminais de embarque e desembarque de ônibus e uma sede da administração regional também fazem parte das obrigações das empresas que farão a urbanização da região do Isidoro. Os empreendedores ficaram responsáveis também pela criação de dois parques ecológicos e de pequenas reservas.

Para viabilizar o acesso, a prefeitura estabelece - também como contrapartida - a construção da Via 540. Serão 6,7 km de pista-dupla que irão ligar a MG-020 à avenida Cristiano Machado, facilitando a chegada até a Cidade Administrativa. Essa obra deve custar R$ 421 milhões. A Via 038, ou Via Norte-Sul, vai cortar o Isidoro de Norte a Sul - o custo é de R$ 152 milhões.

Outra contrapartida é a destinação de 10% dos apartamentos ao programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Fecha a lista de contrapartidas a obrigatoriedade para os empreendedores cederem temporariamente 3.000 apartamentos à Vila Olímpica da Copa do Mundo de 2014. Já há um projeto para 20 mil imóveis, que incluiriam os apartamentos da vila.

A prefeitura também terá parte na contrapartida. Ficará responsável pela parte da Via 540 entre a fronteira do Isidoro até o bairro Vilarinho. As negociações entre empreendedores e os nove donos dos terrenos para a urbanização da região estão em fase avançada. O empreendimento pode contar ainda com financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Informações de bastidores dão conta de que a criação da nova regional teria sido fechada em uma reunião na prefeitura na segunda-feira. A dúvida estaria agora no nome da área. "Estava entre regional Izidora, como era conhecido o local anos atrás, e Isidoro, por conta do nome de hoje. Mas deve ser Isidoro mesmo", contou uma fonte. Como comparação, a regional mais populosa da capital é a Noroeste, com 360 mil habitantes. Em seguida, o Barreiro, tem 262 mil. A regional Isidoro terá cerca de 250 mil moradores.

A proposta que autoriza o empreendimento precisa ser analisada na Câmara. Em evento ontem de apresentação da proposta, o prefeito Marcio Lacerda disse apenas que estuda a possibilidade de criar a regional. "(O Isidoro) pode ser incorporado à região Norte ou ser uma nova regional", disse.

Previsões
Conclusão. A Prefeitura de Belo Horizonte estima que a urbanização total da região seja concluída no período de dez anos. A construção das novas residências deve gerar negócios da ordem de R$ 10 bilhões.


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Ocupação

Moradores de quilombo preocupados
A prefeitura garante que a intenção com a urbanização da região do córrego do Isidoro é conter o crescimento desordenado e ilegal, mas moradores da região temem que sejam expulsos por conta do alto valor imobiliário dos empreendimentos.

“Estamos lutando desde 2005 para garantir nosso espaço e sempre era difícil conversar. Agora, com grandes empreendedores, tudo fica fácil. É muito estranho”, disse Maurício Moreira, 52, representante do quilombo Mangueiras, que abriga cerca de 60 pessoas.

O prefeito Marcio Lacerda garantiu a compensação de áreas que hoje são de preservação ambiental e que futuramente vão receber os imóveis. Ele garantiu também a manutenção do quilombo e do prédio que abrigou o sanatório Hugo Werneck. (MS)


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Vegetação

Impacto ambiental é inevitável
Mesmo com a garantia de criação de dois grandes parques, o impacto ambiental na região do córrego do Isidoro é inevitável. A área de 10 mil hectares possui remanescentes de Cerrado e floresta estacional, geralmente associada à mata ciliar existente na beira dos vários córregos do local.

O coordenador do projeto Manuelzão, da UFMG, Thomaz Mata Machado, diz que é preciso maior detalhamento da proposta. “O certo é que a região tem que ter uma destinação, mas é preciso que sejam respeitadas as fontes naturais”, diz.

Quanto à infraestrutura, especialistas temem que ela seja insuficiente para atender aos moradores, visitantes e trabalhadores. “Ao todo, serão 500 mil pessoas na região”, afirma a urbanista da UFMG Beatriz Couto.

A secretária geral do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Rose Guedes, defende mais discussão. “O que preocupa é o transporte público”, diz. (MS)

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