Movimento Marina Silva



Qual o Brasil que queremos?


1.       Brasil com Educação de qualidade


Como?


Ampliando o ensino superior


*Se preferir, escute aqui o conteúdo deste texto.



Um tripé sem uma das pernas continua um tripé? Universidade sem ensino, pesquisa ou extensão permanece universidade? O investimento nesse trinômio pode facilitar a caminhada entre o Brasil que temos e o Brasil que queremos?


É sabido que o custo para a permanência anual de um estudante no ensino superior é 10 vezes maior que o custo de um estudante na educação básica. No entanto, descartar investimentos nessa área para priorizar em etapas anteriores seria a melhor alternativa? Diante desses gastos, observando o acesso muitas vezes restrito às elites, seria mais simples a privatização?


Fato é que o ensino superior tem papel a desempenhar na reorientação do conhecimento, na qualificação de profissionais e na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável deste país. Nesse sentido, está fracassado o modelo de universidade encastelada no marfim. É fundamental o resgate de sua função social em cada uma das hastes de sustentação.


No ensino é fundamental estimular o pensamento inquieto que não cristaliza modelos mentais que diminuem a autonomia, cabe o estímulo ao livre pensar transdisciplinar. Na pesquisa vale a provocação para estudos aplicados, sem que a ciência pura seja descartada, mas dando uma orientação para que desafios contemporâneos do país sejam enfrentados com pensamentos e práticas inovadoras. Na extensão o convite vai ao reposicionamento do saber científico que busca, no contato com o saber popular, não uma via utilitária, mas uma oportunidade para a colaboração que acaba por arejar e dar sentido às outras faces da universidade.


Marina Silva também tem propostas para o ensino superior: “Garantir um acesso mais democrático ao ensino superior, em especial à sua modalidade pública e gratuita, é essencial, não apenas para garantir que direitos sociais sejam viabilizados, mas para que o país possa avançar na construção de conhecimento e de novas estratégias para lidar com os desafios do mundo contemporâneo, entre
eles o mundo do trabalho. Incentivar e apoiar as licenciaturas curtas, especialmente aquelas voltadas para áreas de novas tecnologias e para formação de professores nas ciências exatas. Criação de centros de excelência para o desenvolvimento de estudos e pesquisas que possibilitem respostas aos desafios de um  desenvolvimento sustentável e da vida no planeta. Estabelecer o diálogo constante entre saber científico e popular, criando incentivos para que todos os estudantes universitários realizem atividades de extensão universitária buscando concretizar a função social da universidade. Ampliar os recursos para extensão universitária, integralizar as atividades de extensão nas grades curriculares (crédito de extensão).”


Talvez antes de soluções simplistas como privatização ou corte nos gastos, precisemos remodelar as estratégias para democratizar o acesso (falando de cotas raciais e sociais, porque não?) e para reorientar as funções da universidade. Afinal, mesmo que o pensamento inventivo nos convide a imaginar um tripé perneta, as universidades não podem estar de fora da criação, projeção, construção e manutenção da ponte entre o Brasil que temos e o que queremos.


Tags: educação, ensino, marina, superior

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E o que fazer com o transporte Universitário? só pra começar, no ceara dezenas de municípios tem que deslocar sem nenhuma ajuda do estado ou do governo federal estudantes por mais de 100km, as consequências são graves superlotação nos transportes, perda frequente de aulas por problemas nos ônibus que já estão ultrapassados(já que ônibus novo só chega para o ensino fundamental e é proibido que os mesmos sejam usados pelos universitários), assaltos no retorno de madrugada, por enquanto não vou entrar na sucata que estão as universidades nem na falta de professores e nem na substituição de funcionários por estagiários universitários mau pagos, falta de cursos de extensão e fuga da meta da IES (ensino,pesquisa e extensão) só temos o ensino e é pífio.
Nossas universidades estaduais estão abandonadas não é só a minha são as do nordeste inteiro isso se não forem as do brasil inteiro.
Após isso pergunto o que a senhora faria para as estaduais?
Abraços contamos com voce!!
Sabe não é so ampliar e concertar o que ja se tem...
Quero deixar aquí um pouco da minha fala. É frustrante o que se vê nesse país em termos de oportunidades para quem termina um curso superior. A começar pela falta de estrutura dentro das universidades em todas as áreas, me refiro às públicas. O estudante recém formado, sai com pouco conhecimento e preparo, para enfrentar a realidade lá fora. Nas salas de aulas se aprende mais teoria do que prática. São poucos os que têm a chance de passar em um vestibular, e desses poucos, uma meia dúzia consegue se sair bem na vida profissional. O que eu quero dizer é que a maioria se forma para trabalhar numa área que não tem nada a ver com a sua formação profissional. Agora me refiro a minha profissão. Em um país como o nosso, onde a agricultura reina, ser agrônomo é muito difícil. Por incrível que pareça até bem pouco tempo quase não se via falar em concurso para agrônomo. Hoje, os concursos que abrem tem apenas meia dúzia de vagas para milhares de candidatos, isso é um absurdo!!! Cadê a estrutura desses governos???
Exatamente Larissa. Você disse tudo. Técnica se aprende na prática. Isso é o que falta. Estágios, projetos, campo. Agronomia se aprende no campo, no laboratório, na casa de vegetação, na fazenda, nos sistemas agroflorestais, nos canteiros de horticultura, nos campos de irrigação, nos campos de experimentação agrícola etc...Isso a meu ver é o que todas as universidades federais ou federais rurais deveriam ter e não têm, infelizmente. Raramente alguma delas possui uma ou outra coisa dessas, como está escrito mais acima: "Um tripé sem uma das pernas continua um tripé? Universidade sem ensino, pesquisa ou extensão permanece universidade? O investimento nesse trinômio pode facilitar a caminhada entre o Brasil que temos e o Brasil que queremos"? Concordo plenamente, por isso acredito na proposta de Marina.
Um abração.
Eu sou +1
Sou Marina

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