Qual o Brasil que queremos?
1. Brasil com Estado eficiente e orientado por visão coletiva de país
Como?
Ampliando a transparência
É natural percebemos a diferença entre um curso de água cristalina e outro de água turva. No primeiro conseguimos identificar facilmente o que acontece além da superfície, no segundo não há garantias de que a imagem refletida corresponda à realidade. Assim também podemos observar a política. Há espaços em que a transparência dos atos nos permite acompanhar e verificar o que se realiza, em outros, de forma proposital, não conseguimos saber o que se faz com o que é público.
Mesmo que princípios do direito administrativo como o da moralidade, da legalidade e da impessoalidade estabeleçam condutas para os agentes públicos, é evidente que em muitos casos há uma opacidade deliberada na ação de gestão pública. Tornar o ato verdadeiramente público permitiria o monitoramento e o controle social, dificultando as ações escusas de certas pessoas que se instalam no Estado não para servir, mas para se beneficiar.
Quando queremos um Estado eficiente torna-se fundamental o acompanhamento das ações por parte da população. No entanto, para além da ampliação do acesso às informações são necessários mecanismos de capacitação para o entendimento dos dados disponíveis e, em especial, ferramentas que organizem as informações tornando-as úteis. Afinal, quem é que consegue entender uma peça orçamentária?
A tradução dos jargões técnicos que impedem a apropriação das informações disponíveis, bem como a forma inteligente de organizá-las para que haja utilidade no debate público, pode oportunizar que no momento das decisões haja inversão de prioridades nos investimentos, orientando o Estado para a desejada visão coletiva de país. Isso sem falar que com a transparência dos gastos públicos há possibilidade concreta de prevenir a corrupção.
As diretrizes de Marina para o governo apontam uma intenção nítida:
“Mais do que abrir as informações sobre os gastos, é preciso dar transparência aos critérios para definição de prioridades de investimento e possibilitar à sociedade o acesso aos dados por meio de protocolos abertos.”
Assim, podemos recorrer à física para escolher qual o tipo de meio político queremos para o Brasil. Um meio é transparente quando feixes de luz o atravessam em trajetórias regulares, não há assim a deformação da imagem para o observador. Um meio translúcido é aquele em que a luz passa e se espalha de maneira irregular, trazendo a percepção distorcida do objeto observado. Por fim, um meio opaco é aquele em que a luz não se propaga, tornando impossível a observação do objeto do outro lado do anteparo. Qual o Brasil que queremos?
Para saber mais:
· Escute Marina falar sobre transparência
· Conheça ações de monitoramento de instituições públicas
· Leia sobre o uso da informação para o fortalecimento da ação cidadã
Tags: diretrizes, governo, marina, transparencia
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Permalink Responder até Clóvis Henrique em 20 agosto 2010 at 13:16
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